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18 de out. de 2011

Jogatina de Sábado - o "Drama" das Cadeiras

Como já vem se tornando comum nas últimas semanas, o pessoal tem marcado quase sempre uma joga aos sábados, nos intervalos dos eventos mensais (Torre e Castelo). Essa semana foi na casa da Lu, que quase entrou em desespero ao ver que a lista de convidados crescia a olhos vistos, tomando as proporções de evento mesmo. O grande temor era não poder comportar tantos jogadores em sua casa. Mas o drama não foi justificado, pois conseguimos colocar um sistema de horário para coordenar as mesas, praticamente uma dança das cadeiras e assim, ninguém ficou sem banquinho. Na próxima, vou pedir pra cantarem: "A Lu avisou, você se atrasou, pegue o seu banquinho e saia de mansinho!" (livre adaptação).


Mas vamos voltar ao que interessa. A galera fiel, como sempre, chegou cedo e já caiu dentro das setes maravilhas.

7 WONDERS
2 a 7 jogadores / +10 / 30 min

Estavam na mesa Daniel Balard com o Colosso de Rodes, seu amigo Victor "Squit" com a Grande Pirâmide de Gizé, Eduardo com a estátua de Zeus em Olimpia, Leandro com o Mausoléu de Halicarnasso, Gian com o Farol de Alexandria e Luciana com os Jardins da Babilônia.


Daniel venceu com uma ótima pontuação este jogo que acaba de vencer em 5 categorias o Prêmio JoTa (principal prêmio brasileiro do ramo).
Colocação:
Daniel 63 pontos
Victor Squit 58 pontos
           Eduardo  46 pontos
           Leandro 41 pontos
           Gian  41 pontos
           Luciana 18 pontos

WINNER'S CIRCLE
2 a 6 jogadores / +10 / 60 min
Em seguida, investiram seus suados dinheiros nos rebeldes cavalos do Jóquei. Daniel fechou dobradinha de vitória com um corpo de vantagem sobre Leandro, que ficou a uma cabeça de vantagem sobre Victor. Na último pelotão estavam Luciana e Gian.
Colocação:
Daniel $2500
Leandro $1500
           Victor $1150
           Luciana $650
           Gian $400

OS COLONIZADORES DE CATAN
3 a 4 jogadores / +10 / 60 min

Depois de meses de desaparecimento, e uma bela de uma intimação judicial, Fabi resolveu aparecer para rever os amigos, e terminar de viciar seu irmão Vinícius nos jogos de tabuleiro. ( O menino sofreu lavagem cerebral por uma semana e vai voltar pra Minas falando um monte de nomes esquisitos como Catan, Carcassone, Dixit... para estranheza dos amigos.) Peter também chegou pra fechar a mesa na disputa e conquista da supremacia na ilha de Catan.

Colocação:
1º: Peter
Fabiana
           Vinícius

COLONIA– 1322 A.D.

3 a 6 jogadores / +12 / 120 min

Quando cheguei, Leandro ensinava Colonia para um grupo, e Lu ensinava Golden City para o outro. Acabaram me arrastando para este último.
Tive a impressão de que a explicação do Colonia estava bem mais longa do que o normal, e o jogo com cinco pessoas também, mas menos do que eu imaginava que fosse.  A disputa foi acirrada entre os convidados Edu e Victor, mas este levou a melhor. Daniel que parecia ir bem, acabou em terceiro, Gian, show de bola, ficou em penúltimo, e o dono do jogo (que ultimamente fica mais pentelhando as mesas alheias do que prestando atenção à sua) ficou em último.

