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1 de mai. de 2014

Bolos de tabuleiro

Bolos de tabuleiros.... jogos no tabuleiro... tabuleiro de bolos... ihhh isso tá ficando confuso!

Quem nunca quis ter seu bolo de Catan? Atire a primeira pedra quem...
A verdade é que existem muitos bolos por ai sendo feitos inspirados nos jogos, desde sempre. Enquanto procurava uma imagem para ilustrar o post anterior do aniversário do Desbussolados, me encantei com a diversidade e resolvi compartilhar com vocês.

Segue abaixo uma seleção, sem preconceitos, do que rola pelas mesas de aniversário dos gamers mundo afora. Quem sabe você não se inspira a fazer o seu? ;)

Começando com a empresa que mais gerou bolos de aniversário temáticos. Sim, ela que domina o mercado dos jogos casuais desde o início do século passado, a Hasbro.

CATEGORIA HASBRO
Subcategoria Detetive

O detetive, ou Clue, de longe tem os bolos menos chamativos visualmente, pra não dizer outra coisa. O que é uma pena, pois esse era meu jogo favorito quando criança, ao lado do Jogo da Vida.


Subcategoria Scrabble



Outro queridinho do pessoal, pelo uso das letras, é o Scrabble, que na época dos meus pais se chamava Mexe-mexe! Nesse não tem muito no que inovar, basta caprichar na declaração. ^^

Subcategoria Jogo da Vida


Disputando o destaque com o Monopoly, o Game of Life já celebrou muitos aniversários por aí! Recebam seus presentes! Com o trocadilho óbvio de ser o "jogo da vida", acaba sendo uma das principais escolhas dos aniversariantes.

Subcategoria Monopoly



Também conhecido no Brasil como Banco Imobiliário, o Monopoly é o vice-campeão de bolos. Provavelmente uma lavagem cerebral depois de tantas horas jogadas sem ver o final do jogo. (alguém já terminou uma partida disso?). Com diferentes níveis de criatividade, é um dos temas mais explorados. Adorei a versão "Sair da Prisão" à direita, pra mim, o campeão de originalidade!

Subcategoria Candy Land


Sim, ele é imbatível! Como resistir a esse mundo cor de rosa de sabores? Um universo feito de doces pra se explorar a criatividade, e aqui os boleiros se soltam e criam maravilhas.
Nunca joguei Candy Land, mas confesso que toda vez que assisto a Detona Ralph, consigo sentir o cheiro de truti-futti no ar quando chegam a fase do Candy Rush! Então, taí, o bolo mais doce dos bolos!

Subcategoria Indecisos



Esses são para aqueles que gostam de jogos, mas não sabem dizer qual, quer sempre um pouquinho de cada, self-service, nunca a la carte.

Subcategoria Esdrúxulo

Ok, não sei nem se isso deveria ser considerado um jogo, mas, tá no BGG, então a gente coloca. Operando leva com louvor a categoria esdruxulidade! O pior é ter descoberto que existiram várias festas com esse bolo. Eca!







CATEGORIA CLÁSSICOS

Representando os clássicos, destaco o Xadrez e o Gamão, nas suas formas mais fiéis e mais alegóricas. O Xadrez, inclusive, merecia uma subcategoria de personagens.





CATEGORIA LAS VEGAS

O quê? Baralho não é tabuleiro? MAS É JOGO! E quem nunca viu Luciana Azevedo ir de "all in" não sabe o que é Texas Holden! XD

Taí, representando o vicio na sua pior forma, Poker!



CATEGORIA ANOS 80

Subcategoria Mario Bros



Ele é o supra-sumo dos videogames, e faz bonito em qualquer mesa de aniversário! Mário de todas as formas pra vocês!

Subcategoria Pacman

Se Mário reina na Nintendo, Pacman reina no Atari. Alguém quer uma cerejinha?

Subcategoria Sou Cool, sou Vintage!

Cubo Mágico, senhoras e senhores! E esse deve ser impossível de solucionar!

CATEGORIA JOGOS MODERNOS


Qual seu jogo favorito? Quer um bolo dele? Acha que vai ser original? Cuidado, alguém já pode ter feito antes! De Agricola a Ticket to Ride, passando por Puerto Rico, Dixit e até Can't Stop!, todos já tiveram seu dia de vedete.

Subcategoria Carcassonne

Discreto como ele é, não ostenta, mas está em muita mesa por ai! Carcassonne é versátil, do aniversário ao casamento! 

