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19 de jun. de 2012

Torre das Peças de Junho

Voltando com os reports dos encontros cariocas, no começo do mês rolou a Torre das Peças lá no Spoleto. Sabadão tranquilo com a galera fiel. Cheguei para almoçar, e enquanto aguardava a partida marcada, assisti Sunrise City com Victor, Gian e Warny. Jogo interessante de colocação de tiles e apostas para construção imobiliária.

Logo em seguida chegou o convidado do dia, o designer Luish Coelho, autor de Afluentes e Recicle, diretamente de Belo Horizonte para um playtest de seu novo jogo Inconfidentes. Montamos a mesa com Filipe, João, Pedro e eu, enquanto Luish explicava as regras e acompanhava o jogo tirando dúvidas.

 
INCONFIDENTES
 2 a 4 jogadores / +12 / 75 min 

1787, Brasil Colônia, um grupo de revolucionários, chamado Inconfidentes, tenta promover um evento separatista em Minas Gerais. Mas um deles é um traidor. 

Cada jogador é um inconfidente e precisa evoluir na maçonaria e ficar famoso publicando artigos revolucionários enquanto foge dos impostos de Portugal, da polícia que destrói seus artigos, e compete com os outros jogadores.

No início de cada turno, escolhemos os papéis que permitirão a movimentação no tabuleiro e a realização de ações. O tabuleiro modular (que confere alta rejogabilidade) representa a cidade e os locais que os inconfidentes frequentam. A cada turno, uma nova suspeita de traição recai sobre um personagem, tornando mais difícil a sua escolha. Em turnos alternados, existe a cobrança da derrama, e o ouro, já escasso no jogo, vai-se embora mais rapidamente.

Protótipo: tabuleiro central (fotos by João Menezes)


A pontuação é feita com setcolection, é preciso conseguir textos de terceiros e guardá-los no cofre, junto com as medalhas maçônicas. Com um sistema de progressão numérica é feita a contagem de pontos de vitória, que, não por coincidência, tem seu valor máximo em 33 pontos (grau máximo da Maçonaria). 

Protótipo: tabuleiro do jogador (fotos by João Menezes)

Nossa primeira partida estava um pouco truncada ainda, nos acostumando com a habilidade de cada personagem, buscando os textos alheios e sofrendo com a derrama. Usamos pouco o "santo do pau oco", que permite prejudicar o adversário, e a busca por medalhas maçônica também não foi disputada.

Colocação:
João  32 pontos
Renata  26 pontos
Filipe  19 pontos
           Pedro  18 pontos

Terminada a partida, tivemos a oportunidade de avaliar o jogo e analisar os pontos que ainda precisam ser aperfeiçoados. Mas posso adiantar que o novo jogo do fundador da Bico de Lacre é um "euro" histórico de mão cheia. Para quem teve a oportunidade de estudar na terra do pão de queijo como eu, jogá-lo foi uma grande experiência, revivendo cada detalhe da história, da "derrama" ao "santo do pau oco", todos os detalhes foram incluídos no jogo. Um trabalho que dá orgulho de ver e divulgar. Vamos torcer para o jogo ficar pronto até o final do ano para garantir como presente de Natal. ;)


TORRES
2 a 4 jogadores / +12 / 60 min

Torres é um jogo abstrato de administração de recursos e movimentação tática de peças. Os jogadores podem construir castelos e posicionar seus cavaleiros de maneira a atingir a maior pontuação em cada turno


 Em seguida, Filipe foi para outra mesa, e Edu puxou uma de Torres. Joguinho tranquilo e bem interessante que ainda não tinha tido oportunidade de jogar. A cada turno você deve construir novas torres ou aumentar as já existentes, e posicionar seus peões nos melhores locais possíveis. Ao final de cada rodada são computados os pontos. Estes se calculam multiplicando a base do castelo (número de peças que formam a base) vezes a altura da torre que se encontra seu peão.  Além dessa, existem outras pequenas pontuações, e a pontuação especial da rodada para quem consegue acompanhar o Rei.

Tabuleiro ao final do jogo.

Cada jogador ainda possui um deck de cartas especiais muito bom, mas que comecei a usar um pouco tarde demais. A partida foi super disputada entre João e Edu, cabeça a cabeça, mas João conseguiu uma pequena vantagem que garantiu sua segunda vitória do dia.