Tabuleiro no final do jogo. (foto by Victor Cardoso)
Edu e Leandro, caras de decepção com os resultados.  (foto by Victor Cardoso)
Colocação:
Victor 11 pontos
Edu 10 pontos
           Daniel 10 pontos
           Gian 8 pontos
           Leandro 6 pontos


THE GOLDEN CITY
3 a 4 jogadores / +10 / 60 min

De longe os aventureiros chegaram à ilha com a cidade dourada no seu centro. Recém-chegados abriram a primeira loja diretamente na costa. Já é possível abrir outras em aldeias ao longo das ligações de ruas. Vale a pena, pois através delas você terá bens, chaves, dinheiro e concessões que você precisará para ficar à frente. E, finalmente, o primeiro é capaz de estabelecer-se na Cidade de Ouro e obtendo, assim, os mais preciosos contratos de comércio.


Lu, Fabi, Vinícius e Peter estavam prestes a começar o jogo, e como o Vinícius é novo no ramo, acabei entrando pra fazer setup e assessorá-lo, só pra não ficar de bobeira durante uma hora. Jogo interessante de colocação de casas e recolher cartas com benefícios para ganhar pontos de vitória. Como muitos jogos, também tem cartas especiais de objetivos (como Strasboug, Ticket to Ride, entre tantos outros), e elas sempre valem a pena. Outra estratégia importante é dominar dois terrenos cortados por um rio, e tentar ter o maior tipo possível de especiarias. São importantes pontos que se acumulam rodada a rodada que podem fazer diferença no final, e não apenas os pontos do centro da cidade. Fiquei na vontade de jogá-lo mais um vez, mas desta vez valendo ^-^.


Tabuleiro e componentes. (BGG)
Fabi surpreendeu com uma ótima pontuação, deixando Vinícius para trás com a segunda. Mas esse menino tem futuro, bom raciocínio e capacidade de se adaptar as situações mesmo quando saem da sua estratégia inicial. Peter e Lu vieram em seguida na colocação.

Colocação:
Fabiana 85 pontos
Vinícius 66 pontos
           Peter 60 pontos
           Luciana 56 pontos


DIXIT
3 a 6 jogadores / +8 / 30 min

A pedido da própria Lu, levei mais uma vez o Dixit. Estava sentindo que rolava um temor psicológico ali. Mas entre o temor e a psicóloga, ficamos foi com as risadas mesmo. Leandro veio pentelhar e cobrar a patente das suas frases de efeito, dando trela pro Peter abrir outra rodada com o nome dele, mas não teve o mesmo efeito que da semana passada. Depois da rodada besteirol, ele sacou "Todo homem tem por natureza a busca pelo saber." Nada como um pouco de filosofia para criar um caos na mente dos adversários. Luciana se desesperava por não poder ganhar o jogo na base da argumentação (recurso que ela utiliza muito nos outros até nos ganhar pelo cansaço), Fabi estava numa serenidade ímpar, os ventos de Niterói estão fazendo bem a ela. Vinicius era o atrapalhado em pessoa até sair com essa: "Justiça". A carta era a mais óbvia, a da balança, mas o inusitado foi a explicação dele no final: "Achei que só fã de Disney ia entender."

Usamos mais uma vez a variante que permite ao Narrador também participar. Muito boa, sempre arranca risos, principalmente quando de aleatória a carta nada tem.
Pra variar, nesse jogo fiquei em último, e Fabi fez dobradinha de vitória. ;)

Colocação:
Fabiana 33 pontos
Peter 24 pontos
           Luciana 18 pontos
           Vinícius 18 pontos
           Renata 17 pontos



POWER GRID: FACTORY MANAGER
2 a 5 jogadores / +12 / 60 min

Cada jogador tem uma fábrica e deve ganhar o máximo dinheiro possível durante o jogo. Para ser bem sucedido, o jogador deve usar seus trabalhadores para comprar as melhores máquinas e robôs no mercado e usá-los da melhor maneira possível na fábrica. Por causa do valor crescente do custo de energia, o jogador deve cuidadosamente administrar o consumo de sua fábrica e evitar usar somente as máquinas com consumo elevado, ou verá seus lucros repentinamente sumirem!


