5 de ago. de 2012

Spaghetti +20

Este post ficou perdido no tempo, mas não no espaço. Joga semanal com ares de importância mundial, esse Spaghetti aconteceu em plena Rio +20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, quinta, dia 21 de junho. Não vou me alongar muito, até porque já faz tempo, mas achei interessante registrar o dia, em especial porque teve a presença do amigo Motokane que há tempos não via.

SUNRISE CITY
2 a 4 jogadores, +10, 45 min



Começamos com uma partida de Sunrise City, trazido pelo Victor. Jogo de especulação imobiliária, leilões de terrenos, valorização e desvalorização de territórios. Extremamente atual, principalmente no que diz respeito ao cenário carioca. Fácil de aprender e jogar. Bem interessante.

Tabuleiro da cidade  já bem desenvolvida.
Colocação:
Victor 14 estrelas
Renata 13 estrelas
Cláudio 13 estrelas
           Rodrigo 12 estrelas

TIKAL II
2 a 4 jogadores, +12, 90 min

É sempre uma alegria encontrar com o Motokane! E desafiante também: "Rê, me apresenta um jogo bombástico, que me surpreenda!" (momento Ratatouille). Depois de um pouquinho de confabulações diante da estante de jogos, resolvi apresentar Tikal II, figurinha fácil aqui no blog. Eles gostaram (ufa!). Muita responsa isso. ^^

Hebert, o homem mais requisitado da noite, e Moto, o mais empolgado ever, pegaram rápido o espírito do jogo, proporcionando uma learnsession disputada!

Moto e Hebert incorporam os deuses maias para tentarem ganhar o jogo :P

Colocação:
Renata 57 pontos

Hebert 48 pontos
Motokane 33 pontos

Rolou ainda Last Will, Ticket to Ride, Taluva, Samurai e outros.

Destaque para a rota do Guilherme, sem bifuração. Com Guilherme (verde), Rodrigo (amarelo), André (azul) e Edu (preto).


E esse é o grande Peter, um dos ganhadores da promoção do blog do Dia Internacional do Brincar, recebendo seus prêmios lá no Zacks. 

3 de jul. de 2012

Ludo Brasil Magazine nº 17

Este mês a Ludo Brasil Magazine vem com uma resenha especial, pois finalmente conquistamos a capa \o/ com Last Will, um dos melhores jogos da safra Essen 2011! Divirta-se como nunca pode na alta sociedade inglesa!

Esta edição traz ainda Shadows Over Camelot, Aye Dark Overlord, A Cartomante, Jarnac e a grande novidade do mês, a empresa RDG!

A revista está disponível tanto para leitura online, quanto para download, basta possuir o Adobe Acrobat (PDF).


Para ler:

    Para baixar: DOWNLOAD PDF (4Shared)

27 de jun. de 2012

Dragonheart

Dragões, cavaleiros, trolls, anões, princesas e personagens de fantasia outros compõem o mundo de Dragonheart (Coração de Dragão). Dragões estão à procura de tesouros, é claro, mas eles estão sendo perseguidos por caçadores de dragão, e esses são os dois lados que se enfrentam neste jogo.

Objetivo do jogo:
Acumular o maior número de pontos com as cartas conquistadas.




Componentes:
1 manual de regras
1 tabuleiro
1 miniatura plástica de dragão
100 cartas (2 decks)


O Jogo:
Em seu turno, o jogador deve jogar uma ou mais cartas do mesmo tipo no tabuleiro e imediatamente repor o número de cartas na sua mão, tendo sempre um total de cinco cartas, exceto quando estiver de posse do dragão (miniatura) quando poderá manter seis cartas na mão.

