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16 de jun. de 2013

Rodadas Extras do 1º Semestre

Além dos encontros oficiais, sempre acontece de rolar uma joga extra. Eu confesso que essas estavam todas no rascunho, preparadas para serem publicadas, mas, como foram se acumulando desde fevereiro (sim, estou envergonhada!), resolvi fazer um post só.

Começando por Fevereiro, que foi um mês movimentadérrimo!

ALHAMBRA
(2 a 6 jogadores, +8 anos, 60 min)

Um clássico que ainda não conhecia, os jogadores devem unir os tiles, como num quebra-cabeça, construindo seu palácio no completo de Alhambra. Na mesa, eu, Fabrício e seu irmão Chris. O jogo tem várias pontuações ao longo do curso de acordo com a quantidade de tiles divididos por cor.

Eu sempre tenho problemas com esses tipos de jogos (vide Galaxy Trucker) porque quero fazer bonitinho, e não é bem essa a lógica. Chris arrasou na pontuação final, e o placar foi:

Colocação:
Chris 141 pontos
Rê 122 pontos
Fab 111 pontos
Chris (1º)

Renata (2º) 

Fab (3º)

                                                                                                               

CARCASSONNE
(2 a 5 jogadores, +8 anos, 45 min)

Madrugada de oscar na casa do meu grande amigo Alexandre Guerreiro, que eu canso de tentar trazer para o lado claro da força, mas ele sempre reluta. Depois de assistir a tradicional cerimônia do Oscar, eu, Alê e Lu Palma fomos jogar uma partidinha rápida de Carcassonne.

Na verdade, era a estréia do jogo, uma cópia da Grow que demos de presente para ele. Para minha completa vergonha, a caixa veio RASGADA POR DENTRO, o que me deixou indignada, pois não foi acidente de transporte ou manuseio da loja, veio assim da fábrica. Em se tratando de qualquer produto já seria um problema, mas, imagina a minha cara depois de defender tanto a cultura dos jogos de tabuleiro e sua qualidade, e as iniciativas do mercado nacional em melhorar seus produtos quando vi isso (foto abaixo)? Fiquei indignadíssima!


Dos males o menor, pelo menos os componentes estavam direito e eles se divertiram.


Dia 23 foi a vez de voltar ao Castelo das Peças!!! Saudade do pessoal do Rio que tenho visto tão pouco.

ARCHIPELAGO
(2 a 5 jogadores, +14 anos, 120 min)

Esse era um muito muito desejável de Essen, então, quando o Peter colocou na roda, não exitei em entrar na mesa. Estava bastante ansiosa pra conhecer. O jogo tem bastante detalhe nas regras, mas não é um bicho de 7 cabeças, pois possui uma lógica de exploração compreensível. O tabuleiro modular e as cartas de objetivos (coletivas e individuais) dão ao jogo uma grande rejogabilidade. Tanto que o Peter comentou de já ter jogado algumas vezes e essa partida ter sido completamente diferente das anteriores. 


O jogo tem um duração extensa. Jogamos a versão média, mas ele ficou com um gostinho de "não, não acaba agora, só mais um pouquinho!" Se não fôssemos novatos na mesa, poderíamos ter tentado a partida de longa duração. Claro que sai dali e quando cheguei em casa encomendei o meu. ;)

Colocação:
Peter 14 pontos
João 13 pontos
Renata 8 pontos

LOVE LETTER
(2 a 4 jogadores, +10, 20 min)

Para fechar a tarde, jogamos uma partida do divertido Love Letter, um jogo de blefe em várias rodadas, que vence quem conquistar duas delas, através do sistema de carta maior e poderes especiais. Usamos dois baralhos pra jogar com 7 pessoas.

Super simples e divertido. Recomendável para grupos grandes, não vejo como ter graça para 2 jogadores.


Colocação:
Daniel 2 cubos (vencedor)
Gian 1 cubo
Renata 1 cubo
João, Hélio, Durval, Peter 0


TROYES
(2 a 4 jogadores, +12 anos, 90 min)

Outra escapulidela durante a semana e pude conhecer o famoso Troyes (que já ganhou resenha detalhada aqui no Desbussolados pelo Fabrício). Na mesa, além do dono do jogo, eu e Marcinho. Complexo, envolvente e desafiador. Outra pérola dos tabuleiros que precisa ser jogada várias e várias vezes até poder ser compreendida completamente. Eu, com certeza, estou muito longe disso.



Colocação:
Marcio 42 pontos
Fabricio 39 pontos
Renata 32 pontos

PANDEMIC
(2 a 4 jogadores, +10 anos, 60 min)

Desta vez apresentando o jogo ao Marcio, e para mim, a primeira vez que jogava com 3 jogadores. Foi uma partida absolutamente diversa das anteriores. Confesso que até perdeu um pouco da graça por ter se tornado fácil. Toda a tensão que se tem com 2 jogadores, e a vontade de vencer pareceu ter se esvaido quando conseguimos dominar o globo e ganhar o jogo em 5 outbreaks.




Março foi a vez de fazer uma visita super hiper mega blaster especial aos meus amigos da Barra da Tijuca. Me sinto orgulhosa de ter ajudado a dar o pontapé inicial no vício do Motokane que hoje criou um grupo que se reúne com frequência na sua casa. O Desbussolados visitou a Toca dos Ursos!

Depois de uma recepção super calorosa dos amigos Ênio e Motokane, com direito a suquinho especial, visita guiada pela coleção Marvel e afins do Ênio, e matar as saudades do Samuca, iniciamos os trabalhos.

