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16 de jun. de 2013

Rodadas Extras do 1º Semestre

Além dos encontros oficiais, sempre acontece de rolar uma joga extra. Eu confesso que essas estavam todas no rascunho, preparadas para serem publicadas, mas, como foram se acumulando desde fevereiro (sim, estou envergonhada!), resolvi fazer um post só.

Começando por Fevereiro, que foi um mês movimentadérrimo!

ALHAMBRA
(2 a 6 jogadores, +8 anos, 60 min)

Um clássico que ainda não conhecia, os jogadores devem unir os tiles, como num quebra-cabeça, construindo seu palácio no completo de Alhambra. Na mesa, eu, Fabrício e seu irmão Chris. O jogo tem várias pontuações ao longo do curso de acordo com a quantidade de tiles divididos por cor.

Eu sempre tenho problemas com esses tipos de jogos (vide Galaxy Trucker) porque quero fazer bonitinho, e não é bem essa a lógica. Chris arrasou na pontuação final, e o placar foi:

Colocação:
Chris 141 pontos
Rê 122 pontos
Fab 111 pontos
Chris (1º)

Renata (2º) 

Fab (3º)

                                                                                                               

CARCASSONNE
(2 a 5 jogadores, +8 anos, 45 min)

Madrugada de oscar na casa do meu grande amigo Alexandre Guerreiro, que eu canso de tentar trazer para o lado claro da força, mas ele sempre reluta. Depois de assistir a tradicional cerimônia do Oscar, eu, Alê e Lu Palma fomos jogar uma partidinha rápida de Carcassonne.

Na verdade, era a estréia do jogo, uma cópia da Grow que demos de presente para ele. Para minha completa vergonha, a caixa veio RASGADA POR DENTRO, o que me deixou indignada, pois não foi acidente de transporte ou manuseio da loja, veio assim da fábrica. Em se tratando de qualquer produto já seria um problema, mas, imagina a minha cara depois de defender tanto a cultura dos jogos de tabuleiro e sua qualidade, e as iniciativas do mercado nacional em melhorar seus produtos quando vi isso (foto abaixo)? Fiquei indignadíssima!


Dos males o menor, pelo menos os componentes estavam direito e eles se divertiram.


Dia 23 foi a vez de voltar ao Castelo das Peças!!! Saudade do pessoal do Rio que tenho visto tão pouco.

ARCHIPELAGO
(2 a 5 jogadores, +14 anos, 120 min)

Esse era um muito muito desejável de Essen, então, quando o Peter colocou na roda, não exitei em entrar na mesa. Estava bastante ansiosa pra conhecer. O jogo tem bastante detalhe nas regras, mas não é um bicho de 7 cabeças, pois possui uma lógica de exploração compreensível. O tabuleiro modular e as cartas de objetivos (coletivas e individuais) dão ao jogo uma grande rejogabilidade. Tanto que o Peter comentou de já ter jogado algumas vezes e essa partida ter sido completamente diferente das anteriores. 


O jogo tem um duração extensa. Jogamos a versão média, mas ele ficou com um gostinho de "não, não acaba agora, só mais um pouquinho!" Se não fôssemos novatos na mesa, poderíamos ter tentado a partida de longa duração. Claro que sai dali e quando cheguei em casa encomendei o meu. ;)

Colocação:
Peter 14 pontos
João 13 pontos
Renata 8 pontos

LOVE LETTER
(2 a 4 jogadores, +10, 20 min)

Para fechar a tarde, jogamos uma partida do divertido Love Letter, um jogo de blefe em várias rodadas, que vence quem conquistar duas delas, através do sistema de carta maior e poderes especiais. Usamos dois baralhos pra jogar com 7 pessoas.

Super simples e divertido. Recomendável para grupos grandes, não vejo como ter graça para 2 jogadores.


Colocação:
Daniel 2 cubos (vencedor)
Gian 1 cubo
Renata 1 cubo
João, Hélio, Durval, Peter 0


TROYES
(2 a 4 jogadores, +12 anos, 90 min)

Outra escapulidela durante a semana e pude conhecer o famoso Troyes (que já ganhou resenha detalhada aqui no Desbussolados pelo Fabrício). Na mesa, além do dono do jogo, eu e Marcinho. Complexo, envolvente e desafiador. Outra pérola dos tabuleiros que precisa ser jogada várias e várias vezes até poder ser compreendida completamente. Eu, com certeza, estou muito longe disso.