Cada carta possui uma ação e conseqüência especial, e são essas ações que permitirão ao jogador conseguir ganhar seus pontos. Analisando o tabuleiro, você poderá entender melhor essa seqüência de ações:



Da direita para a esquerda, o Caçador (arqueiro) coleta as cartas do Dragão, que rouba o Tesouro no penhasco, que também pode ser pego pela Feiticeira (a cavalo). Esta tem de optar pelo tesouro ou pelo Dragão Petrificado. O Troll pega as cartas da Feiticeira, e o Cavaleiro escolhe entre a Feiticeira e o Troll. Os Mineiros “cavam” suas próprias cartas e o Navio recolhe as cartas do Caçador e do Cavaleiro.

Obter o poder do Dragonheart (quando a Feiticeira ganha a carta do Dragão Petrificado) dá ao jogador uma grande vantagem (1 carta adicional na mão e 3 pontos no final do jogo).


Algumas cartas de efeito imediato, outras precisam ser acumuladas, e podem ser feitas em turnos diferentes. A princípio parece muito simples de se traçar uma estratégia, visto que é uma reação em cadeia, mas cada jogador possui um deck de cartas aleatórias, então, ele precisa saber usar a combinação de cartas daquele momento da melhor maneira possível, e é nessa hora que, às vezes, as sorte não contribui.

Os três rounds que definem o tempo da partida ocorrem quando são jogadas as cartas de navio. A cada 3 cartas de navio no tabuleiro, é findo o round. Na terceira vez, o jogo termina. A outra maneira é quando acabam as cartas de um dos jogadores.

Quando usar uma carta de isca? Quando arriscar tudo? Como o jogo é para duas pessoas, torna-se fundamental analisar a forma como o outro jogador se comporta, pois podem acontecer jogadas de blefe. O perfil do oponente e seu modo de agir pode mudar toda a sua própria forma de jogar, definindo uma partida mais agressiva, ou mais rápida.

Considerações:

Dragonheart é uma boa opção de jogo rápido para duas pessoas. Ótimo para passar o tempo, e emendar várias partidas em seqüência.
Embora tenha um fator sorte um pouco alto nas cartas, a experiência pode reverte-la em vantagem para o jogador. Sem dependência de texto e super rápido de se ensinar, torna-se quase intuitivo.

O design é de Rüdiger Dorn (Goa, Cartagena) e a arte fica por conta do excelente Michael Menzel que confere grande valor ao jogo.

Para quem quer conhecer, existem duas versões online para jogar, em turnos ou em tempo real, que recomendo bastante (as partidas giram em torno de 6 minutos).

Informações adicionais:
2 jogadores
Acima de 8 anos
Tempo médio: 20 min
Valor médio: U$20
Publisher: Kosmos e FFG

Online:

BGG

Ilha

 [publicada na Ludo Brasil Magazine nº16.]

19 de jun. de 2012

Torre das Peças de Junho

Voltando com os reports dos encontros cariocas, no começo do mês rolou a Torre das Peças lá no Spoleto. Sabadão tranquilo com a galera fiel. Cheguei para almoçar, e enquanto aguardava a partida marcada, assisti Sunrise City com Victor, Gian e Warny. Jogo interessante de colocação de tiles e apostas para construção imobiliária.

Logo em seguida chegou o convidado do dia, o designer Luish Coelho, autor de Afluentes e Recicle, diretamente de Belo Horizonte para um playtest de seu novo jogo Inconfidentes. Montamos a mesa com Filipe, João, Pedro e eu, enquanto Luish explicava as regras e acompanhava o jogo tirando dúvidas.

 
INCONFIDENTES
 2 a 4 jogadores / +12 / 75 min 

1787, Brasil Colônia, um grupo de revolucionários, chamado Inconfidentes, tenta promover um evento separatista em Minas Gerais. Mas um deles é um traidor. 

Cada jogador é um inconfidente e precisa evoluir na maçonaria e ficar famoso publicando artigos revolucionários enquanto foge dos impostos de Portugal, da polícia que destrói seus artigos, e compete com os outros jogadores.