TAKENOKO
(2 a 4 jogadores, +8 anos, 45 min)

Quem acha que esse é um jogo para menininhas só porque é fofinho, está muito enganado. Só sendo ninja pra conseguir administrar a irrigação, com o cultivo dos bambus e a colheita certinha. Os componentes são o "must it"! E o jogo desafiador.

A Ni Cohn deu um banho na gente durante a partida e levou a primeira vitória da noite.

Colocação:
Ni Cohn 24 pontos
Motokane 17 pontos
Renata 11 pontos
Ênio 7 pontos
Ni vencedora beijando o jardineiro da sorte e eu mordendo o panda maldito!

SMALL WORLD
(2 a 5 jogadores, +8, 80 min)

Tentamos jogar Small Word na sequencia. Mas a partida não estava fluindo bem, e o pessoal não curtiu muito o ritmo do jogo. Ênio e eu já havíamos entrado em declínio com nossas primeiras raças, e Samuca levava bastante vantagem na pontuação quando o pessoal decidiu abandonar o jogo.




BANG!
(4 a 7 jogadores,  +8, 30 min)

Como não podia deixar de rolar, fomos jogar Bang! Duas partidas seguidas!
Na primeira, Moto garantiu a vitória como o Xerifão do velho oeste. Na segunda partida, foi a vez da Ni arrasar como Renegada.





ZOMBICIDE
(1 a 6 jogadores, +13 anos, 60min)

Meus olhos já estavam fechando na madrugada alta, mas queria muito jogar o Zombicide de novo. Força na peruca e vamos lá! Setamos o capítulo 1 e perdemos gloriosamente por 2 vezes. Já sem poder somar 2+2, me entreguei ao sono e fechamos a joga.





THE SWARM
(2 a 4 jogadores, +12, 75 min)

E pra fechar, depois de um abril e maio super corridos, uma última joguinha. Era a vez de estrear a pechincha do ano, e na verdade, uma grata surpresa. Comprada numa promoção relâmpago a módicos 6 doletas, mostrou-se um jogão da dupla Kiesling e Kramer, com direito a resenha pra próxima Ludo Magazine, aguardem.





Colocação:
Marcio 154 pontos
Fabrício 143 pontos
Renata 86 pontos

E vamos embora para o segundo semestre!

26 de fev. de 2013

23º, 24º e 25º Arariboards

Fevereiro, mês de samba e carnaval, mas em Nikity também rolou jogatina.

  23º Arariboard (03/02/13)                                                                                                                     

Abrindo o mês, tivemos a volta do que não foi, Eduardo, mais exporádico do que nunca. Bem-vindo de volta, Edu! E a visita do André, do Rio, além dos já tradicionais Fabrício, Brito, Graça e eu. 

Começamos com uma partida leve, mas nem por isso menos tensa, de Dixit, jogo que vem pondo a prova a sanidade dos gamers mais estratégicos (vocês precisam relaxar pra jogar isso!).



Fab está se consolidando como campeão dos coelhinhos, enquanto o restante da galera come poeira!

Colocação:
Fab 31 pontos
Andre 27 pontos
Draça e Rê 21 pontos
Brito 20 pontos
Edu 11 pontos

Tive que abandonar a trupe cedo, mas eles continuaram com Small World, com o tabuleiro diferente, modular, do Realms para cinco jogadores, que consumiu um bom tempo de setup.  

Colocação:
Eduardo: 53 pontos
Graça: 52 pontos
André: 51 pontos
Brito: 51 pontos
Fabrício: 46 pontos
Márcio: 42 pontos


  24º Arariboard (17/02/13)                                                                                                                     

Pausa pro carnaval, porque ninguém é de ferro e também quero sambar, o último sábado foi ainda com reflexo de feriado. Na casa, apenas eu e Fab, e aproveitamos pra apresentar jogos um para o outro.

Começamos com minha última aquisição, lançamento lindinho da última Essen, Seasons!

Durante 12 estações, os magos competem para ser o Grande Mago de Xidit. Devem conseguir energias e converter em cristais que serão os pontos de vitória. O jogo usa dados temáticos para determinar as ações de cada jogador, que podem ainda, usar cartas especiais para aprimorar sua jogada.

E são as cartas que mudam tudo. Fab saiu na frente me fazendo comer cristais mágicos por quase todo o jogo. Penei pra conseguir baixar minhas cartas, mas quando o fiz, foi o meu melhor combo: desconto para baixar cartas e ainda ganhava tokens de energia ao fazê-lo. Com isso, consegui um bom estoque de energia, que depois pude transmutar com valor superior graças a duas outras cartinhas mágicas. 
Assim, consegui recuperar as léguas de distância que o Fab já havia conseguido impor. Mas ele também tinha seus truques na manga. Com duas cartas ele matou o jogo, numa contagem ponto a ponto emocionante. A primeira foi um golpe de sorte, conseguiu baixar DE GRAÇA a carta que concede 30 cristais  e no final, sua última cartada foram mais 20 cristais por ter uma carta a mais do que eu. 


Ótima partida, jogo bem recebido e espero vê-lo em breve em outra joga do Arari.


Colocação:
Fabrício 226 pontos
Renata 212 pontos



Em seguida, foi a vez do Fab me apresentar o Pandemic. Foi uma grata surpresa, apesar de ficar tensa do início ao fim, gostei do bichinho.

A primeira partida parecia correr normalmente, com as doenças se proliferando em todos os continentes, mas eu e Fab divididos conseguindo contê-las. Chegamos a curar 3 das 4 doenças! O jogo parecia sob controle, mas não contávamos com 2 epidemias quase seguidas que dispararam uma série de outbreaks que nos fizeram perder a partida. :(


1a. partida: epidemias em todo o mundo.