Subcategoria Catan


Todos piram com ele, que um dia irá bater os jogos da Hasbro. Há Catan para todos os gostos, do tradicional ao moderno, e até ao vegetariano, ugh... #beijinho_no_ombro


CATEGORIA iCOISOS (*)

E para encerrar, eles não podiam ficar de fora! Os apps que dominam os celulares e as redes sociais! Candy Crush e Angry Birds!

(*) como diz o Cacá ^^


E eles são muitos e muitos mais! Se inspirou? Fica, vai ter bolo!


16 de jun. de 2013

Rodadas Extras do 1º Semestre

Além dos encontros oficiais, sempre acontece de rolar uma joga extra. Eu confesso que essas estavam todas no rascunho, preparadas para serem publicadas, mas, como foram se acumulando desde fevereiro (sim, estou envergonhada!), resolvi fazer um post só.

Começando por Fevereiro, que foi um mês movimentadérrimo!

ALHAMBRA
(2 a 6 jogadores, +8 anos, 60 min)

Um clássico que ainda não conhecia, os jogadores devem unir os tiles, como num quebra-cabeça, construindo seu palácio no completo de Alhambra. Na mesa, eu, Fabrício e seu irmão Chris. O jogo tem várias pontuações ao longo do curso de acordo com a quantidade de tiles divididos por cor.

Eu sempre tenho problemas com esses tipos de jogos (vide Galaxy Trucker) porque quero fazer bonitinho, e não é bem essa a lógica. Chris arrasou na pontuação final, e o placar foi:

Colocação:
Chris 141 pontos
Rê 122 pontos
Fab 111 pontos
Chris (1º)

Renata (2º) 

Fab (3º)

                                                                                                               

CARCASSONNE
(2 a 5 jogadores, +8 anos, 45 min)

Madrugada de oscar na casa do meu grande amigo Alexandre Guerreiro, que eu canso de tentar trazer para o lado claro da força, mas ele sempre reluta. Depois de assistir a tradicional cerimônia do Oscar, eu, Alê e Lu Palma fomos jogar uma partidinha rápida de Carcassonne.

Na verdade, era a estréia do jogo, uma cópia da Grow que demos de presente para ele. Para minha completa vergonha, a caixa veio RASGADA POR DENTRO, o que me deixou indignada, pois não foi acidente de transporte ou manuseio da loja, veio assim da fábrica. Em se tratando de qualquer produto já seria um problema, mas, imagina a minha cara depois de defender tanto a cultura dos jogos de tabuleiro e sua qualidade, e as iniciativas do mercado nacional em melhorar seus produtos quando vi isso (foto abaixo)? Fiquei indignadíssima!


Dos males o menor, pelo menos os componentes estavam direito e eles se divertiram.


Dia 23 foi a vez de voltar ao Castelo das Peças!!! Saudade do pessoal do Rio que tenho visto tão pouco.

ARCHIPELAGO
(2 a 5 jogadores, +14 anos, 120 min)

Esse era um muito muito desejável de Essen, então, quando o Peter colocou na roda, não exitei em entrar na mesa. Estava bastante ansiosa pra conhecer. O jogo tem bastante detalhe nas regras, mas não é um bicho de 7 cabeças, pois possui uma lógica de exploração compreensível. O tabuleiro modular e as cartas de objetivos (coletivas e individuais) dão ao jogo uma grande rejogabilidade. Tanto que o Peter comentou de já ter jogado algumas vezes e essa partida ter sido completamente diferente das anteriores. 


O jogo tem um duração extensa. Jogamos a versão média, mas ele ficou com um gostinho de "não, não acaba agora, só mais um pouquinho!" Se não fôssemos novatos na mesa, poderíamos ter tentado a partida de longa duração. Claro que sai dali e quando cheguei em casa encomendei o meu. ;)

Colocação:
Peter 14 pontos
João 13 pontos
Renata 8 pontos

LOVE LETTER
(2 a 4 jogadores, +10, 20 min)

Para fechar a tarde, jogamos uma partida do divertido Love Letter, um jogo de blefe em várias rodadas, que vence quem conquistar duas delas, através do sistema de carta maior e poderes especiais. Usamos dois baralhos pra jogar com 7 pessoas.

Super simples e divertido. Recomendável para grupos grandes, não vejo como ter graça para 2 jogadores.


Colocação:
Daniel 2 cubos (vencedor)
Gian 1 cubo
Renata 1 cubo
João, Hélio, Durval, Peter 0


TROYES
(2 a 4 jogadores, +12 anos, 90 min)

Outra escapulidela durante a semana e pude conhecer o famoso Troyes (que já ganhou resenha detalhada aqui no Desbussolados pelo Fabrício). Na mesa, além do dono do jogo, eu e Marcinho. Complexo, envolvente e desafiador. Outra pérola dos tabuleiros que precisa ser jogada várias e várias vezes até poder ser compreendida completamente. Eu, com certeza, estou muito longe disso.



