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17 de abr. de 2013

Seasons

Os grandes feiticeiros do reino de Xidit reuniram-se no coração da floresta Argos, onde ocorrerá o lendário torneio das 12 Estações. Ao final de três anos, o Grande Mago será escolhido entre os competidores.

Objetivo do jogo:
Acumular o maior número de cristais que converterão em pontos de vitória.




Componentes:
- tabuleiro circular
- tabuleiro de pontuação
- 4 tabuleiros de jogador
- 2 decks com 50 cartas cada
- 20 dados de ação
- 16 cubos de madeira
- diversos tokens
- tabuleiro de regras

O jogo vem uma excelente caixa, com um berço feito especificamente para ele. Pode-se observar o cuidado nos detalhes, desde a separação dos decks (com tamanhos diferentes e que ficam nivelados lado a lado), o encaixe de todas as peças, ainda que assimétricas, e como se seguram para não sair do lugar. Os dados chamam a atenção pelo tamanho e qualidade, além dos itens tradicionais de cartonado de boa qualidade, completando com um manual de regras muito bem ilustrado e explicativo.

A arte de Naïade, nome artístico de Xavier Durin, ilustrador de Isla Dorada e de outro lindinho de Essen’12, Tokaido, é um charme a parte. Lúdico, mágico e com uma combinação de cores que poucos tem, cria cinquenta “telas” que se transformaram nas cartas do jogo.



O Jogo:

A premissa de Seasons é bem interessante e simples, que permitem ao jogador se concentrar na estratégia sem se preocupar com um zilhão de mini-regras impeditivas. Cada jogador representa um mago no torneiro, que ocorrerá em três anos. Para isso, ele recebe nove cartas iniciais, que deverá dividir em três decks. Cada um para o início de um ano do torneiro. Ao longo do jogo, ele pode e deve adquirir novas cartas, pois elas lhe conferem poderes e habilidades especiais. O jogo traz 3 tipos de nível de dificuldade que estão diretamente associados a escolha dessas cartas. Para os iniciantes, utiliza-se apenas o deck básico com os 30 tipos de cartas, e cada jogador recebe uma combinação específica de cartas. Para o nível intermediário, mantem-se os 30 tipos, mas cada jogador recebe nove cartas, das quais deve escolher uma e passar as restantes para o próximo jogador, até que cada um tenha escolhido as 9 para compor sua mão. O nível avançado introduz os 20 tipos de cartas restantes, com poderes avançadas e mantem-se o sistema de construção da mão. Embora simples, isso permite níveis diferentes de estratégia, como em 7 Wonders, em que o jogador não precisa apenas saber que cartas serão melhores para o começo e/ou final do jogo, mas precisa também decidir que carta deve escolher por ser boa para ele, ou melhor ainda para o adversário.

Passada essa preparação inicial, a segunda fase, ou Torneio, é o jogo propriamente dito. O tabuleiro central circular é dividido em quatro cores, as quatro estações do ano, e para cada uma delas, existe um conjunto de dados da mesma cor (número de jogadores mais um), que deverão ser rolados no início de cada rodada e que determinarão as ações de cada jogador.

Cada um escolhe o dado que lhe convier, a partir do jogador inicial, e deve executar as suas ações, que podem ser: ganhar tokens de energia (água, ar, fogo e terra), ganhar cristais (pontos de vitória), aumentar seu nível de invocação (quantas cartas pode ter a sua frente), comprar cartas e transmutar energia em cristais. Além das ações do dado, o jogador pode baixar quantas cartas quiser e puder, sempre respeitando o limite de invocações e pagando seu preço, e ativar as cartas que lhe for conveniente usando seus poderes. O jogador ainda dispões de quatro tipos de ação bônus, que lhe serão descontadas apenas no final do jogo pagando cristais, e que podem auxiliar e muito suas jogadas.  



Dentre todas as opções, o jogador deve se preocupar em transmutar energia ao melhor custo possível, pois elas garantirão boa parte dos pontos de vitória, e, baixar cartas, o máximo que puder. Por quê? Os tokens de energia mudam de valor a cada estação, a água, por exemplo, é muito comum de se encontrar no inverno, mas impossível no outono, o que torna seu preço baixo na primeira e caro na última. Saber aproveitar esses momentos é uma ação fundamental. Além disso, existem cartas que incrementam o valor dessas vendas, use e abuse delas! Quanto as cartas, além dos benefícios que geram, também valem pontos de vitória no final do jogo, representando mais da metade da pontuação final, o que pode gerar um dilema durante o jogo: baixar uma carta muito boa ou apenas baixar muitas cartas? Como penalidade, cartas que ficam na mão custam cinco cristais no final. São questões que cada jogador deve tomar a cada partida.

O avanço do tempo é determinado pelo dado não escolhido pelos jogadores, sempre sobrará um. Eles determinam quanto o contador de tempo deve avançar (de 1 a 3 casas) e girar a roda do tempo. Quando o contador passa um ano, os jogadores devem pegar o próximo deck de três cartas que reservou no início do jogo, e adicioná-lo a sua mão. Ao final dos três anos, o jogo termina imediatamente e veremos quem será o vencedor. 