Colocação:
João 228 pontos
Edu 224 pontos
Pedro 182 pontos
           Renata 170 pontos

SAINT PETERSBURG
2 a 4 jogadores / +10 / 45 min

"Em 16 de maio de 1703, o Czar Pedro, o Grande, fundou a primeira construção. Rapidamente prédios impressionantes são erguidos cada vez maiores e bonitos. Tais construções atraem a glória da aristocracia e pontos de vitória aos jogadores. Todos devem pegar as cartas certas que por vezes estão bem à sua frente."



 E fechando a noite, chamei Shamou pra uma saidera. Sob a supervisão de Victor (nos socorrendo a cada minuto), jogamos uma partida sem compromisso de Saint Petersburg. Fico impressionada com a capacidade que esses meninos tem de conseguir proliferar dinheiro em jogos que pra mim são sempre escassos... Shamou já estava milhardário, e eu contando os trocados a cada rodada. 

Por uma sorte do destino, consegui comprar cartas que me dessem bons pontos de vitória, e foi o que garantiu minha diferença de pontos na rodada final (surpresa total!).



Colocação:
Renata 101
Shamou 97

Rolou ao longo do dia: Egizia, Dungeons & Dragons, Merchants e Marauders, Container, Witch's Brew, Rush & Crush, Lancaster, e muitos outros.

Dungeons & Dragons

Merchants e Marauders

Container

Lancaster

Rush & Crush

Witch's Brew

-=*=-





18 de mar. de 2012

Da Torre ao Espaguete

Resumo da semana, no último sábado, dia 10, tivemos a Torre das Peças e nesta última quinta, o tradicional Spaghetti.

TORRE DAS PEÇAS 

Cheguei já no meio da tarde com o restaurante bastante cheio. A princípio, parecia um repeteco da jogatina anterior, com Fortune and Glory e Dragon Valley rolando nas mesmas duas mesas. O pessoal realmente gostou dos jogos, e estava apresentando a mais jogadores.

EGIZIA
2 a 4 jogadores / +12 / 75 min
"Todos são construtores no Antigo Egito e competem por ser o construtor mais famoso dos monumentos antigos clássicos como Pirâmides, Obeliscos, Templos, etc. Quem conseguir mais pontos de vitória ganha."

Eu e Dani Balard nos juntamos a Estevão e Rodolfo para uma partida de Egizia. Egito com workplacement, pronto, já sabia que ia gostar, além da dupla Samuel e Dani Malavasi também já terem indicado. Não deu outra. Fácil de entender, e com uma dinâmica rápida. Basicamente, precisamos construir os monumentos no antigo Egito em busca de pontos de vitória. Para isso, a cada turno, devemos escolher entre cartas que dão ações e poderes especiais, as construções dos monumentos ou evoluir o nível dos trabalhadores.

Até a metade do jogo, nada parecia muito definido para mim. Eu demorei a pegar as cartas de objetivo que pontuam no final do jogo, mas por conta de uma boa combinação de pedras e comida que consegui fazer no inicio do jogo, me garanti para construir bastante no final da partida.Claro, somado a ajuda de algumas cartas de poderes ótimas que me permitiam subir o rio e ocupar o mesmo espaço que outro jogador.

A contagem estava disputada entre Daniel e Rodolfo, mas meus pontos da Esfinge me deram uma alavancada na contagem final.

 Colocação:
Renata 93 pontos
Daniel 79 pontos
Rodolfo 77 pontos
           Estevão 71 pontos


COLONIZADORES DE CATAN
3 a 4 jogadores / +10 / 90 min

"Colonos disputam o domínio de uma ilha construindo vilas, estradas e cidades."

Todo clássico que se preze tem que ganhar mesa quando alguém diz que nunca o jogou, é uma questão de honra, mesmo quando já estamos um pouquinho cansados de jogá-lo. E o fizemos em homenagem a dupla Estevão e Rodolfo. Mas é só fazer o setup, rolar o primeiro dado, que o monstrinho volta a ganhar vida, e a disputa pelo domínio de Catan começa!

Logo durante o setup inicial, quando colocávamos nossa cidade no mapa (pois jogamos a versão mais rápida começando com vila + cidade), Rodolfo teve uma atitude infeliz. Ele posicionou a cidade dele numa quina entre a minha e a do Estevão, bloqueando qualquer caminho pra minhas cidades. Eu que não gosto de conflitos e jogos de guerra, a declarei contra ele naquele momento. Anti jogo logo de cara? 