Colocação:
Marcio 42 pontos
Fabricio 39 pontos
Renata 32 pontos

PANDEMIC
(2 a 4 jogadores, +10 anos, 60 min)

Desta vez apresentando o jogo ao Marcio, e para mim, a primeira vez que jogava com 3 jogadores. Foi uma partida absolutamente diversa das anteriores. Confesso que até perdeu um pouco da graça por ter se tornado fácil. Toda a tensão que se tem com 2 jogadores, e a vontade de vencer pareceu ter se esvaido quando conseguimos dominar o globo e ganhar o jogo em 5 outbreaks.




Março foi a vez de fazer uma visita super hiper mega blaster especial aos meus amigos da Barra da Tijuca. Me sinto orgulhosa de ter ajudado a dar o pontapé inicial no vício do Motokane que hoje criou um grupo que se reúne com frequência na sua casa. O Desbussolados visitou a Toca dos Ursos!

Depois de uma recepção super calorosa dos amigos Ênio e Motokane, com direito a suquinho especial, visita guiada pela coleção Marvel e afins do Ênio, e matar as saudades do Samuca, iniciamos os trabalhos.

TAKENOKO
(2 a 4 jogadores, +8 anos, 45 min)

Quem acha que esse é um jogo para menininhas só porque é fofinho, está muito enganado. Só sendo ninja pra conseguir administrar a irrigação, com o cultivo dos bambus e a colheita certinha. Os componentes são o "must it"! E o jogo desafiador.

A Ni Cohn deu um banho na gente durante a partida e levou a primeira vitória da noite.

Colocação:
Ni Cohn 24 pontos
Motokane 17 pontos
Renata 11 pontos
Ênio 7 pontos
Ni vencedora beijando o jardineiro da sorte e eu mordendo o panda maldito!

SMALL WORLD
(2 a 5 jogadores, +8, 80 min)

Tentamos jogar Small Word na sequencia. Mas a partida não estava fluindo bem, e o pessoal não curtiu muito o ritmo do jogo. Ênio e eu já havíamos entrado em declínio com nossas primeiras raças, e Samuca levava bastante vantagem na pontuação quando o pessoal decidiu abandonar o jogo.




BANG!
(4 a 7 jogadores,  +8, 30 min)

Como não podia deixar de rolar, fomos jogar Bang! Duas partidas seguidas!
Na primeira, Moto garantiu a vitória como o Xerifão do velho oeste. Na segunda partida, foi a vez da Ni arrasar como Renegada.





ZOMBICIDE
(1 a 6 jogadores, +13 anos, 60min)

Meus olhos já estavam fechando na madrugada alta, mas queria muito jogar o Zombicide de novo. Força na peruca e vamos lá! Setamos o capítulo 1 e perdemos gloriosamente por 2 vezes. Já sem poder somar 2+2, me entreguei ao sono e fechamos a joga.





THE SWARM
(2 a 4 jogadores, +12, 75 min)

E pra fechar, depois de um abril e maio super corridos, uma última joguinha. Era a vez de estrear a pechincha do ano, e na verdade, uma grata surpresa. Comprada numa promoção relâmpago a módicos 6 doletas, mostrou-se um jogão da dupla Kiesling e Kramer, com direito a resenha pra próxima Ludo Magazine, aguardem.





Colocação:
Marcio 154 pontos
Fabrício 143 pontos
Renata 86 pontos

E vamos embora para o segundo semestre!

19 de abr. de 2013

31º e 32º Arariboards

Abril é um mês muito especial para o Desbussolados, pois completaremos 2 anos no dia 28. Por isso, publicaremos várias matérias especiais, entrevistas e nossos já conhecidos reports das jogatinas. Para caprichar mais, vou dividir o relato do Arariboard. Seguem os dois primeiros finais de semana, logo logo terá mais!

  31º Arariboard (07/04/13)                                                                                                                    
Por Renata
Abrindo o Mês, tivemos um domingo super light... ou essa era a nossa idéia quando vimos os jogos presentes na mesa. Mas não foi bem assim :P
Novamente, como já tem se tornado frequente, partimos para duas mesas. Na primeira, Marcio, Fab e eu jogamos Ticket to Ride Europe. Esses meninos ingressaram muito rápido no mundo gamer e ficaram com deficiência na alfabetização básica. Como assim ainda não tinham jogado o "jogo dos trenzinhos"? Bom, reparamos o erro.
De bobo eles não tem nada, e Fab saiu sacaneando geral, tornando a partida super disputada! Ele simplesmente começou a construir uma estrada que cortou o mapa europeu de oeste a leste sem dar chances para mim e Marcio, que fazíamos a rota vertical. No final, entendi que a estratégia dele foi diferente. Com apenas dois pequenos objetivos, Fab ficou marcando pontos com estradas grandes, conseguiu empatar na maior estrada com o Márcio, e conseguiu uma boa pontuação. Mas não foi suficiente (HÁ! = vingança!) Marcio ficou em segundo e consegui garantir o primeiro completando 4 objetivos.