Colocação:
Marcio 42 pontos
Fabricio 39 pontos
Renata 32 pontos

PANDEMIC
(2 a 4 jogadores, +10 anos, 60 min)

Desta vez apresentando o jogo ao Marcio, e para mim, a primeira vez que jogava com 3 jogadores. Foi uma partida absolutamente diversa das anteriores. Confesso que até perdeu um pouco da graça por ter se tornado fácil. Toda a tensão que se tem com 2 jogadores, e a vontade de vencer pareceu ter se esvaido quando conseguimos dominar o globo e ganhar o jogo em 5 outbreaks.




Março foi a vez de fazer uma visita super hiper mega blaster especial aos meus amigos da Barra da Tijuca. Me sinto orgulhosa de ter ajudado a dar o pontapé inicial no vício do Motokane que hoje criou um grupo que se reúne com frequência na sua casa. O Desbussolados visitou a Toca dos Ursos!

Depois de uma recepção super calorosa dos amigos Ênio e Motokane, com direito a suquinho especial, visita guiada pela coleção Marvel e afins do Ênio, e matar as saudades do Samuca, iniciamos os trabalhos.

TAKENOKO
(2 a 4 jogadores, +8 anos, 45 min)

Quem acha que esse é um jogo para menininhas só porque é fofinho, está muito enganado. Só sendo ninja pra conseguir administrar a irrigação, com o cultivo dos bambus e a colheita certinha. Os componentes são o "must it"! E o jogo desafiador.

A Ni Cohn deu um banho na gente durante a partida e levou a primeira vitória da noite.

Colocação:
Ni Cohn 24 pontos
Motokane 17 pontos
Renata 11 pontos
Ênio 7 pontos
Ni vencedora beijando o jardineiro da sorte e eu mordendo o panda maldito!

SMALL WORLD
(2 a 5 jogadores, +8, 80 min)

Tentamos jogar Small Word na sequencia. Mas a partida não estava fluindo bem, e o pessoal não curtiu muito o ritmo do jogo. Ênio e eu já havíamos entrado em declínio com nossas primeiras raças, e Samuca levava bastante vantagem na pontuação quando o pessoal decidiu abandonar o jogo.




BANG!
(4 a 7 jogadores,  +8, 30 min)

Como não podia deixar de rolar, fomos jogar Bang! Duas partidas seguidas!
Na primeira, Moto garantiu a vitória como o Xerifão do velho oeste. Na segunda partida, foi a vez da Ni arrasar como Renegada.





ZOMBICIDE
(1 a 6 jogadores, +13 anos, 60min)

Meus olhos já estavam fechando na madrugada alta, mas queria muito jogar o Zombicide de novo. Força na peruca e vamos lá! Setamos o capítulo 1 e perdemos gloriosamente por 2 vezes. Já sem poder somar 2+2, me entreguei ao sono e fechamos a joga.





THE SWARM
(2 a 4 jogadores, +12, 75 min)

E pra fechar, depois de um abril e maio super corridos, uma última joguinha. Era a vez de estrear a pechincha do ano, e na verdade, uma grata surpresa. Comprada numa promoção relâmpago a módicos 6 doletas, mostrou-se um jogão da dupla Kiesling e Kramer, com direito a resenha pra próxima Ludo Magazine, aguardem.





Colocação:
Marcio 154 pontos
Fabrício 143 pontos
Renata 86 pontos

E vamos embora para o segundo semestre!

31 de jan. de 2013

Troyes

Por Fabrício Mello

A primeira coisa que chama a atenção quando conhecemos o jogo Troyes (2010) é a arte falsamente austera do desenhista francês Alexandre Roche. Desde a ilustração da caixa, passando pelo tabuleiro até chegar às cartas de ação, todo o projeto gráfico, quer agrade ou não, inevitavelmente causa admiração ao observador atento. Roche, que ilustrou também Rattus e Carson City, entre outros, criou em Troyes uma verdadeira releitura quadrinista dos vitrais de uma catedral gótica. Esse projeto envolve os jogadores na atmosfera medieval da cidade-título e é o grande responsável pela preservação do tema nesse jogo de colocação de trabalhadores profundamente abstrato, peculiar e inteligente.