Com o término dos dois jogos, Peter, Fabi e Vinícius foram embora, Tati chegou e redividimos as mesas, o que foi uma tarefa bem dificil. Não consegui impor meu desejo de jogar Discworld porque tinham duas viciadas em Power Grid (Lu e Tati) querendo conhecer o Factory Manager. Antes de mais nada, o que mais foi dito na sala: "não tem nada a ver com o PG! Usaram apenas o nome para lincar os jogos, mas é totalmente diferente." Mesmo assim elas resolveram encarar, junto com o Leandro, e deve ter sido bem "funde cuca" porque terminaram a partida cansados. Vitória da Tati com uma leve vantagem sobre Leandro e Lu que ficaram mais próximos.

Componentes. (BGG)
Colocação:
Tati 220 pontos
Leandro 211 pontos
           Luciana 209 pontos


KARNAXIS
1 a 6 jogadores / +12 / 60 min

Um jogo da vida com muita estratégia, cujo objetivo é se tornar o mais bem sucedido financeiramente. Candidate-se a empregos, entre para a faculdade, abra uma empresa, administre as ações da bolsa, pense no seu futuro com a aposentadoria, mas cuidado com os eventos e infortúnios que a vida pode apresentar.



Eu fui abduzida, sem mais chances de escolha pra mesa do Karnaxis, que tem um nome super atrativo (me remeteu ao Templo de Karnak, mas não tem nada a ver), um visual que deixa MUITO a desejar e ainda me descreveram como "é um jogo da vida, você vai gostar!"        Pausa.     Primeiro que qualquer coisa, em qualquer contexto que alguém fale que eu vou ou não gostar, já fico com o pé atrás. É como quando dizem: "é a sua cara", e você acha horrível, então conclui que tem uma cara horrível. Mas enfim, já que eu não tinha escolha, não julguemos o livro pela capa e vejamos a que veio esse tal de Karnaxis.

Foi então, que diante do meu olhar torto, o Gian contou a história do jogo. Ele não é muito conhecido, nem muito prestigiado, e o Fel o encontrou em uma de suas buscas por jogos alternativos (bons jogos que não ganham fama mas que merecem mesa):

"Eu o achei por acaso em uma dessas fuçadas, com uma propaganda do tipo "Game of Life done right." E vi mecânicas que me interessavam bastante como gerenciamento de recursos, objetivos assimétricos, stock market." (Fel Barros)

Ao entrar em contato com o designer do jogo, descobriu que era o primeiro brasileiro a se interessar em adquiri-lo, e acabou trazendo 3 unidades pro Brasil. A primeira partida do jogo em terras tpiniquins se deu com os distintos Fel, Gian, Lu e Tony. E se não estivermos errados nas contas, a desse último sábado foi a terceira. Fica a dica de que sempre vale a pena garimpar novos nichos e descobrir novos autores.

Detalhe superior do tabuleiro com as ações, cartas de eventos (ruins) e karnaxis (boas). (BGG)
Mas voltemos a esta partida. No início, você precisa escolher um personagem que definirá seus quatro atributos iniciais, poderá ou não te dar um poder legal e ainda te dará seu objetivo de jogo. O meu personagem me dava $10.000 de desconto nos impostos, o que se revelou ser uma maravilha. Meu objetivo era ser o Coletor de Impostos e jamais, em tempo algum, pegar empréstimo com o banco. Fica difícil definir qual personagem escolher quando não se conhece o jogo ainda, mas resolvi investir nesse.
O jogo se passa em 12 turnos / anos de vida, e logo de cara todo mundo pegou empréstimo! Entrei em pânico! Se já começava assim, como é que eu ia sobreviver? O jeito era pegar um trabalho, mesmo que fuleiro, pra pagar as contas. Gian pegou o "Coletor de Extrume" e eu fui de "Zelador". Vários trocadilhos, inclusive da outra mesa de ouvido na nossa, pra sacanear-nos. Receber salário é bom, mas achei que me prendia muito, pois você gasta uma ação pra manter o emprego. Abdiquei de ser zeladora e fui ter meu próprio negócio (que não lembro qual era, era bem meia-boca, mas fiz uma propaganda pra melhorá-lo um pouquinho). Gian acabou pegando meu trabalho, todo feliz que tinha subido na carreira (mais piadas). E eu atacando o seguro desemprego! Do outro lado do escalão social, Daniel se encaminhava para a medicina, e Edu era policial/mecânico (?). Muito evoluido os dois.