Colocação:
Renata 123 pontos
Marcio 111 pontos
Fabrício 104

Na mesa ao lado, Brito, Graça e Edu jogaram Carcassonne Hard Mode, modalidade de jogo da família Brito. (confesso que fiquei com medo O.o") Só ouvia os comentários desolados do Edu... Graça tb lutou, mas Brito conseguiu disparar na contagem e eles desistiram até de registrar os pontos. Se tiver um campeonato de Carcassonne da Grow, temos que mandar o Brito como nosso representante!!!

Como parte da turma ia partir cedo, e as outras opções de jogos eram muito longas, encerramos cedo as atividades, mas valeu a pena. Uma pseudo tarde light, mas com muita competição e desafios.

Essa talvez tenha sido a última partida do Edu, fundador e principal "pilheiro" para a realização do Arariboard. Esperamos que dê tudo certo nessa sua nova fase de vida e volte para nos visitar e jogar, ok? 

  32º Arariboard (14/04/13)                                                                                                                    
Por Arnaldo e Renata

Tivemos nesse último Arariboard mais um sinal de crescimento de nosso grupo. Apareceram para jogar conosco Caco, que já participava em antigos eventos (Niterói das Peças) organizados pelo Arnie, Marcos Felipe, e ainda a Nívia, esposa do Arnaldo.

Com a turma já velha de guerra: Brito, Graça, Renata, Fabrício, Michael, Rafael e Arnaldo e Fabrício, somando dez participantes.

Enquanto a turma toda não chegava, começamos a montar a mesa de Cloud 9 de aperitivo. Enquanto começávamos a explicação, o Rafa chegou e já dividimos em duas mesas.

Na primeira ficamos eu, Brito, Graça e Caco e para a segunda foram Rafa, Fab e Mike.

Jogo suuuuuper simples, onde os jogadores devem decidir quando permanecer ou sair do balão, antes que ele caia, e marcar pontos. A cada turno, um dos jogadores é o piloto e responsável por continuar com a trajetória  ascendente do balão.

Divertidíssimo, o jogo tem seus momentos de tensão, quase chegando ao topo das nuvens e caindo por falta de cartas. Graça quase conseguiu duas vezes chegar lá, mas acabou caindo e perdendo muitos pontos.

Eu e Caco fizemos uma estratégia menos arriscada e sempre pulávamos do balão logo cedo, garantindo uma pontuação constante. Brito conseguiu se destacar bastante nos pontos. Já na reta final, última corrida, Caco se precipitou e atingiu a casa dos 50 pontos. Em seguida, Brito também saltou e marcou 51. Eu estava nas mãos da Graça, precisa de 20 pontos pra passar os meninos, e consegui! Saltei do balão e marquei 53. Infelizmente, Graça já estava atrás na pontuação e não conseguiu nos alcançar. Joguinho aprovado!



Colocação:
Renata 53 pontos
Brito 51 pontos
Caco 50 pontos
Graça 35 pontos

Enquanto isso, na mesa ao lado, Rafale, Fab e Mike jogavam Kingdom Builder. Apesar do tema medieval colado, é um jogo bastante abstrato, de alocação de peças e controle de área. A cada partida são sorteados três objetivos comuns que orientam os jogadores para a pontuação.

A essa altura tínhamos terminado a partida de Cloud 9 e me juntei aos meninos a tempo de conferir a contagem de pontos. Fab, sempre na cola de Rafa, garantiu um empate na primeira colocação.



Colocação 1a. partida:
Rafael e Fab 72 pontos
Michael 53 pontos




Nesse ínterim, chegou o Marcos, que se juntou a Brito, Graça e Caco no Terra Mystica. Excelente jogo, mas bastante demorado pra uma learning session, por isso fui jogar o Kingdom com os meninos.

A mecânica é realmente simples, a cada rodada o jogador pega uma nova carta que determinará o tipo de terreno em que ele deverá alocar 3 de suas acampamentos. Nossos objetivos eram ter ao menos um acampamento em cada linha horizontal do mapa, ter a maioria em um quadrante e adjacência aos castelos. Jogando em quatro, a partida ficou super equilibrada e tínhamos que decidir pra que lado tentaríamos a dominância, não tinha como estar nos quatro cantos ao mesmo tempo.