Troyes, a cidade, é uma comuna francesa milenar às margens do rio Sena, a sudeste de Paris. Como em qualquer cidade europeia antiga, na sua história não faltam intrigas e conflitos armados. Já no século V, diz a lenda, o Bispo Lupus de Troyes (hoje santificado) foi responsável por evitar uma invasão de Átila, o Huno. Troyes, o jogo, tem como um dos seus pontos focais o enfrentamento constante de crises externas, em paralelo com o projeto da construção da Catedral de Troyes, que começou em 1200 d.C. e só terminou quatrocentos anos depois. O sistema de Troyes é lavra de um time de três designers belgas, Sébastien Dujardin, Xavier Georges e Alain Orban (foto). Cada jogador é o chefe de uma família importante da região de Champagne, onde se localiza Troyes, e usa a sua influência para contratar cidadãos dos domínios militar, civil e eclesiástico. Os membros da família são os trabalhadores, cuja colocação em três regiões distintas do tabuleiro dá ao jogador o direito de lançar um número preciso de dados vermelhos (militares), amarelos (civis) e brancos (eclesiásticos). 



Em cada rodada, todos os jogadores jogam os dados a que têm direito e os mesmos são colocados no centro do tabuleiro. Depois, um a um os jogadores usam esses dados para realizar diferentes ações disponíveis em cartas de atividade que são colocadas no tabuleiro dentro de cada uma das três áreas temáticas. A colocação das cartas é aleatória, o que dá ao jogo variedade e longevidade. As ações escolhidas resultam em recursos financeiros, pontos de vitória e outros benefícios.

Troyes é, em suma, um jogo de colocação de trabalhadores ao quadrado. Os meeples são colocados para reservar direito a se jogar dados que, uma vez lançados, serão eles próprios também colocados em pontos do tabuleiro para servir aos objetivos do jogador. É um mecanismo peculiar e, ao mesmo tempo, uma inserção bastante original de aleatoriedade numa classe de jogos que é em geral caracterizada pelo determinismo.



Mais informações:
Jogadores: 2 a 4
Duração: 90 min
Idade: 12 anos
Editora: Z-Man, Pearl Games, uplay.it
Valor médio: U$30

 

16 de jan. de 2013

16º, 17º e 18º Arariboards

O Mês de Dezembro, além de agitado com as festanças de final de ano, também agitou os tabuleiros na terra de Araribóia. Infelizmente não pude estar presente, mas meus queridos comparsas de jogatina deixaram suas impressões abaixo pra dar uma força.  Confiram!


  16º Arariboard (9/12/12)                                                                                                                   

Por Fabrício Mello

"O Arariboard rendeu, conseguimos fazer duas partidas de Alhambra + uma de Troyes. Alhambra achei bem descontraído, muita aleatoriedade aparente, mas com estratégia bastante para o melhor jogador se impor (tanto que o casal Brito deu uma surra no novato). 

 





Já Troyes é pra realmente queimar neurônios; tem elementos de Kingsburg, talvez Lords of Waterdeep, mas ao mesmo tempo é bem original. Pessoalmente, gostei muito dos dois jogos."


Casal do barulho: Brito e Graça


  17º Arariboard (16/12/12)                                                                                                                   

Com um sentimento de reviver as semanas anteriores, a galera levou pra mesa os jogos Santiago de Cuba e Tournay. O primeiro é uma continuação (e não expansão!) do excelente Cuba, numa versão muito mais leve, simples e rápida que seu antecessor. 

O segundo, dos mesmos criadores e ilustrador de Troyes, é um jogo completamente diferente, um card game, e até mais intrincado que o primeiro.



  18º Arariboard (23/12/12)                                                                                                                   

E não é que eles gostaram mesmo do Tournay? Na última joga oficial do ano, rolou repeteco, vencido pela Graça, seguido de  Glen More, bom jogo que engana pela simplicidade, mas que de simples nada tem. Quem se deu bem dessa vez foi o Brito. E finalmente Egizia, o mais tranqüilo dos três, de que gosto muito, e novamente deu Brito na parada.





E assim, o Arariboard fechou o ano com saldo positivo, com muitos jogos e desafios, já torcendo pelo que vem no ano de 2013!