                    

   ***

O que Dixit, Fábula e Seasons tem em comum? Régis Bonnessée, fundador da Libellud, empresa de jogos francesa, autor de Seasons, e co-autor nos outros títulos. Curioso observar como cada um desses três jogos, apesar de terem sido desenhados por três (excelentes) artistas diferentes, parecem ter uma unidade visual. Esse estilo é dado, sem dúvida, pela mão do dono, pois a Libellud é uma empresa pequena, cuidada de muito perto por Bonnessée, jovem que já mostra grande competência. E, talvez, venha daí a brincadeira entre Dixit e Seasons, pois o segundo tem sua história no reino de Xidit (anagrama de Dixit), e acaba sendo um toque de curiosidade para os fãs desses títulos.

Seasons, por sua vez, é mais complexo que os anteriores, embora ainda seja um jogo leve familiar. Suas ações são calcadas basicamente em duas mecânicas: rolagem de dados e cartas, mas muito bem equilibradas, trazendo um novo ar a esse tipo de jogo. Agrada a vários tipos de público, do iniciante ao mais experiente, a criança e o adulto, o lúdico e o racional. Embora suas cartas possuam texto, o que pode ser uma pequena barreira idiomática, eles são de conteúdo simples e de fácil compreensão. Boa pedida da safra Essen’12, to tipo que agrada aos olhos e ao coração.

Aguardem para este ano ainda, a primeira expansão do jogo, trazendo novos tipos de cartas e tokens.

Informações adicionais:
2 a 4 jogadores
Acima de 14 anos
Tempo médio: 60 min
Valor médio: U$ 35
Publisher: Asmodee, Libellud


 [Resenha publicada originalmente na Ludo Brasil Magazine nº 25]

26 de fev. de 2013

23º, 24º e 25º Arariboards

Fevereiro, mês de samba e carnaval, mas em Nikity também rolou jogatina.

  23º Arariboard (03/02/13)                                                                                                                     

Abrindo o mês, tivemos a volta do que não foi, Eduardo, mais exporádico do que nunca. Bem-vindo de volta, Edu! E a visita do André, do Rio, além dos já tradicionais Fabrício, Brito, Graça e eu. 

Começamos com uma partida leve, mas nem por isso menos tensa, de Dixit, jogo que vem pondo a prova a sanidade dos gamers mais estratégicos (vocês precisam relaxar pra jogar isso!).



Fab está se consolidando como campeão dos coelhinhos, enquanto o restante da galera come poeira!

Colocação:
Fab 31 pontos
Andre 27 pontos
Draça e Rê 21 pontos
Brito 20 pontos
Edu 11 pontos

Tive que abandonar a trupe cedo, mas eles continuaram com Small World, com o tabuleiro diferente, modular, do Realms para cinco jogadores, que consumiu um bom tempo de setup.  

Colocação:
Eduardo: 53 pontos
Graça: 52 pontos
André: 51 pontos
Brito: 51 pontos
Fabrício: 46 pontos
Márcio: 42 pontos


  24º Arariboard (17/02/13)                                                                                                                     

Pausa pro carnaval, porque ninguém é de ferro e também quero sambar, o último sábado foi ainda com reflexo de feriado. Na casa, apenas eu e Fab, e aproveitamos pra apresentar jogos um para o outro.

Começamos com minha última aquisição, lançamento lindinho da última Essen, Seasons!

Durante 12 estações, os magos competem para ser o Grande Mago de Xidit. Devem conseguir energias e converter em cristais que serão os pontos de vitória. O jogo usa dados temáticos para determinar as ações de cada jogador, que podem ainda, usar cartas especiais para aprimorar sua jogada.

E são as cartas que mudam tudo. Fab saiu na frente me fazendo comer cristais mágicos por quase todo o jogo. Penei pra conseguir baixar minhas cartas, mas quando o fiz, foi o meu melhor combo: desconto para baixar cartas e ainda ganhava tokens de energia ao fazê-lo. Com isso, consegui um bom estoque de energia, que depois pude transmutar com valor superior graças a duas outras cartinhas mágicas. 
Assim, consegui recuperar as léguas de distância que o Fab já havia conseguido impor. Mas ele também tinha seus truques na manga. Com duas cartas ele matou o jogo, numa contagem ponto a ponto emocionante. A primeira foi um golpe de sorte, conseguiu baixar DE GRAÇA a carta que concede 30 cristais  e no final, sua última cartada foram mais 20 cristais por ter uma carta a mais do que eu. 


Ótima partida, jogo bem recebido e espero vê-lo em breve em outra joga do Arari.


Colocação:
Fabrício 226 pontos
Renata 212 pontos



Em seguida, foi a vez do Fab me apresentar o Pandemic. Foi uma grata surpresa, apesar de ficar tensa do início ao fim, gostei do bichinho.