No início de cada turno, escolhemos os papéis que permitirão a movimentação no tabuleiro e a realização de ações. O tabuleiro modular (que confere alta rejogabilidade) representa a cidade e os locais que os inconfidentes frequentam. A cada turno, uma nova suspeita de traição recai sobre um personagem, tornando mais difícil a sua escolha. Em turnos alternados, existe a cobrança da derrama, e o ouro, já escasso no jogo, vai-se embora mais rapidamente.

Protótipo: tabuleiro central (fotos by João Menezes)


A pontuação é feita com setcolection, é preciso conseguir textos de terceiros e guardá-los no cofre, junto com as medalhas maçônicas. Com um sistema de progressão numérica é feita a contagem de pontos de vitória, que, não por coincidência, tem seu valor máximo em 33 pontos (grau máximo da Maçonaria). 

Protótipo: tabuleiro do jogador (fotos by João Menezes)

Nossa primeira partida estava um pouco truncada ainda, nos acostumando com a habilidade de cada personagem, buscando os textos alheios e sofrendo com a derrama. Usamos pouco o "santo do pau oco", que permite prejudicar o adversário, e a busca por medalhas maçônica também não foi disputada.

Colocação:
João  32 pontos
Renata  26 pontos
Filipe  19 pontos
           Pedro  18 pontos

Terminada a partida, tivemos a oportunidade de avaliar o jogo e analisar os pontos que ainda precisam ser aperfeiçoados. Mas posso adiantar que o novo jogo do fundador da Bico de Lacre é um "euro" histórico de mão cheia. Para quem teve a oportunidade de estudar na terra do pão de queijo como eu, jogá-lo foi uma grande experiência, revivendo cada detalhe da história, da "derrama" ao "santo do pau oco", todos os detalhes foram incluídos no jogo. Um trabalho que dá orgulho de ver e divulgar. Vamos torcer para o jogo ficar pronto até o final do ano para garantir como presente de Natal. ;)


TORRES
2 a 4 jogadores / +12 / 60 min

Torres é um jogo abstrato de administração de recursos e movimentação tática de peças. Os jogadores podem construir castelos e posicionar seus cavaleiros de maneira a atingir a maior pontuação em cada turno


 Em seguida, Filipe foi para outra mesa, e Edu puxou uma de Torres. Joguinho tranquilo e bem interessante que ainda não tinha tido oportunidade de jogar. A cada turno você deve construir novas torres ou aumentar as já existentes, e posicionar seus peões nos melhores locais possíveis. Ao final de cada rodada são computados os pontos. Estes se calculam multiplicando a base do castelo (número de peças que formam a base) vezes a altura da torre que se encontra seu peão.  Além dessa, existem outras pequenas pontuações, e a pontuação especial da rodada para quem consegue acompanhar o Rei.

Tabuleiro ao final do jogo.

Cada jogador ainda possui um deck de cartas especiais muito bom, mas que comecei a usar um pouco tarde demais. A partida foi super disputada entre João e Edu, cabeça a cabeça, mas João conseguiu uma pequena vantagem que garantiu sua segunda vitória do dia.

Colocação:
João 228 pontos
Edu 224 pontos
Pedro 182 pontos
           Renata 170 pontos

SAINT PETERSBURG
2 a 4 jogadores / +10 / 45 min

"Em 16 de maio de 1703, o Czar Pedro, o Grande, fundou a primeira construção. Rapidamente prédios impressionantes são erguidos cada vez maiores e bonitos. Tais construções atraem a glória da aristocracia e pontos de vitória aos jogadores. Todos devem pegar as cartas certas que por vezes estão bem à sua frente."



 E fechando a noite, chamei Shamou pra uma saidera. Sob a supervisão de Victor (nos socorrendo a cada minuto), jogamos uma partida sem compromisso de Saint Petersburg. Fico impressionada com a capacidade que esses meninos tem de conseguir proliferar dinheiro em jogos que pra mim são sempre escassos... Shamou já estava milhardário, e eu contando os trocados a cada rodada. 

Por uma sorte do destino, consegui comprar cartas que me dessem bons pontos de vitória, e foi o que garantiu minha diferença de pontos na rodada final (surpresa total!).