Daniel, Edu (costas), Renata e Gian tentando se dar bem na vida. (foto by Lu Azevedo)


Depois de um tempo começamos todos a investir na bolsa de valores, que a cada ano deve ter seus valores atualizados pelos dados (-2, -1, +1, +2). Minha mão santa só dava número negativo. Só pro Daniel saia positivo. Fali a empresa do Gian umas três vezes, coitado, e a do Edu também. Mas quando as ações pretas estavam em alta, todos se aproveitaram pra fazer um dinheirinho. Como nem só de presente se vive, investi nos três últimos turnos na aposentadoria, mas devia tê-lo feito antes, pois o retorno é muito bom.
 
Renata e seus dados amaldiçoados! (foto by Lu Azevedo)

Contagem final da bufunfa, Gian sempre faz aquele charminho de deixar o valor dele por último, mas não teve vez, meu combo de personagem com Coletor de Impostos me fez deixar de gastar muito dinheiro. Os meninos ganhavam muito e devolviam metade em impostos. E o resultado nem eu esperava.

Colocação:
Renata $704
Gian $664
           Dani $594
           Edu $496

BOHNANZA
2 a 7 jogadores / +8 / 45 min

Com a noite já alta, Leandro partiu e Tati pediu pra jogarmos Bohnanza de despedida. Pelo visto ela queria a revanche pelo Peter ter ganhado por 1 ponto na última vez. Simbora pra mesa de feijões, só o Edu não conhecia ainda, e, ô jogador dificil! Só faltou o Marcos Felipe ali pra azucrinar também. Ele criou uma nova categoria de negociações, "aceito seu feijão e em troca te dou um abraço!" Ninguém merece ¬¬"

Mas foi de abraço em abraço que ele conseguiu sua vitória, entre outras lambanças do Gian que liberava as cartas e depois via que tinha feito péssimo negócio, tsc tsc.

Colocação:
Edu 15 pontos
Gian 13 pontos
           Renata 12 pontos
           Tati 12 pontos
           Luciana 10 pontos



AFLUENTES
2 a 4 jogadores / +12 / 20 min

Um filete de água brota do subterrâneo e inicia seu caminho até o mar. Em Afluentes, os jogadores criam cursos d’água, ­enfrentando os problemas causados pela ação nociva e irresponsável das cartas dos adversários. Quem fizer mais pontos com águas limpas, livres de problemas ambientais, e afluentes vence o jogo.


Todos já tinham partido e como estava muito tarde e chovendo, acabei ficando na casa da Lu mesmo, pra voltar pra Nikity de manhã. Duas viciadas de bobeira não vão dormir a uma da manhã, então, a Lu topou meu convite de conhecer o Afluentes, jogo de cartas do amigo Luish Coelho de BH que está entrando no mercado internacional agora com o Recicle. Tinha comprado o jogo em março, minha caixinha numerada e autografada, mas ainda não tinha conseguido jogá-lo. Essa era a chance. Lemos as regras, um pouco grande, pois se repete algumas vezes, mas deu pra enteder bem, somente algumas dúvidas surgiram ao longo do jogo mas recorremos a elas novamente e beleza.