Não ia ser fácil dar a volta por cima, ainda mais porque os dois se uniram contra eu e o Daniel, a troco de nada. Mas a experiência acabou vencendo. Já estava com 9 pontos, quando Dani pegou minha carta de maior estrada, e completou a ação ganhando mais dois de maior exército, fechou com 11 pontos. Vitória merecida, provando mais uma vez que Catan não se joga sozinho, e sim sabendo negociar na hora certa.

Colocação:
Daniel 11 pontos
Renata 7 pontos
Estevao 7 pontos
           Rodolfo 5 pontos


LAST WILL
2 a 5 jogadores / +12 / 60 min

“Como seu último desejo, seu tio rico afirmou que todos os seus milhões iriam para o sobrinho que melhor puder desfrutar de seu dinheiro. Como saber  quem será o sobrinho que ficará rico? Será dado, a cada um, uma grande quantia de dinheiro e quem  gastá-lo primeiro será o herdeiro legítimo.”

 Em seguida, eu e Dani fomos para a mesa de Last Will com Victor e Nuno, partida já combinada anteriormente, e com muitos meses de atraso. Minha lista de Essen'11 está completamente defasada e agora que estou correndo atrás do prejuízo.

Simplesmente amei o jogo! Claro, já tinha lido bastante sobre ele, estava doida pra jogar, a resposta de quem joga sempre é positiva, mas é preciso conhecer pra poder sentir. Seu primeiro desafio é quebrar o paradigma ao qual estamos tão acostumados que é acumular pontos e/ou riquezas. Estamos condicionados a produzir saldo positivo, e de repente temos que fazer justamente o inverso, gastar, perder tudo! Leva um tempinho até que seu cérebro funcione ao contrário, e comece a pensar qual a melhor forma de produzir combos que "torrem" seu nada suado dinheirinho.

Pra piorar, iniciamos o jogo cada um com a quantia de 110 dinheiros, quando normalmente inicia-se com 70, o que tornou o jogo bastante disputado até a última ação a ser feita! Não posso deixar de reportar que no penúltimo turno, quando decidimos vender nossas propriedades (pois não podemos declarar falência enquanto tivermos bens), eu precisei desvalorizar a minha (laranja), ajudando o Daniel que também tinha casa da mesma cor, e valorizar a dos adversários, Victor e Nuno, ambos tinham a cor verde. Nesse momento você aprende o que é cutucar a onça com vara curta. Foi preciso que eu saísse da mesa de tão irritado que deixei o Victor. A tensão é tão grande, que os 3 dinheiros em que valorizei sua propriedade atrapalharam muito sua estratégia.

Aumentando ainda mais a tensão, eu e Nuno empatamos em dinheiro, e o desempate era quem tivesse se planejado primeiro na escolha das ações, me dando vantagem. No entanto, eu abro mão do primeiro lugar, assumindo o empate de honra com o Nuno, pois ele conseguiu fazer o jogo sem usar da carta de ação extra, parabéns!

Pra finalizar, a arte do jogo é maravilhosa! Mais um motivo pra minha mão coçar e não resistir a comprá-lo quando cheguei em casa.

Colocação:
Renata 5 dinheiros
Nuno 5 dinheiros
Daniel 6 dinheiros
           Victor 7 dinheiros

SAINT PETERSBURG
2 a 4 jogadores / +10 / 45 min

"Em 16 de maio de 1703, o Czar Pedro, o Grande, fundou a primeira construção. Rapidamente prédios impressionantes são erguidos cada vez maiores e bonitos. Tais construções atraem a glória da aristocracia e pontos de vitória aos jogadores. Todos devem pegar as cartas certas que por vezes estão bem à sua frente."

Já fechando a noite, fica aquela sensação de "vamos aproveitar mais 30 minutinhos", e eu e Victor fomos jogar Saint Petersburg. Realmente já eram 22h, tinhamos jogado 3 jogos cada um e estávamos cansados. Estava me sentindo uma pata fazendo perguntas bobas e repetitivas a cada regra que ele explicava. Mas conseguimos levar quase até o final. Abdicamos do término por conta da hora, e a partida terminou com larga vantagem de pontos pro Victor. 



Rolou ainda Black Gold, Ra, Shipyard, Belfort, Wiz-War, Dominant Species, Olympos, entre outros.