Como tinha sido relativamente rápida, uns 40 minutos, pedi pra jogarmos outra. Esse jogo é daqueles que você, mesmo tomando porrada direto, quer voltar e apanhar de novo! Toda confiante, já entendendo como funciona, e SE ACHANDO pronta pra vencer, partimos!

Impressionante como foi uma partida completamente diferente da primeira. As doenças pareciam se concentrar apenas na Europa com surtos na Ásia. Tentamos nos dividir como antes, mas foi em vão. Precisamos correr os dois para a Europa, pois Paris parecia reviver seus tempos de peste e espalhando virus para todos os cantos do continente! Numa sucessão SURREAL, conseguimos bater o recorde de desparar 10 outbreaks, não curamos nenhuma doença e tudo isso em apenas 20 minutos de jogo!

2a e mais terrível partida: destruídos pela Europa x__X"
Incrível! Acho que esse foi um dos poucos jogos que me motivou tanto por perder! Apesar de ter um design bem simples e pouco atrativo, sua inteligência artificial funciona de maneira exemplar, dando uma grande rejogabilidade e um desafio constante aos jogadores.




  25º Arariboard (24/02/13)                                                                                                                     

Dia histórico no Arariboard pra fecharmos o mês bonito! Na primeira parte da tarde, Fabrício comandou a galera (Márcio, Michael, Nandes e Letícia - convidados especiais) na batalha dos monstros japoneses.

Foram duas partidas de King of Tokyo: na primeira, Márcio garantiu a vitória após morrer e dar a luz a um bebê que veio vingar a morte do pai! Com a proeza de vencer com 0 pontos!
Na segunda, Nandes comandou seu monstro à vitória, mostrando que convidado especial também tem vez e faz bonito!

Letícia e Nandes, o rei de Tóquio.

Cheguei a tempo de ver essa vitória e dividimos as mesas. Sim, o Arariboard deixou de ser um grupinho excluido no cantinho do Jambeiro, e agora ocupamos duas mesas! #umdiaagentechegala

Eu puxei uma partida de Seasons com Mike e Nandes. Letícia preferiu acompanhar só, enquanto Fab e Márcio jogavam Lost Cities.

Os meninos pegaram rápido o jeito do jogo, e Nandes começou invocando várias cartas especiais. Mike sofreu no início sem conseguir aumentar seu poder de invocação, enquanto eu estava conseguindo manter um bom equilíbrio. No meio da partida, consegui finalmente fazer uma boa jogada e pontuar 36 cristais, mas minha alegria não durou cinco segundos, pois em seguida, Mike encaixou umas quatro jogadas em sequência, marcando 20 pontos no mínimo em cada uma delas.
O último ano foi bem mais disputado, e nesse ponto, a experiência de já ter jogado fez uma pouco de diferença. Nandes visivelmente ia fazer uma bela jogada final que me jogaria pra última colocação, então, usei a carta da bota pra avançar o contador de tempo e terminar o jogo uma rodada antes.

Na contagem final, Mike disparou no contador, tentei persegui-lo, mas não deu. E aquela rodada que pulamos fez mesmo diferença pro Nandes. Mas ambos estão de parabéns, jogaram bem a beça.

Colocação:
Michael 185 pontos
Renata 175 pontos
Nandes 122 pontos




Arnie chegou logo que começamos, e juntou-se ao meninos revesando Lost Cities.

Nas duas primeiras, Fab duelou com Márcio na busca pelos tesouros e levou a melhor. Na última, Márcio e Arnaldo travaram o combate, com vitória pro primeiro.

Placar:
Fab 2 vitórias
Márcio 1 vitória
Arnie 0 vitória

Quando terminamos nossa mesa, os meninos começavam uma partida do jogo mais viciante do momento, o super temático deck building Star Trek DKB, que se tornou uma obsessão pra esses três ultimamente. Nós os deixamos imersos no espaço sideral (porque tinha que ir assistir ao Oscar, claro!).

Capitão Fabrício, Comandante Márcio e Doutor Arnaldo. 

Eu sabia que não iam se contentar com uma partidinha apenas, e realmente, encararam duas disputas no melhor estilo treker. Marcinho levou as duas! [espero que não tenham colocado vcs pra fora a vassouradas].


Excelente mês de jogas, com visitas importantes, retorno do Edu e do Mike, o grupo aumentando com novos membros Márcio e Arnanldo, e sempre com visitas ilustras. Continuemos assim e que venha Março!
Inté. ;)


18 de mar. de 2012

Da Torre ao Espaguete

Resumo da semana, no último sábado, dia 10, tivemos a Torre das Peças e nesta última quinta, o tradicional Spaghetti.

TORRE DAS PEÇAS 

Cheguei já no meio da tarde com o restaurante bastante cheio. A princípio, parecia um repeteco da jogatina anterior, com Fortune and Glory e Dragon Valley rolando nas mesmas duas mesas. O pessoal realmente gostou dos jogos, e estava apresentando a mais jogadores.

EGIZIA
2 a 4 jogadores / +12 / 75 min
"Todos são construtores no Antigo Egito e competem por ser o construtor mais famoso dos monumentos antigos clássicos como Pirâmides, Obeliscos, Templos, etc. Quem conseguir mais pontos de vitória ganha."

Eu e Dani Balard nos juntamos a Estevão e Rodolfo para uma partida de Egizia. Egito com workplacement, pronto, já sabia que ia gostar, além da dupla Samuel e Dani Malavasi também já terem indicado. Não deu outra. Fácil de entender, e com uma dinâmica rápida. Basicamente, precisamos construir os monumentos no antigo Egito em busca de pontos de vitória. Para isso, a cada turno, devemos escolher entre cartas que dão ações e poderes especiais, as construções dos monumentos ou evoluir o nível dos trabalhadores.