Colocação:
Renata 101
Shamou 97

Rolou ao longo do dia: Egizia, Dungeons & Dragons, Merchants e Marauders, Container, Witch's Brew, Rush & Crush, Lancaster, e muitos outros.

Dungeons & Dragons

Merchants e Marauders

Container

Lancaster

Rush & Crush

Witch's Brew

-=*=-





6 de jun. de 2012

Ludo Brasil Magazine nº 16

Inverno chegando, quem pode se aquecer com uma lareira é sortudo, quem não pode, tenta de tudo, até fogo de dragão (será?). A resenha desbussolada deste mês na Ludo Brasil Magazine é sobre o jogo Dragonheart, card game para duas pessoas rápido e disputado.

Esta edição trás ainda Battletech, 011, Lords Waterdeep, Once Upon a Time e muito mais!

A revista está disponível tanto para leitura online, quanto para download, basta possuir o Adode Acrobat (PDF).


Para ler:



Para baixar:
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4 de jun. de 2012

Pirâmide Matemágica

Em Abril, aconteceu em São Paulo a Abrin, a maior feira de brinquedos nacionais. Todos nós estávamos antenados nos lançamentos de jogos de tabuleiro e afins para trazer as novidades para vocês. Uma dessas novidades vem da Copag, e é o jogo de cartas Pirâmide Matemágica, criação de Lucio Abbondati Jr., autor de mais de uma dezena de jogos nacionais.

Os egípcios eram famosos por esconder intrincadas expressões matemáticas em suas construções, como a relação de Pi, por exemplo. Neste jogo, cada jogador embarca no papel de um explorador no Egito, e precisa desvendar os segredos matemáticos de uma pirâmide.

Objetivo do jogo:
Chegar ao topo da pirâmide, revelando seus segredos, e conseguindo o maior número de pedras preciosas (tesouros).

Componentes:
67 cartas de passagens secretas (números de 10 a 96)
30 cartas de conjuntos decifradores (nº 1 a 9, 4 operações matemáticas, 2 coringas)
13 cartas de tesouros
1 manual de regras trilingue (português, inglês, espanhol)

O jogo vem na embalagem padrão de card games nacional, caixa pequenininha, o que é ótimo para guardar e levar pra qualquer lugar. As cartas são no formato mini-euro, ou copaguinho, como eles chamam, com boa qualidade e a arte do Vinicius Forte ficou muito bonitinha e funcional, dando o clima “Indiana Jones” ao jogo.

As regras vem em couche colorido em três línguas, assim como a caixa do jogo, pois a empresa já está visando a exportação para os outros países americanos.

O Jogo:

Cada jogador deve montar, a sua frente, uma pirâmide de cartas, começando com uma base de 5 cartas e diminuindo, 4, 3, 2, 1. Todas ficam fechadas, viradas para baixo. Na vez de cada jogador, ele deve virar as cartas da base da pirâmide revelando os números (desafios matemáticos) e, na ordem que quiser, resolvê-los. Para isso, ele terá um conjunto com números de 1 a 9, as quatro operações básicas, adição, subtração, multiplicação e divisão, e duas cartas coringas que substituem um número e uma operação.


 Em dois minutos, o jogador deverá realizar as operações que tenham como resultado o número da carta. Ex: Carta 20. 2x6+8=20. Não pode repetir número nem operação, por isso os coringas, e deve fazê-las em voz alta pra conferência de todos. Terminado o tempo, passa para o jogador seguinte, até voltar a sua vez e poder continuar.

Aquele que chegar ao topo, revelando o último número, escolhe uma das 4 cartas de tesouro separadas, a que tiver mais jóias, e guarda para si.

São jogadas três rodadas, e ao final delas, aquele que tiver colecionado mais jóias ganhará o jogo.