A contagem ponto a ponto foi emocionante e fiquei satisfeitíssima com meu resultado. Rafa se sagrou o campeão da noite com as duas vitórias e Fab o rei do empate! :P

2a. partida
Rafael 71 pontos
Renata 50 pontos
Michael e Fab 43 pontos

Terminamos a partida quando Brito concluia a explicação das regras do Terra Mystica. Arnaldo e a esposa chegaram e as mesas se rearranjaram. Fab resolveu ir buscar o Libertalia, e, enquanto isso, Nivia, Rafa, Mike e Arnaldo conheceram também o Cloud 9.  Partida rápida e embarcaram no Libertália. Eu parti e deixo vocês com a análise do Arnie sobre o jogo:




Lá vem o Fabrício com sua maleta preta, a comportar misterioso conteúdo. Ágil como um corsário de primeira linha, saca sua arma, disposto a conquistar os demais participantes num só tempo. O tema: piratas. A arte: De fazer cair o queixo. O jogo: Libertalia. Com um tema que sempre remete a um imaginário de aventuras, exploração e cenários onde em nada ou ninguém se confia, aliado a beleza de seus componentes e sua boa reputação desde o lançamento, a "Nau Libertalia" aportou no Jambeiro era uma pedida irrecusável.

No jogo cada participante tem um deck com as mesmas cartas, a exceção de um fator de desempate. As cartas representam personagens que por sua vez retratam estereótipos típicos do ambiente da pirataria, do canhoneiro ao capitão, passando pelo papagaio, a moça nobre sequestrada, o escravo liberto e o garoto do convés (são 30 personagens diferentes). O jogo se passa em seis turnos, cada uma com uma mão de nove cartas. As nove cartas iniciais são compostas por um deck sorteado e aberto, de modo que os jogadores possuem decks idênticos no primeiro turno. Como cada turno requer a utilização de seis dessas cartas, sobrarão três, que farão parte das nove da mão seguinte. As novas seis cartas serão igualmente iguais para todos, e isso ocorrerá em todas as mãos até o fim do jogo. É essa diferença de três cartas cumulativas que permite a individuação progressiva dos decks e a ampla possibilidade de criação de estratégias e táticas de jogo.

O jogo é ganho por pontos de vitória, que por sua vez é obtido através do ganho de riquezas - dobrões, tesouros, mercadorias, etc. Pra obter o dinheiro e suas fontes, por sua vez, utilizam-se os poderes das cartas. A cada rodada, os jogadores escolhem uma de suas cartas para baixar. Simultaneamente as cartas de todos serão reveladas, e inicia-se a resolução do que acontecerá a partir disso: tesouros de dobrões serão obtidos (com diferentes pontuações, inclusive negativas), assassinatos poderão ocorrer... Muita coisa é possível nesse mundo traiçoeiro.

O primeiro aspecto curioso e observável após a primeira partida é o "learning curve" do jogo. A curva para cima é muito acentuada, e descrevo minha experiência de maneira simples: As primeiras três cartas que escolhi para colocar em jogo foram escolhas rápidas (e quase sempre erradas), porque embora o jogo tivesse sido muito bem explicado, eu não tinha ideia do que fazer com aquilo. Cheguei a imaginar que só entraria no jogo após três ou quatro partidas completas. Já na última mão do jogo, eu também baixava rápido minhas cartas, porém já de modo bastante consciente, a ponto de ter feito um turno excelente baixando as cartas na ordem que havia planejado no início deste.

Há jogos onde o tema se apropria bem da mecânica, e outros onde o contrário ocorre. Aqui vemos um título onde a mecânica foi feliz ao apropriar-se do tema. Não que a gente se sinta realmente capitão de um grande navio, mas os personagens do imaginário coletivo estão lá, e comportam-se de acordo com seus estereótipos, disto não sobra dúvida. Não sei se é jogo para ver mesa toda semana, mas com certeza o é para se jogar de vez em quando o ano todo - e se calhar, bastante mais!

De algum modo, os jogadores brasileiros que valorizam o mercado nacional não deixarão de reconhecer um pouco de Riquezas do Sultão nesta obra de Paolo Mori. Esse italiano vem mostrando talento no mundo dos jogos, tendo lançado títulos respeitados como Borneo, Vasco da Gama e agora o bastante badalado jogo de estratégia baseado na cidade de Gotham City e seus vilões em Batman: Gotham City Strategy Game.