Até a metade do jogo, nada parecia muito definido para mim. Eu demorei a pegar as cartas de objetivo que pontuam no final do jogo, mas por conta de uma boa combinação de pedras e comida que consegui fazer no inicio do jogo, me garanti para construir bastante no final da partida.Claro, somado a ajuda de algumas cartas de poderes ótimas que me permitiam subir o rio e ocupar o mesmo espaço que outro jogador.

A contagem estava disputada entre Daniel e Rodolfo, mas meus pontos da Esfinge me deram uma alavancada na contagem final.

 Colocação:
Renata 93 pontos
Daniel 79 pontos
Rodolfo 77 pontos
           Estevão 71 pontos


COLONIZADORES DE CATAN
3 a 4 jogadores / +10 / 90 min

"Colonos disputam o domínio de uma ilha construindo vilas, estradas e cidades."

Todo clássico que se preze tem que ganhar mesa quando alguém diz que nunca o jogou, é uma questão de honra, mesmo quando já estamos um pouquinho cansados de jogá-lo. E o fizemos em homenagem a dupla Estevão e Rodolfo. Mas é só fazer o setup, rolar o primeiro dado, que o monstrinho volta a ganhar vida, e a disputa pelo domínio de Catan começa!

Logo durante o setup inicial, quando colocávamos nossa cidade no mapa (pois jogamos a versão mais rápida começando com vila + cidade), Rodolfo teve uma atitude infeliz. Ele posicionou a cidade dele numa quina entre a minha e a do Estevão, bloqueando qualquer caminho pra minhas cidades. Eu que não gosto de conflitos e jogos de guerra, a declarei contra ele naquele momento. Anti jogo logo de cara? 

Não ia ser fácil dar a volta por cima, ainda mais porque os dois se uniram contra eu e o Daniel, a troco de nada. Mas a experiência acabou vencendo. Já estava com 9 pontos, quando Dani pegou minha carta de maior estrada, e completou a ação ganhando mais dois de maior exército, fechou com 11 pontos. Vitória merecida, provando mais uma vez que Catan não se joga sozinho, e sim sabendo negociar na hora certa.

Colocação:
Daniel 11 pontos
Renata 7 pontos
Estevao 7 pontos
           Rodolfo 5 pontos


LAST WILL
2 a 5 jogadores / +12 / 60 min

“Como seu último desejo, seu tio rico afirmou que todos os seus milhões iriam para o sobrinho que melhor puder desfrutar de seu dinheiro. Como saber  quem será o sobrinho que ficará rico? Será dado, a cada um, uma grande quantia de dinheiro e quem  gastá-lo primeiro será o herdeiro legítimo.”

 Em seguida, eu e Dani fomos para a mesa de Last Will com Victor e Nuno, partida já combinada anteriormente, e com muitos meses de atraso. Minha lista de Essen'11 está completamente defasada e agora que estou correndo atrás do prejuízo.

Simplesmente amei o jogo! Claro, já tinha lido bastante sobre ele, estava doida pra jogar, a resposta de quem joga sempre é positiva, mas é preciso conhecer pra poder sentir. Seu primeiro desafio é quebrar o paradigma ao qual estamos tão acostumados que é acumular pontos e/ou riquezas. Estamos condicionados a produzir saldo positivo, e de repente temos que fazer justamente o inverso, gastar, perder tudo! Leva um tempinho até que seu cérebro funcione ao contrário, e comece a pensar qual a melhor forma de produzir combos que "torrem" seu nada suado dinheirinho.

Pra piorar, iniciamos o jogo cada um com a quantia de 110 dinheiros, quando normalmente inicia-se com 70, o que tornou o jogo bastante disputado até a última ação a ser feita! Não posso deixar de reportar que no penúltimo turno, quando decidimos vender nossas propriedades (pois não podemos declarar falência enquanto tivermos bens), eu precisei desvalorizar a minha (laranja), ajudando o Daniel que também tinha casa da mesma cor, e valorizar a dos adversários, Victor e Nuno, ambos tinham a cor verde. Nesse momento você aprende o que é cutucar a onça com vara curta. Foi preciso que eu saísse da mesa de tão irritado que deixei o Victor. A tensão é tão grande, que os 3 dinheiros em que valorizei sua propriedade atrapalharam muito sua estratégia.

Aumentando ainda mais a tensão, eu e Nuno empatamos em dinheiro, e o desempate era quem tivesse se planejado primeiro na escolha das ações, me dando vantagem. No entanto, eu abro mão do primeiro lugar, assumindo o empate de honra com o Nuno, pois ele conseguiu fazer o jogo sem usar da carta de ação extra, parabéns!

Pra finalizar, a arte do jogo é maravilhosa! Mais um motivo pra minha mão coçar e não resistir a comprá-lo quando cheguei em casa.

Colocação:
Renata 5 dinheiros
Nuno 5 dinheiros
Daniel 6 dinheiros
           Victor 7 dinheiros

SAINT PETERSBURG
2 a 4 jogadores / +10 / 45 min

"Em 16 de maio de 1703, o Czar Pedro, o Grande, fundou a primeira construção. Rapidamente prédios impressionantes são erguidos cada vez maiores e bonitos. Tais construções atraem a glória da aristocracia e pontos de vitória aos jogadores. Todos devem pegar as cartas certas que por vezes estão bem à sua frente."