Existem algumas “maldições do faraó” que são regras que tornam o jogo mais difícil. A primeira obriga o jogador a realizar no mínimo uma divisão por rodada, mas também premia aquele que fizer mais divisões no final do jogo com jóias extras. A segunda maldição veta qualquer multiplicação por 10, forçando o jogador a buscar uma solução menos fácil. O macete é tentar fazer a divisão logo no começo, com um número baixo, pra não se enrolar depois.

Vídeo:
Quer conhecer mais? Convidamos o autor do jogo para nos apresentá-lo. Confiram:



Considerações:

Este jogo é um conjunto de emoções camufladas numa pequena caixinha. Primeiro é preciso superar o medo de “fazer feio” diante dos amigos e se atrapalhar com as contas, em seguida, a adrenalina sobe, e a competitividade faz com que queira ser o primeiro, o mais rápido, o melhor, e alcançar o topo da pirâmide antes dos outros. Não há vexame maior que o famoso “branco” de não conseguimos fazer aquela conta “tão simples”. É difícil saber quem é vilão maior, o cronômetro ou os amigos.

Boa opção, preço super acessível, e pode-se levar para qualquer lugar. Os cardgames versão reduzida que ganharam força no ano passado parece ter virado a vedete do momento das empresas brasileiras, que este ano investiu em novos títulos além das conversões de jogos tradicionais. Ponto para a indústria.

Pirâmide Matemágica vem mudar o conceito de jogos educativos, mostrando que um jogo para ensinar tem que ser bom, competitivo e divertido. Cumpre esses quesitos e surpreende. Boa pedida!

Informações adicionais:
2 a 4 jogadores
Acima de 8 anos
Tempo médio: 30 min
Valor: R$ 12,90
Publisher: Copag

[publicada na Ludo Brasil Magazine nº15. Este artigo foi modificado e teve seu conteúdo ampliado para o blog.]

[RESULTADO DA PROMOÇÃO] Desbussolando no Dia Internacional do Brincar

Primeiramente quero agradecer a todos que participaram, via Facebook e Twitter, e principalmente aos queridos Lucio e Lucia Abbondati pelos jogos que doaram à promoção!





Os ganhadores foram:
KIT 1: 1 jogo Pirâmide Matemágica, da Copag  + 1 jogo Corrida das Palavras Muppets, da Xalingo
Carlyle Sguassabia, de Curitiba (PR)


KIT 2: 1 jogo Pirâmide Matemágica, da Copag  + 1 jogo Corrida das Palavras Looney Tunes, da Xalingo
Peter "Zen" Cultin, do Rio de Janeiro (RJ)


PARABÉNS AOS SORTUDOS!  
Os sorteados já foram contactados para combinar o envio dos seus prêmios.

OBRIGADA A TODOS MAIS UMA VEZ E BOAS JOGAS!









28 de mai. de 2012

[PROMOÇÃO] Desbussolando no Dia Internacional do Brincar

"World Play Day", by ITLA França

28 de Maio é o dia que o mundo deixa o ser adulto de lado e volta a ser livre! Não estamos falando do dia das crianças, ou dos brinquedos, mas da ação de brincar, ou no original, no DIA MUNDIAL DE JOGAR (World Play Day), não é lindo isso? Nesse dia, em vários países do mundo, ocorrem atividades que incentivam as brincadeiras, com os filhos, entre crianças e entre adultos.

No Brasil, essa data não fica em branco, e a Associação Brasileira de Brinquedotecas é uma das instituições que encabeçam essa festividade.

Enquanto os eventos pipocam por todos os lados, o Desbussolados não poderíamos deixar essa data passar em branco, e vamos sortear 2 kits de jogos do designer Lucio Abbondati Jr para vocês!



Para concorrer, basta entrar e deixar a mensagem abaixo no grupo do Desbussolados no Facebook e/ou no Twitter:
"   @repalheiros Quero ganhar os jogos PIRÂMIDE MATEMÁGICA e CORRIDA DAS PALAVRAS do #Desbussolados no Dia Internacional do Brincar!   "
Cada kit terá 1 exemplar do novíssimo jogo Pirâmide Matemágica, da Copag  + 1 jogo Corrida das Palavras, da Xalingo (um kit com o Corrida das Palavras Looney Tunes, e outro com Corrida das Palavras Muppets).