SPAGHETTI DAS PEÇAS

A quinta contou com a visita ilustre da minha querida amiga Luciana Biazzi, que foi especialmente conhecer a galera do Spaghetti para uma matéria jornalística. Bouzada a entreteve com a história do surgimento dos movimentos cariocas, enquanto Rodrigo lhe apresentava os jogos da sagrada estante do Spoleto! Mas claro que eu não ia deixá-la ir embora sem provar do veneno, então, juntamente com Dani Balard, fomos compor uma mesa de Small World.



SMALL WORLD
2 a 5 jogadores / +8 / 80 min 
 “Small World é um jogo de civilização onde os jogadores se confrontam para conquistar e controlar um mundo que é pequeno demais para acomodar a todos! Cada civilização é formada pela combinação de uma raça com suas próprias habilidades mais um poder especial único, podendo se formar diversas combinações diferentes.“



Há muito tempo queria jogá-lo, então pedi que o Dani o trouxesse. Cerco de área e combate realmente não são o meu forte, mas aliado as criaturas místicas desse pequeno mundo, como não se encantar? Fiquei por último na ordem de jogo e acabei me dando mal na escolha das raças+poderes especiais. Lu ficou com os Elfos+Catapultas [Catapult Elves], e Dani com a bombástica combinação de  Fadas+Pilhagem [Marauding Pixies]. Não podia renegar minhas queridas Ciganas+Voadoras [Flying Gypsies], mas elas pouco puderam fazer frente ao mar de fadas que dominaram o tabuleiro no primeiro turno do jogo.

Pra piorar, Lu não queria fazer aliança contra a soberania de Daniel, afinal, apesar de se dizer café-com-leite (quem não te conhece que te compre), ela disputava a liderança de igual pra igual com ele. Enquanto eu e minhas ciganas íamos ler o tarô em outras freguesias.

Entramos em declínio, mas o cenário não mudava a meu favor nem com toda a magia dos duendes irlandeses. Lu continuou arrasando com a combinação Forest Giants, Dani destruindo com os Stout Barbarians, e eu pastando com os Imperial Leprechauns.

Sétimo turno, já dava pra vislumbrar o final catastrófico do jogo. Daniel se estabeleceu com os Barricade Homunculus, que lhe permitiam muitos pontos por turno, sem o menor esforço. E acreditem, eu tentei atacá-lo, mas já era carta fora do baralho a muito tempo. Tentei equilibrar um pouco contra Underground Ghouls da Lu, e meus valentes Spirit Goblins lutaram até o fim por míseros pontinhos finais.

Acachapante vitória do Dani, mas gostei do jogo. Apesar de termos usado apenas o tabuleiro base, já deu pra sentir que a variedade de raças + poderes confere uma rejogabilidade alta e interessante.

Colocação:
Daniel 113 pontos
Luciana 83 pontos
           Renata 78 pontos


DIXIT
3 a 6 jogadores / +8 / 30 min
"Diante de várias belas imagens, um jogador será o “narrador”, aquele que dirá em voz alta o que a carta escolhida por ele significa. Os demais jogadores deverão escolher, da sua mão, uma carta que se assemelhe a descrita pelo narrador. Todas serão embaralhadas, e todos devem tentar adivinhar qual era a carta original.”



Peter e Leandro chegaram no meio da partida anterior, mas Lelê acabou indo embora cedo. Peter puxou o já clássico Dixit para a Lu conhecer outro tipo de jogo. Foi uma partida calma, perto dos padrões, e com quase todo mundo acertando as cartas, o que não costuma ser normal. Jogamos com a variante da carta aleatória, conferindo mais diversidade e dando chances ao narrador de também interpretar as cartas. Gosto muito dela e da incrível imprevisibilidade de uma carta aleatória ter tanto ou mais a ver com o tema da vez que as escolhidas pelos jogadores.

Colocação:
Peter 32  pontos
Lu 30  pontos
           Re 28 pontos
           Dani 22 pontos

SABOTEUR
3 a 10 jogadores / +8 / 30 min


"Anões escavam uma mina em busca de ouro. Mas entre eles há sabotadores que atrapalharão seu caminho! Um jogo de blefe entre mineiros e sabotadores."


Final das mesas, quase hora de fechar, mas o grupo estava animado, então fizemos um mesão de Saboteur pra soltar os bichos, afinal, só tinha sabotador nessa mesa!