Já fechando a noite, fica aquela sensação de "vamos aproveitar mais 30 minutinhos", e eu e Victor fomos jogar Saint Petersburg. Realmente já eram 22h, tinhamos jogado 3 jogos cada um e estávamos cansados. Estava me sentindo uma pata fazendo perguntas bobas e repetitivas a cada regra que ele explicava. Mas conseguimos levar quase até o final. Abdicamos do término por conta da hora, e a partida terminou com larga vantagem de pontos pro Victor. 



Rolou ainda Black Gold, Ra, Shipyard, Belfort, Wiz-War, Dominant Species, Olympos, entre outros.



SPAGHETTI DAS PEÇAS

A quinta contou com a visita ilustre da minha querida amiga Luciana Biazzi, que foi especialmente conhecer a galera do Spaghetti para uma matéria jornalística. Bouzada a entreteve com a história do surgimento dos movimentos cariocas, enquanto Rodrigo lhe apresentava os jogos da sagrada estante do Spoleto! Mas claro que eu não ia deixá-la ir embora sem provar do veneno, então, juntamente com Dani Balard, fomos compor uma mesa de Small World.



SMALL WORLD
2 a 5 jogadores / +8 / 80 min 
 “Small World é um jogo de civilização onde os jogadores se confrontam para conquistar e controlar um mundo que é pequeno demais para acomodar a todos! Cada civilização é formada pela combinação de uma raça com suas próprias habilidades mais um poder especial único, podendo se formar diversas combinações diferentes.“



Há muito tempo queria jogá-lo, então pedi que o Dani o trouxesse. Cerco de área e combate realmente não são o meu forte, mas aliado as criaturas místicas desse pequeno mundo, como não se encantar? Fiquei por último na ordem de jogo e acabei me dando mal na escolha das raças+poderes especiais. Lu ficou com os Elfos+Catapultas [Catapult Elves], e Dani com a bombástica combinação de  Fadas+Pilhagem [Marauding Pixies]. Não podia renegar minhas queridas Ciganas+Voadoras [Flying Gypsies], mas elas pouco puderam fazer frente ao mar de fadas que dominaram o tabuleiro no primeiro turno do jogo.

Pra piorar, Lu não queria fazer aliança contra a soberania de Daniel, afinal, apesar de se dizer café-com-leite (quem não te conhece que te compre), ela disputava a liderança de igual pra igual com ele. Enquanto eu e minhas ciganas íamos ler o tarô em outras freguesias.

Entramos em declínio, mas o cenário não mudava a meu favor nem com toda a magia dos duendes irlandeses. Lu continuou arrasando com a combinação Forest Giants, Dani destruindo com os Stout Barbarians, e eu pastando com os Imperial Leprechauns.

Sétimo turno, já dava pra vislumbrar o final catastrófico do jogo. Daniel se estabeleceu com os Barricade Homunculus, que lhe permitiam muitos pontos por turno, sem o menor esforço. E acreditem, eu tentei atacá-lo, mas já era carta fora do baralho a muito tempo. Tentei equilibrar um pouco contra Underground Ghouls da Lu, e meus valentes Spirit Goblins lutaram até o fim por míseros pontinhos finais.

Acachapante vitória do Dani, mas gostei do jogo. Apesar de termos usado apenas o tabuleiro base, já deu pra sentir que a variedade de raças + poderes confere uma rejogabilidade alta e interessante.

Colocação:
Daniel 113 pontos
Luciana 83 pontos
           Renata 78 pontos


DIXIT
3 a 6 jogadores / +8 / 30 min
"Diante de várias belas imagens, um jogador será o “narrador”, aquele que dirá em voz alta o que a carta escolhida por ele significa. Os demais jogadores deverão escolher, da sua mão, uma carta que se assemelhe a descrita pelo narrador. Todas serão embaralhadas, e todos devem tentar adivinhar qual era a carta original.”



Peter e Leandro chegaram no meio da partida anterior, mas Lelê acabou indo embora cedo. Peter puxou o já clássico Dixit para a Lu conhecer outro tipo de jogo. Foi uma partida calma, perto dos padrões, e com quase todo mundo acertando as cartas, o que não costuma ser normal. Jogamos com a variante da carta aleatória, conferindo mais diversidade e dando chances ao narrador de também interpretar as cartas. Gosto muito dela e da incrível imprevisibilidade de uma carta aleatória ter tanto ou mais a ver com o tema da vez que as escolhidas pelos jogadores.

Colocação:
Peter 32  pontos
Lu 30  pontos
           Re 28 pontos
           Dani 22 pontos

SABOTEUR
3 a 10 jogadores / +8 / 30 min


"Anões escavam uma mina em busca de ouro. Mas entre eles há sabotadores que atrapalharão seu caminho! Um jogo de blefe entre mineiros e sabotadores."


Final das mesas, quase hora de fechar, mas o grupo estava animado, então fizemos um mesão de Saboteur pra soltar os bichos, afinal, só tinha sabotador nessa mesa!

Em busca do equilibro, acabamos testando 3 setups diferentes, um para cada rodada do jogo. Na primeira, seguimos a regra de se ter 1 ou 2 sabotadores, com aleatoriedade. Jogamos toda a partida achando que tinham 3, de tão sacanas que estavam sendo os jogadores. Dúbio era pouco para esses mineiros, mas acabou que só tinha um mesmo, e era a Fernanda jogando "sozinha" o tempo todo. Primeira vitória dos mineiros.

Na segunda rodada, aumentamos para 3 sabotadores mais 5 mineiros, podendo ter de 1 a 3 sabotadores na partida. Novamente pensamos que tivessem 3, mas eram dois que fizeram muito bem o serviço! [Adendo: "Luciana" + "Sabotadora" deve ser cármico, anda junto com o nome. Lu Azevedo, quase que perde seu primeiro apelido!]