No Afluentes, nós temos um set de cartas com lençóis freáticos, nascentes, rios e mares, cartas que poluem ou causam destruição e as cartas que resolvem esses problemas. Temos que tentar fazer a maior quantidade de pontos criando as cadeias do lençol ao mar, e atrapalhar a evolução do adversário. Depois concluimos que esse é um jogo MUITO cruel, os males que o ser humano causa ao meio ambiente são tão desastrosos que corrigi-los torna-se muito dificil. É claro que essas reflexões não vieram as 2:30 da madrugada, mas deu pra sentir na pele o que é ser um rio poluido.

Parabéns ao Luish pela criação e pelo toque de consciência e sucesso com seus projetos!

Colocação:
Luciana 29 pontos
Renata 24 pontos

Fim de noite, era inicio de horário de verão e vimos que tinhamos perdido mais uma hora de sono, mas o dia tinha valido a pena, apesar da chuvinha chata que está teimando em cair aqui no Rio. 
Até a próxima dança das cadeiras! ;) 
Inté!

3 de out. de 2011

Jogatina “humilde”

No último sábado, nos reunimos na casa do Gian, a convite dele. Eu talvez só chegasse a noite, mas consegui chegar as 16h e curtir o dia com o pessoal.
Era, sem dúvida, a tarde dos chocólatras. Cada um tratou de levar um bom suprimento para abastecer o encontro e depois cair na jogatina.


MANSION OF MADNESS
2 a 5 jogadores / +13 / 120 min

“É um jogo macabro de horror, insanidade e mistério. Cada jogo ocorre dentro de uma história pré-concebida, que fornece aos jogadores um mapa único, mas várias combinações de tramas. Isso afeta os monstros que os pesquisadores podem se defrontar e as pistas que eles precisam encontrar. O guardião controla os monstros e outros poderes malignos dentro da história. Os investigadores vão à procura de respostas, enquanto lutam para sobreviver com suas mentes intactas.”

Quando cheguei, já rolava uma mesa de Mansion of Madness desde as 13 horas com os investigadores Gian, Peter, Groo e Luciana, tendo Daniel no papel de Guardião. Eles lutaram bravamente contra os monstros, contra armas que falhavam, contra a insanidade, a cegueira, entre outros tantos males dentro da sinistra Casa da Loucura. Foram quatro horas de batalha pela vida, mas seus esforços foram em vão, sucumbiram com a pobre Mary sobre os ombros (Who is Mary???) diante do horror provocado por Daniel.

Peter, se armando de coragem pra entrar na sala do monstrão.


Lu, depois de matar o monstrengo com um "peteleco", o devora!
Lu, Gian, Peter, Victor (substituindo o Groo) e Daniel.

IN THE YEAR OF THE DRAGON
2 a 5 jogadores / +12 / 75 min

Durante o ano do Dragão, você tem que estar preparado para construir seu pequeno império, desenvolvendo seus palácios, contratando trabalhores. Mas precisa protege-los da fome e da peste, ter um bom suprimento de fogos de artifício, um exército competente, e claro, dinheiro. Durante doze eventos ao longo do ano, seu planejamento será posto a prova, e aquele que tiver mais pontos de vitória vence.

Na outra mesa, Victor, Warny, Tati e eu encarávamos a fome, a peste e mais um punhado de mazelas no In the Year of the Dragon, do mesmo autor de Macao, Stefan Feld.

Como sempre, a rivalidade entre as lendas acaba gerando dois jogos em paralelo. Mas acho que dessa vez, nem Warny esperava pela distância que o Victor tomou logo no primeiro turno. Distância essa que só aumentou durante o jogo. Só na metade, Warny conseguiu começar a diminuí-la, mas ainda assim era muita. Eu e Tati disputávamos o honroso 3º lugar, que ficou com ela mesma por ter mais experiência no jogo.

Victor (vermelho) disparado na nossa frente (o montinho aglomerado no canto inferior esquerdo).



Tati analisando as opções.