Em busca do equilibro, acabamos testando 3 setups diferentes, um para cada rodada do jogo. Na primeira, seguimos a regra de se ter 1 ou 2 sabotadores, com aleatoriedade. Jogamos toda a partida achando que tinham 3, de tão sacanas que estavam sendo os jogadores. Dúbio era pouco para esses mineiros, mas acabou que só tinha um mesmo, e era a Fernanda jogando "sozinha" o tempo todo. Primeira vitória dos mineiros.

Na segunda rodada, aumentamos para 3 sabotadores mais 5 mineiros, podendo ter de 1 a 3 sabotadores na partida. Novamente pensamos que tivessem 3, mas eram dois que fizeram muito bem o serviço! [Adendo: "Luciana" + "Sabotadora" deve ser cármico, anda junto com o nome. Lu Azevedo, quase que perde seu primeiro apelido!]

Por fim, usamos o número fixo de 2 sabotadores, e fluiu muito bem, bastante disputado. Bouzada sabotando geral, mas os mineiros conseguiram virar o jogo!

Acho que essa foi umas das pouquíssimas partidas que não tirei sabotador nenhuma vez, confesso que é um pouco monótono isso. Sabotar é mais divertido!

Colocação:
Daniel 6 pepitas
Bouzada 5 pepitas
Renata 5 pepitas
           Fernanda 4 pepitas
           Rodrigo 4 pepitas
           Luciana 2 pepitas

Foi uma noite tranqüila, apesar do calor assassino que estava fazendo, mas além dessas mesas, o pessoal ainda teve pique para Egizia, Blokus, Olympus.

[PS. E Lu, pode ficar tranqüila que seus títulos estão salvos, a nova Lu foi batizada pelo Dani de "Lu Repórter" ;)]

22 de dez. de 2011

Natal das Peças

E finalmente chegou aquele dia triste, o último grande evento do ano, quando Torre e Castelo se uniram para celebrar o Natal das Peças. Mas, enquanto não rolam as despedidas, a palavra de ordem é jogar! O Spoleto foi invadido no último sábado [17.12.11] por vários afixionados, lotando o restaurante a tal ponto que quase não sobraram mesas para os consumidores normais.

Entre clássicos e novidades, as mesas foram ganhando cores e histórias. A primeira novidade do dia foi a presença paulistana do Gustavo, da Hidra Games, trazendo pra galera conhecer a coleção dos 4 elementos, Aero, Yn e o novíssimo Piro. Ele esteve no Rio para lançar o jogo e conhecer novos jogos criados pela galera carioca.

Gustavo ensinando Cacá a jogar o novo Piro.

 Quando cheguei, rolavam mesas de Catan aos borbotões, o clássico sempre tem vez nos eventos mensais.





ROCK'N ROLL MANAGER
3 a 5 jogadores / +12 / 90 min


Outro grande destaque do dia foi o protótipo do Leandro, "Rock'n Roll Manager". Há duas semanas ele vem fazendo um playteste atrás do outro em prol das melhorias do seu projeto. E acredite, não é nenhum sacrifício ser cobaia. ;)

Precisamos criar uma banda e levá-la ao sucesso, comprando instrumentos, evoluindo os artistas, lançando cds, mantendo-os bem diante dos críticos, fazer shows pelo mundo e participar de grandes festivais, através de mecânicas de work placement e set collection. O jogo está antenado com os últimos lançamentos do ano, e já está fazendo sucesso no boca-a-boca gamer carioca.

Leandro: criador e criatura.

 Na primeira mesa, Lu, Warny, Thais e o próprio Leandro disputavam quem seria o melhor administrador de uma banda de rock. Como não é de se espantar, Warny já disparou na frente ganhando com vantagem e dominando mais um jogo!

Thais e Lu, roqueiras?

Depois foi a minha vez, junto com Dani Balard, Peter e Leandro. Peter já conhecia e resolveu experimentar uma tática nova. Como novata, fui investir no que acreditei ser um sucesso, mas, fiz uma péssima leitura de mercado, afinal, quem é que faz dinheiro com CD em inicio de carreira? Shows, esses sim é que funcionam! Bom, eu gastei muito tempo e dinheiro tentando salvar meu primeiro disco, enquanto poderia estar evoluindo minha banda. Quando me dei conta disso, já era um pouco tarde.