Por fim, usamos o número fixo de 2 sabotadores, e fluiu muito bem, bastante disputado. Bouzada sabotando geral, mas os mineiros conseguiram virar o jogo!

Acho que essa foi umas das pouquíssimas partidas que não tirei sabotador nenhuma vez, confesso que é um pouco monótono isso. Sabotar é mais divertido!

Colocação:
Daniel 6 pepitas
Bouzada 5 pepitas
Renata 5 pepitas
           Fernanda 4 pepitas
           Rodrigo 4 pepitas
           Luciana 2 pepitas

Foi uma noite tranqüila, apesar do calor assassino que estava fazendo, mas além dessas mesas, o pessoal ainda teve pique para Egizia, Blokus, Olympus.

[PS. E Lu, pode ficar tranqüila que seus títulos estão salvos, a nova Lu foi batizada pelo Dani de "Lu Repórter" ;)]

6 de nov. de 2011

E o Castelo vai a Essen

Um dos sábados mais aguardados do mês de outubro foi este último dia 29, quando pudemos desfrutar das novidades que os amigos Warny e Victor trouxeram de Essen. (saiba mais sobre a Feira de Tabuleiros aqui

Aproveitei pra pegar algumas palavrinhas com os dois sobre como foi a viagem que vocês podem conferir no vídeo abaixo.



Quando cheguei, o Spoleto já estava lotado, com praticamente todas as mesas cheias, e já invadindo a área do restaurante em si. Rapidamente falei com os amigos e registrei algumas mesas antes que entrasse na minha própria imersão lúdica.

SMALL WORD TUNNELS
2 a 6 jogadores / +8 / 80 min

“Small World é um jogo de civilização onde os jogadores se confrontam para conquistar e controlar um mundo que é pequeno demais para acomodar a todos! Cada civilização é formada pela combinação de uma raça com suas próprias habilidades mais um poder especial único, podendo se formar diversas combinações diferentes.“

Logo de cara Dani Balard e Rayana terminavam um mega combo (sem pipoca) do Small World, que usando a expansão Tunnels, juntou o primeiro jogo com o Underground.

Os dois tabuleiros de Small Word juntos (foto by Shamou)

Sobre a união dos tabuleiro: “Não muda muita coisa. Você não precisa mais carregar 4 mapas, bastam 2. Não ficam nenhuma raça nem poder inutilizados. O que muda, mais estrategicamente, é que os tabuleiros ficam isolados, então você tem vários gargalos óbvios para se manter território. Outra coisa legal é que as raças do Underworld só podem entrar no tabuleiro por baixo, e as outras por cima, logo vão ter vezes que a raça que você ia pegar não pode entrar batendo em quem você quer.” (Balard)

Numa rara folga dos estudos da Ray, ela compareceu pra marcar presença mesmo!
Colocação:
1º Rayana
2º Denis
           3º Gian
           4º Dani Balard

TRAJAN
2 a 4 jogadores / +12 / 90 min

“Ambientado na Roma Antiga, os jogadores devem aumentar sua influência e poder em várias áreas da vida romana, como influência política, comércio, domínio militar e outros itens importantes da cultura romana. O jogador tem seis ações possíveis: construção, comércio, levar tiles do fórum, uso militar, influenciar o Senado, e colocar tiles de Trajan em seu quadro.”


Mais um título do aclamado Stefan Feld, era um dos jogos mais aguardados da Spiel-Essen 2011. E não a toa, foi um dos primeiros a ganharem mesa assim que desembarcaram no Brasil e já se tornar o queridinho de muitas hot lists.

Detalhes dos tabuleiros do jogo.
“Achei o Trajan   s e n s a c i o n a l  !!!  Se não for o o melhor jogo do Stefan Feld, está sem dúvida nenhuma entre os melhores (para mim).  Possui uma mecânica bem variada, diversos caminhos para a vitória, uma alocação de peças maravilhosa em um "círculo da morte"! Mas pede uma marcação muito cerrada... se um dos jogadores se decider pelo "caminho" militar, por exemplo, e nenhum dos outros o "marcar", haverá para ele, uma grande chance de vitória.” (Gian)

“Trajam é excelente! O 2º melhor jogo do Feld para mim. (O 1º ainda é o In The Year of the Dragon.)” (Victor)

Gian e Victor, pensativos analisando as jogadas.
Esta primeira partida no Castelo contou com a presença de Victor, Warny, Gian e Luciana, que ficou feliz por quase conseguir dar uma volta na pontuação. Mas não foi dessa vez que ela se livrou do apelido, mas está retomando o posto de vencedora:
Colocação:
Luciana 207 pontos
Victor 187 pontos
           Gian 162 pontos
           Warny 141 pontos

DUNGEON PETZ
2 a 4 jogadores / +13 / 90 min

“Torne-se o líder de uma família de imp (demônios) que acaba de começar um novo negócio - a criação e venda de animais de estimação. É ambientado no mundo de "Dungeon Lords", e através de colocação de trabalhadores para criação de filhotes de criaturas, o jogador deverá vendê-los como criaturas assustadoras e desenvolvidas e ainda participar de concursos para animais de estimação.”

Outro título aguardadíssimo (e com imps fofos) ganhou uma mesa no inicio do evento, e mesmo depois do término do jogo, permaneceu montada para apreciação dos gamers de plantão.