Pra uma primeira partida, me senti bem deslocada, não é um jogo que se consiga localizar de primeira, precisa-se de mais experiência. Mas ele não me fisgou a ponto de querer tomar logo mais uma partida.
Colocação:
Victor 122 pontos
Warny 108 pontos
Tati 89 pontos
           Rê 83 pontos


THE SCEPTER OF ZAVANDOR
2 a 6 jogadores / +10 / 90 min

“Um jogo sobre poder e magia. Os jogadores representam jovens magos que aprendem e desenvolvem seu nível de magia, ostentando a poderosa posição de Arquimago. Para aumentar seu poder e influência, deve-se encantar gemas e pesquisar por conhecimento. O leilão permite a compra de artefatos mágicos e guardiões. Os pontos de vitória são adquiridos através de gemas ativadas, conhecimento, artefatos e guardiões.”


Com o término dos dois jogos, trocamos de lugar pra começar mais algumas partidas.
Victor puxou aquele que lhe rendeu a alcunha de Zavandor, com Leandro, Lu e Tati.
Achei que a temática de magia fosse me interessar, mas o design e o sistema de leilões me desmotivaram. Os quatro foram em buscas das gemas e "liberando expressões" que a audiência deste blog não me permite repetir.
A partida foi longuíssima, e terminou com a vitória já esperada do dono do jogo.

Lu, Victor e Tati no Zavandor.
"Ela (Luciana) estava em último disparado e queria acabar com o jogo, pois estava achando chato.
Eu
(Leandro) apenas a alertei que fazer isto seria entregar a vitória nas mãos de Victor "o vilipendiador" e que a Tati ainda tinha chances de vitória.  E, só para constar, eu não tinha chances de ganhar o jogo " (depoimento de Lelê sobre as reclamações de Luciana diante de sua derrota).

Lele e Lulu, eles se amam XD

 Colocação:
Victor 60 pontos
Leandro 52 pontos
Tati 48 pontos
           Lu 40 pontos

Enquanto isso, a outra mesa ganhou três jogos.


WINNER'S CIRCLE
2 a 6 jogadores / +10 / 60 min

Começamos com Winner's Circle, do Knizia. Acho que a maioria já conhecia, eu só tinha visto por foto mesmo. A mecânica é extremamente simples, num sistema de 4 apostas fechadas em oito cavalos. Serão realizadas 3 corridas, aquele que conseguir mais dinheiro vence.

Fiz a primeira corrida tranqüila, sem me preocupar muito. Os meninos (Warny, Groo, Peter, Gian e Dani) pareciam saber o que estavam fazendo, enquanto eu ia só no instinto. E me dei bem! Fechei a primeira rodada com um pouquinho de vantagem em relação ao Warny. 


 Abrimos as apostas para a segunda corrida, e o coro "cabeça de cavalo" continuava correndo solto! O coitado do cavalo preto (número 7) sempre em último e desprezado não cruzou a linha, mas a rodada fechou, e eu estava novamente na frente! O que fora uma sorte de principiante no começo, começou a preocupar os cuecas da mesa, e todos se voltaram contra mim! Que covardia!!!! 

Prontos pra largada!
Fomos para o tudo ou nada da terceira rodada, ou eu seguia o fluxo com o pessoal e torcia pra ter uma leve vantagem, ou arriscava tudo numa aposta maluca e garantia uma bela vitória. Contrariando meus instintos de taurina, eu parti pra aposta maluca. Não tinha como disfarçar a estratégia, porque era uma chance muito pequena, e advinha quem tinha sido minha escolha pra algoz salvador? O cavalo preto... oras, era a chance de fazê-lo brilhar e se redimir. Não rolou, os meninos me massacraram! Eram cinco contra uma, e do primeiro, acabei indo pro último lugar...
Colocação:
Warny $2500
Gian $2150
Peter $2000
           Daniel $1600
           Groo $1400
           Rê $1100


DIXIT
3 a 6 jogadores / +8 / 30 min

Diante de várias belas imagens, um jogador será o “narrador”, aquele que dirá em voz alta o que a carta escolhida por ele significa. Os demais jogadores deverão escolher, da sua mão, uma carta que se assemelhe a descrita pelo narrador. Todas serão embaralhadas, e todos devem tentar adivinhar qual era a carta original.
                                       
Uma partida rápida antes do Peter partir, e puxamos o Dixit. Jogo rápido, simples e muito bonito, que tem a capacidade de me dar calafrios na barriga e suar frio, pois é quando você precisa colocar sua imaginação em prática que é mais exigido.