A primeira partida parecia correr normalmente, com as doenças se proliferando em todos os continentes, mas eu e Fab divididos conseguindo contê-las. Chegamos a curar 3 das 4 doenças! O jogo parecia sob controle, mas não contávamos com 2 epidemias quase seguidas que dispararam uma série de outbreaks que nos fizeram perder a partida. :(


1a. partida: epidemias em todo o mundo.

Como tinha sido relativamente rápida, uns 40 minutos, pedi pra jogarmos outra. Esse jogo é daqueles que você, mesmo tomando porrada direto, quer voltar e apanhar de novo! Toda confiante, já entendendo como funciona, e SE ACHANDO pronta pra vencer, partimos!

Impressionante como foi uma partida completamente diferente da primeira. As doenças pareciam se concentrar apenas na Europa com surtos na Ásia. Tentamos nos dividir como antes, mas foi em vão. Precisamos correr os dois para a Europa, pois Paris parecia reviver seus tempos de peste e espalhando virus para todos os cantos do continente! Numa sucessão SURREAL, conseguimos bater o recorde de desparar 10 outbreaks, não curamos nenhuma doença e tudo isso em apenas 20 minutos de jogo!

2a e mais terrível partida: destruídos pela Europa x__X"
Incrível! Acho que esse foi um dos poucos jogos que me motivou tanto por perder! Apesar de ter um design bem simples e pouco atrativo, sua inteligência artificial funciona de maneira exemplar, dando uma grande rejogabilidade e um desafio constante aos jogadores.




  25º Arariboard (24/02/13)                                                                                                                     

Dia histórico no Arariboard pra fecharmos o mês bonito! Na primeira parte da tarde, Fabrício comandou a galera (Márcio, Michael, Nandes e Letícia - convidados especiais) na batalha dos monstros japoneses.

Foram duas partidas de King of Tokyo: na primeira, Márcio garantiu a vitória após morrer e dar a luz a um bebê que veio vingar a morte do pai! Com a proeza de vencer com 0 pontos!
Na segunda, Nandes comandou seu monstro à vitória, mostrando que convidado especial também tem vez e faz bonito!

Letícia e Nandes, o rei de Tóquio.

Cheguei a tempo de ver essa vitória e dividimos as mesas. Sim, o Arariboard deixou de ser um grupinho excluido no cantinho do Jambeiro, e agora ocupamos duas mesas! #umdiaagentechegala

Eu puxei uma partida de Seasons com Mike e Nandes. Letícia preferiu acompanhar só, enquanto Fab e Márcio jogavam Lost Cities.

Os meninos pegaram rápido o jeito do jogo, e Nandes começou invocando várias cartas especiais. Mike sofreu no início sem conseguir aumentar seu poder de invocação, enquanto eu estava conseguindo manter um bom equilíbrio. No meio da partida, consegui finalmente fazer uma boa jogada e pontuar 36 cristais, mas minha alegria não durou cinco segundos, pois em seguida, Mike encaixou umas quatro jogadas em sequência, marcando 20 pontos no mínimo em cada uma delas.
O último ano foi bem mais disputado, e nesse ponto, a experiência de já ter jogado fez uma pouco de diferença. Nandes visivelmente ia fazer uma bela jogada final que me jogaria pra última colocação, então, usei a carta da bota pra avançar o contador de tempo e terminar o jogo uma rodada antes.

Na contagem final, Mike disparou no contador, tentei persegui-lo, mas não deu. E aquela rodada que pulamos fez mesmo diferença pro Nandes. Mas ambos estão de parabéns, jogaram bem a beça.

Colocação:
Michael 185 pontos
Renata 175 pontos
Nandes 122 pontos




Arnie chegou logo que começamos, e juntou-se ao meninos revesando Lost Cities.

Nas duas primeiras, Fab duelou com Márcio na busca pelos tesouros e levou a melhor. Na última, Márcio e Arnaldo travaram o combate, com vitória pro primeiro.

Placar:
Fab 2 vitórias
Márcio 1 vitória
Arnie 0 vitória

Quando terminamos nossa mesa, os meninos começavam uma partida do jogo mais viciante do momento, o super temático deck building Star Trek DKB, que se tornou uma obsessão pra esses três ultimamente. Nós os deixamos imersos no espaço sideral (porque tinha que ir assistir ao Oscar, claro!).

Capitão Fabrício, Comandante Márcio e Doutor Arnaldo. 

Eu sabia que não iam se contentar com uma partidinha apenas, e realmente, encararam duas disputas no melhor estilo treker. Marcinho levou as duas! [espero que não tenham colocado vcs pra fora a vassouradas].


Excelente mês de jogas, com visitas importantes, retorno do Edu e do Mike, o grupo aumentando com novos membros Márcio e Arnanldo, e sempre com visitas ilustras. Continuemos assim e que venha Março!
Inté. ;)