Bob, Fel, Groo (cabecinha) e Cacá (cortado) criando seus monstrinhos de estimação.
"Abrimos o Dungeon Petz em 4 pessoas. Outro jogo do Vlaada Chvátil pensado para 4 pessoas, com gambiarras para menos jogadores. Arte fora de série, tema muito bem implementado, manual gostoso de ler. Jogamos em 2h, learning session. Ele tem mais regras do que o Dungeon Lords mas "engrena" muito melhor. Você precisa criar, vender, expor e gerenciar os petz ao longo do jogo. Bem gostoso de jogar, menos punitivo e mais divertido do que o Dungeon Lords. Bem diferente do Lords para justificar ter os dois na coleção mas é mais um gamer's game alto nível do Vlaada.” (Fel Barros)

Fel Bazinga! contra Groo, mão de ouro que ganhou o jogo.
Colocação:
1º Groo
2º Cacá
           3º Fel
           4º Bob

VANUATU
3 a 5 jogadores / +13 / 90 min

“Você é um “Vanuatuniano” e precisa prosperar durante os oito turnos do jogo, gerenciando os recursos naturais, itens raros, vatus (moeda local) e turistas. Para ganhar dinheiro ou pontos de prosperidade, você também pode desenhar na areia, transportar turistas por todas as ilhas de Vanuatu  ou negociar com países estrangeiros.”


Outra novidade de Essen, os ilhéus Filipe, Leandro e Nuno disputavam a conquista da Ilha.

Leandro "Vanuatuniano"


LAST WILL
2 a 5 jogadores / +11 / 60 min

“Como seu último desejo, seu tio rico afirmou que todos os seus milhões iriam para o sobrinho que melhor puder  desfrutar de seu dinheiro. Como saber  quem será o sobrinho que ficará rico? Será dado, a cada um, uma grande quantia de dinheiro e quem  gastá-lo primeiro será o herdeiro legítimo. Visite os teatros mais exclusivos ou coma nos restaurantes mais caros. Compre imóveis antigos por preço de novos e venda-os como ruínas. Dê uma grande festa em sua mansão ou no seu barco privado. Sua vida vai depender disso: gastar para tornar-se rico! Se você for o primeiro a acabar com o seu dinheiro, irá receber o restante da sua herança - oh, e ganhará o jogo.”

Sem dúvida o segundo mais aclamado de Essen nesse sábado, foram 2 mesas e sempre com ótimas análises ao final.

1º  mesa: Gian, Nuno, Warny, Braga e Leandro
“É um jogo delicioso. Ele subverte os princípios fundamentais dos jogos e, creio eu, do pensamento humano. Desloca-se a lógica do acúmulo de riqueza e o foco passa a ser "gastar o máximo possível, de uma forma otimizada, no menor espaço de tempo". O jogador precisa, em 7 rodadas, gastar o seu capital inicial (70 dinheiros) utilizando os recursos que o jogo lhe provê, como por exemplo, a compra de propriedades (dividida em imóveis urbanos e rurais), jantares, passeios de iate etc. Mas não basta exaurir tudo, o ideal é ficar com o maior saldo devedor possível!!! O grande problema a ser administrado é que justamente os objetos que permitirão ao jogador gastar mais a cada rodada (imóveis), não lhe permitirão ganhar o jogo, pois uma das condições para a vitória é não possuir qualquer propriedade! Outro agravante, existe uma chance de você vender a sua propriedade por um valor alto, e receber esta "bolada" bem no final do jogo, mas nestas circunstâncias, você poderá precisar "se livrar" de, por exemplo, 25 dinheiros nas duas últimas rodadas (experiência própria).” (Gian, show de bola) 


2º mesa: Gian, Tati, Leandro, Fel e Groo, com a vitória acurácia (rss) do Fel, fechando em 0 dinheiro. 
“Last Will é outro jogo com uma temática bem interessante. Você gasta dinheiro ao invés de ganhar. Mecanicamente, é bem simples, com gerenciamento de mão e recursos, tentar fazer as negociações com suas propriedades e falir antes de 7 rodadas. Jogo de 1h, com caminhos bem distintos pra vitória. Forte candidato para quem está atrás de Medium/Light de 1h.” (Fel Barros)

BANG!
4 a 7 jogadores / +8 / 30 min

“No velho oeste, o Xerife, auxiliado pelos seus dois vices, precisa manter a ordem e caçar os foras-da-lei, mas eles e um renegado só querem a cabeça do xerife! É um jogo de mata a mata com muito blefe, duelos, dinamites e cerveja.”




Enquanto tirava as fotos, fui convocada pra uma mesa de Máfia que acabou virando Bang porque o Shamou precisava ir almoçar e eu não sabia explicar o primeiro jogo.

Shamou com Máfia, mas não rolou.
Então, aproveitei pra conhecer um monte de gente nova e leva-los para o faroeste italiano. Logo em seguida, chegaram Dani Malavasi com seu irmão Raul, e começamos o tiroteio com Jean, Cacá, Guilherme e Zé.

Cacá era o xerife, que viria a ser o alvo de todos os foras da lei. Como (quase) sempre, sai com o Renegado, mas precisava sentir como seria o jogo com o pessoal que ainda não conhecia. Dani (agora sim, COMO SEMPRE) fazendo aquele joguinho de sou bonzinho, sou o vice legal do xerife. Quem conhece a peça, sabe que invariavelmente ele é o Renegado e jura até a morte que está do lado dos mocinhos. Como desta vez eu sabia que ele não poderia ser o bandidão, só tratei de alertar o pessoal que não o conhecia pra não cair na larota dele. Ao perguntar ao Raul se ele era tão mau quanto o Dani, recebo a resposta de que era pior! Tive que arregalar meus quatro olhos sobre essa família Malavasi!