Mergulhando de cabeça na linda arte de Marie Cardouat, "A correria do tempo hoje será a correria do tempo amanhã?", "Todos os caminhos levam a Escher", "Van Gogh", "Star Wars", "A Insustentável leveza do ser" eram os temas sacados das cartas. E quanto mais poéticos eram seus narradores, mais non sense eram suas cartas. Alias, acho que o melhor do Dixit são as discussões que sucedem depois da revelação da carta do narrador, sempre dá barraco! XD

Mas a partida foi super rápida, nem chegando a completar duas voltas na mesa, e a colocação dos coelhinhos coloridos ficou assim:
1º Warny Verde
2º Gian Vermelho
3º Rê Amarelo
           4º Peter Azul/Groo Rosa
          5º Dani Branco (pra combinar com a cadeira de poderoso chefão que ele tomou conta e foi até o final  da noite).

Dani na sua poltrona de Poderoso Chefão.

 
BOHNANZA
2 a 7 jogadores / +8 / 45 min

Somos plantadores de feijões, de todos os tipos. Mas somente podemos plantar dois tipos por vez e depois vendê-los. Para facilitar as plantações o jogo possibilita uma extensa negociação entre todos os jogadores. Ganha aquele que terminar com mais moedas.

Nada do Zavandor terminar, então montamos uma mesa de Bohnanza, pra estrear o jogo da Lu sem ela presente (:P).
Engraçado ver como cada um tem um tipo de jogo em que se encaixa, e ver o Warny, uma das lendas assumidas dos tabuleiros, perdido com os feijões deu um lampejo de que pobres mortais possam ter seus dias de glória! (^_^)

Foi um Bohnanza atípico, com todos os fazendeiros muito bonzinhos, mais doando do que negociando suas safras e sementes. Completamente diferente da experiência anterior em que até as mães foram postas em negociação. (O.o")

Mesa atípica de Bohnanza, com Groo, Warny e Gian, fazendeiros bonzinhos.
  Jogo tranqüilo, muitos pontos distribuídos. Resultado final ficou assim:
Colocação:
Rê 15 pontos
Daniel 14
Gian 12
           Groo 10
           Warny 7


BEER & PRETZELS
2 a 5 jogadores / +6 / 15 min

“Os jogadores lançam "bolachas de chopp" sobre a mesa. Cada bolacha tem pretzels ou canecas de chopp desenhadas. Os pretzels têm com diferentes valores, e as canecas de chopp dobram o seu dinheiro. Os jogadores só recebem o dinheiro indicado em uma bolacha se o desenho da mesma estiver completamente visível no final da rodada. Vence o jogador que tiver mais dinheiro no final do jogo.”

Finalmente terminou a outra mesa, e enquanto Victor guardava os componentes, Leandro rapidamente colocou na roda o Beer & Pretzels, um party game que relembra os brinquedos de quermesse em que temos que atirar fichas num círculo com uma grade servindo de barreira. Ótima oportunidade para descobrir que se é uma pessoa azarada (eu) ou larápia (Lelê), porque só ele pra querer convencer que a "envergadura" está nas regras! (Ele se usou de sua altura para vencer a distância entre a barreira e o círculo da mesa).

Detalhe da mesa (cinza: Victor, verde: Rê, rosa: Ray, azul: Lu, amarelo: Leandro).

Lu com seu objetivo de atrapalhar o Leandro.