Detalhe dos tabuleiros.
O jogo está fluindo bem, tem um tempo programado de 9 turnos, divididos em 3 temporadas, permitindo aos jogadores controlarem suas ações. Para um protótipo inicial, o tabuleiro está caprichado e organizado, com as ações bem distribuídas, o que facilita muito na hora de jogar. O tema agrada a praticamente todos. E é o tipo de mecânica que me agrada também. Enfim, mais testes virão, e ele ficará ainda mais redondo. A galera do Desbussolados está na torcida para que ele vire realidade.

Resultado da segunda partida:
Colocação:
1º Leandro
2º Daniel
           3º Peter
           4º Renata

CONSTANTINOPOLIS
2 a 5 jogadores / +12 / 90 min

Outra "velha novidade" é o Constantinopolis. Meu primeiro contato com ele foi no começo do ano, quando tive a oportunidade de conhecer um dos produtores italianos, mas não tive como trazê-lo na mala (leia aqui). Este mês, depois de uma promoção da Black Friday, aproveitei para garantir o meu. Essa foi a segunda partida, meio learning section, e logo espero colocar um post com as regras traduzidas para ajudar a todos que também aproveitaram a compra.

Detalhe dos tabuleiros já no final do jogo.
Na mesa, Dani Balard, Peter, Fernanda e eu, tentando ganhar a fama num dos mercados mais antigos do mundo, o de Constantinopla. Jogo econômico simples, que pode unir iniciantes e avançados sem problema, pois sua dinâmica é basicamente comprar edifícios que lhe permitem fazer as seguintes ações: produzir recursos, comercializar recursos, obter bônus em negociações de recursos. Além dos edifícios, temos o mercado da cidade para compra e venda e devemos atender a pedidos de fora da cidade, transportando as mercadorias e/ou passageiros com a frota naval.

Mercadores: Renata, Fernanda, Daniel e Peter (by Castelo das Peças)

A disputa começou bem embolada, com cada um beliscando pequenas pontuações e andando junto no marcador boa parte do jogo. Já mais para o final, as brigas começaram a se decidir melhor, e logo estavam Daniel e Peter disputando muitos pontos pela vitória. Mostrando que nenhum jogo está perdido até que termine, Peter conseguiu abrir uma vantagem muito difícil no último turno sobre Daniel, garantindo a vitória merecida.
Dani vice e Peter melhor mercador turco.


Colocação:
1º Peter 58 pontos
2º Daniel 55 pontos
           3º Fernanda 49 pontos
           4º Renata 43 pontos


Enquanto isso, mais amigos foram chegando pra farra:


Vinicius, Eduardo e Gustavo: paulistas em terras "Agrícola"s cariocas (by Castelo das Peças)

Stone Age

Power Grid

Saint Petersburg

Rodrigo com a galera no Eminet Domain

Blood Bowl: Team Manager (card game)
Letters from Whitechapel

Nuno e Victor com a versão de aniversário de Puerto Rico

Dani Malavasi em Egizia. (by Castelo das Peças)

Paula e Thiago experimentam o Vale dos Monstros (by Lu)
Rodrigo, Gustavo, Glaucio e Tito no  Kingdom of Heroes (by Lu)
Para fazer a festa ainda mais, Shamou fez as vezes de "Papai Noel lúdico" e distribuiu vários jogos para a galera, no já tão esperado sorteio de fim de tarde. 

Warny, Fel, Gurgel e Shamou, fazendo a festa pro Natal Gamer. (by Castelo das Peças)

Mas não foram só as "crianças" que ganharam não, alguns poucos privilegiados receberam da galera da Ludus Luderia de sampa uma das grandes novidades nerd do ano, a cerveja "dos Simpsons" Duff, e Cacá não tardou a experimentar: "Muito boa!" Parabéns pessoal! ^^

Cacá e Shamou, "crianças" felizes. (by E Ai, Tem Jogo?)

E pensam que acabou? Depois ainda fizemos uma esticada ao Devassa para colocar o papo em dia, e aproveito o espaço para corrigir uma falha, que só seria imperdoável se o distinto tivesse dito que quarta-feira passada tinha sido seu aniversário, então:

VICTOR "ZAVANDOR TROLLADOR GAMER" CAMINHA 
 [tá competindo com a Lu em adjetivos]  
 PARABÉNS, FELICIDADES E 
MUITAS JOGATINAS JUNTOS POR MUITOS ANOS! ^^

Se tudo der certo, ainda teremos mais novidades antes do Natal, então, até lá ;)