Xerife Cacá puxou duelo, mas não tinha munição suficiente e tomou tiro.
O jogo começou calmo, com os meninos poupando o tiroteio, querendo se conhecer. Rolou até descarte duplo de “bang”!!!! Desperdício u.u Mas logo o pessoal se revelou, e os Malavasis assumiram-se vices ao lado do Xerife, enquanto bandidos e mocinhos se uniram para derrotar a renegada aqui, que sem “mancato” nem “birra” morreu rapidinho.

Depois foi a vez do Zé que, tendo apenas 3 vidas, puxou uma dinamite e a maldita explodiu na sua própria mão.

Mas eles foram com muito fogo ao pote, e a dupla de vices (que pela primeira vez vejo servirem pra alguma coisa) junto com o xerife, conseguiram derrotar os bandidos e ganharem o jogo.

 
DRUM ROLL
2 a 4 jogadores / +12 / 90 min

"No começo do século XX, quatro circos viajam pela Europa, apresentando seus espetáculos e encantando o público. Cada jogador comanda um desses circos, e deve providenciar que o show seja o melhor possível, contratando artistas, comprando equipamentos, figurino e pessoal. Após 3 espetáculos, aquele que conseguir mais pontos de prestígio é o vencedor."


Era chegada a hora de botar na mesa toda minha elegância (ou falta dela) para explicar o Drum Roll. Na mesa, eu, Lu, Filipe e Victor. O jogo tem um visual muito forte, com cores vivas e ricamente ilustrado com os elementos circenses. Inclusive, o jogo é totalmente iconográfico, independente de idioma, o que deve ter sido uma estratégia dos autores gregos, para conquistarem o público mundial.


Mas é justamente na sua iconografia, por ser tão diversa, que é preciso ficar muito atento aos detalhes. Para uma primeira partida, precisamos constantemente retomar ao manual para consultar seus significados. Mas depois, precisando explicar o jogo uma segunda vez, já notei que as regras vieram mais facilmente, precisando consultar pouca coisa para refrescar a memória.

Tabuleiro do jogador com os artistas  equipados.

Não se espante com o visual "bonitinho", ele é bem disputado, é preciso pensar bem como e quando conseguir seus produtos (vestimenta, equipamentos), ter o bom auxílio de profissionais (que lhe dão benefícios ao longo do jogo), e planejar a vitória para o final, visando conquista os pontos bônus além dos pontos dados pelos artistas.

Quem conseguiu fazer isso muito bem foi a Lu, que já na primeira partida conseguiu mais de oito artistas no seu circo! O que é um grande feito, porque o custo de manutenção é alto, e o dinheiro é relativamente curto.
É preciso ter atenção, pois as penalidades vão diretamente nos pontos de prestígio, e cada ponto conta no final!
Tabuleiro central antes da contagem final de pontos.

Foi minha primeira partida by Essen 2011 e recomendo!

“É um jogo legal, melhor do que eu pensava (tinha medo que fosse palha).” (Victor)

Colocação:
1° Lu 54 pontos
2° Filipe 45 pontos
           3° Victor 45 pontos
           4° Renata 41 pontos


OS COLONIZADORES DE CATAN
3 a 4 jogadores / +10 / 90 min

"Colonos disputam o domínio de uma ilha construindo vilas, estradas e cidades. Os jogadores devem decidir cuidadosamente onde construir, pois os terrenos permitem a exploração de recursos diferentes como trigo, ovelhas, madeira, tijolos e pedras que permitirão sua evolução. Além de um mercado de troca entre os jogadores e o porto."

Se não me engano, pelo que pude acompanhar, rolaram umas 3 mesas de Catan, mas podem ter sido mais. Não tem como, é sucesso absoluto em qualquer jogatina. O mais interessante era ver a interação de diferentes gerações. Em uma das mesas, jogavam avó, mãe e neto, imagem linda de se ver!


Dados, dados, trigo, ovelha, madeira, tijolo ou minério? ...

... Ladrão!
Na mesa do Daniel Malavasi, Jano, Eduardo e Fernanda, ela saiu vencedora. Mulheres detonando!



TALUVA
2 a 4 jogadores / +10 / 40 min

"Jogo tático de colocação de tiles em uma ilha do pacífico. Jogadores expandem suas vilas, criam templos e fazem a ilha crescer para os lados e para cima."




Em seguida, a turminha acima embarcou no Taluva para explorar mais uma ilha.  
Desta vez foi Jano quem garantiu a vitória.

detalhe do tabuleiro (BGG)

Outras mesas: Eaten by Zombies, Lancaster, Gonzaga, Dice Town, Stone Age, Torrecopos, The Speicherstadt, Cartagena, Carcassonne, Saboteur, Citadels, San Juan, 7 Wonders  e muiiiiiitas outras que rolaram ao longo do dia até as 22h da noite.

Dice Town

Eaten by Zombies, outra novidade de Essen.

Cláudio na mesa do Gonzaga.

Gláucio e Cláudio no Lancaster.

Jogos a venda.


Nos sorteios do final de tarde, Victor e Dani Malavasi garantiram seus presentes.

Victor, flamenguista até no tabuleiro!
"Pelo menos nesse jogo eu tenho que vencer alguma vez!" (Daniel)
Fecho este post agradecendo ao Victor por, não apenas ter se lembrado de mim durante a viagem, mas por ter tido o carinho de trazer um chaveiro foférrimo do Hagrid by Lego (Harry Potter) pra mim. "Bigaduuu".
Fofo *_______*


(No site do Castelo tem mais de cem fotos do dia feitas pelo Shamou).