Era um show de xingamentos de todos os calibres, e naturalmente, todos os adversários se voltaram contra ele, virou um "Todos contra Leandro".Rayana, que tinha chegado há pouco, não se saiu bem na primeira rodada, mas logo pegou o jeito, e quem estava se dando mau éramos eu e Victor. Nossos tiles só deslizavam para fora da mesa, isso quando não tinha a capacidade de expulsar minhas próprias peças para fora da linha. Cada ponto foi disputado no grito, mas não teve jeito. A "envergadura" falou mais alto.
Colocação:
Leandro 40 pontos
Lu 33 pontos
Ray 28 pontos
           Rê 25 pontos
           Victor 24 pontos

Madrugada já chegando, nos despedimos de Victor e Warny, que tenham uma boa estada "nazoropa" e tragam muitas novidades de Essen para contarmos por aqui.
Era a hora de acabar com os jogos mais barulhentos em respeito a vizinhança, então, Leandro e Lu me chamaram pro Colonia, enquanto Groo, Gian, Daniel e Ray testavam a fúria do Drácula.


COLONIA– 1322 A.D.

3 a 6 jogadores / +12 / 120 min

“Colonia, na Idade Média é a maior cidade do "Sacro Império Romano".
Neste jogo os jogadores são os líderes das principais famílias que ocupam posições influentes no Conselho e controlam a fortuna da cidade.
Um elemento crucial para alcançar esta meta é a poderosa Igreja Católica Romana, como foi o caso freqüentemente naqueles dias. Raras e preciosas relíquias aumentam o prestígio e a influência da Igreja. Os jogadores que puderem obter as relíquias mais valiosas terão as maiores chances de vitória!”

Era a vez de tirar as duas vitórias do Leandro que estavam presas nas gargantas minha e da Lu, de quinta-feira. Colonia não é um jogo difícil, seu design, além de bonito, torna o jogo bastante instintivo se utilizando de dias da semana e da sequência de produção e venda de produtos (colher matéria-prima, transformar em produto manufaturado, exportá-los para as cidades européias e ganhar pontos de prestígio). Seu único ponto negativo, a princípio para mim, é a quebra de rítmo proporcionada pelo setup de cada fase (são 6 ao todo). Mas para um jogo que sobreviveu aos ticos e tecos que já começavam a roncar às 2 da manhã, foi aprovado e merece ser jogado novamente.

**Concurso cultural: Dê uma legenda para esta foto! XD**

Entre uma "gorfada" e outra (fugindo para as montanhas), minha leseira, pernilongos assassinos e a clara tentativa fracassada de Leandro se vingar de mim quanto ao último post deste blog, chegamos ao final do jogo vivos, e ansiosos para a contagem dos pontos de vitória. 

(Isso já está ficando chato ¬¬") Leandro garantiu sua terceira vitória seguida sobre Lu e eu, e nós duas ainda conseguimos empatar! Mas como o jogo prevê "n" formas de desempate (são tantas que assustam), tive que me resignar à última colocação mesmo.
Colocação:
Lelê de Vila Matilde 16 pontos
Lu 15 pontos
Rê 15 pontos

Mas preciso registrar aqui (mais) uma citação desse cidadão invicto, muito bem entoada pela Lu no meio da tarde durante o MoM:

"Tenho varias qualidades, mas uma que realmente me falta é a humildade. Também, pedir humildade para  alguém já com tantas outras qualidades, fica difícil. Humildade pra vocês é fácil, pois tem poucas qualidades!"
(Lelê por Lulu)

A mesa de Fury of Dracula abdicou do término do jogo por conta da hora, sem vencedores.

Tabuleiro do Fury of Dracula.

 E é neste clima de reflexão profuuunda que termino o post de hoje, sem antes deixar de agradecer o convite do Gian. Obrigada a você e a Tati por nos receber, pelo ótimo pão de alho que durou apenas dois minutos de tão bom e até a próxima!

Gian, el anfitrion