Quanto mais participar, mais chances terá de ganhar! A promoção é válida de hoje, dia 28 de Maio ao dia 3 de Junho. O resultado será divulgado aqui no blog no dia 4 de Junho.

Quer conhecer mais sobre o jogo Pirâmide Matemágica? Confira a resenha da última Ludo Brasil Magazine aqui!

Nossos agradecimentos a Copag, ao Lucio Abbondati Jr e Lucia Vasconcellos Abbondati!

PARTICIPEM, JOGUEM E BRINQUEM MUITO SEMPRE!



20 de mai. de 2012

Tikal II: O Templo Perdido

Quem nunca sonhou com caçadas a tesouros perdidos, ser um arqueólogo como Indiana Jones, se embrenhar no desconhecido em busca de aventuras que atire a primeira pedra! Eu, como fã confessa do tema arqueologia, já pensei muitas vezes em seguir carreira, mas por enquanto, vou saciando minha sede com belos jogos de tabuleiro como os da série Tikal.

Conhecidos como Trilogia “A Máscara”, Tikal, Java e Mexica são jogos dos autores Wolfgang Kramer e Michael Kiesling, que além do tema em comum, trazem um sistema de mecânicas irmão. Dos três, Tikal foi o que mais se destacou, ganhando uma segunda versão que lhes apresento hoje, Tikal II.

História

Tikal foi descoberto e explorado durante uma expedição de muito sucesso liderado pelos Profs. Kramer e Kiesling. Uma década depois, é encontrado um pergaminho com pistas de um templo perdido perto do primeiro local. Os dois cientistas discutem sobre outra expedição à América Central quando encontram os Profs. Braff e Pauchon em uma conferência internacional em Genebra sobre arqueologia, e resolvem descobrir a verdade sobre o rumor.


Objetivo do jogo
Cada jogador assume o papel de um explorador e seu objetivo é conseguir o maior número de pontos de vitória.

Componentes
1 tabuleiro
13 cartas especiais
8 tiles passagem secreta
10 tiles de salas iluminadas
6 tiles de santuário
1 tile de sala do tesouro
1 roda de preços
25 tokens de tesouro
24 tiles de ação
35 chaves coloridas
4 acampamentos
4 tendas
80 bandeiras
4 exploradores
4 baús de equipamento
4 barcos

Em relação ao jogo anterior, Tikal II é um tesouro visual, uma arte caprichadíssima, bonita, agradável e que te convida a jogar. O capricho começa com o manual de regras que traz uma história em quadrinhos de 9 páginas contando a história da expedição até encontrarem o templo perdido. São três manuais diferentes em inglês, francês e alemão.

Todos os componentes são de ótima qualidade, os tiles e tokens com papelão de boa gramatura. As
 miniaturas de plástico são bem detalhadas e caprichosas.  O verso do tabuleiro traz a linda arte da capa colorida, sendo bastante tentador emoldurá-lo para colocar na parede.


Como Jogar
O sistema do jogo é bem simples, cada jogador deve realizar sempre duas ações básicas no seu turno. A primeira: navegar no rio que contorna o tabuleiro e pegar e usar um tile de ação. A segunda: explorar o templo e marcar pontos. As mecânica básicas são: set colection, tabuleiro modular e work placement.


Na fase de navegação, deve-se estar atento não apenas as vantagens que os tiles podem te dar, que vão desde ganhar tesouros e passagens secretas, pegar cartas especiais, ganhar chaves, abrir salas e santuários, como o progresso com que seu barco sobe o rio. Em um determinado ponto, é preciso pagar um pedágio aos índios com uma das chaves, e elas são cruciais para a sua exploração no templo.

Na fase de exploração, cada jogador deverá tentar otimizar a melhor maneira de se fazer mais pontos no turno. A cada sala descoberta, pode-se colocar uma bandeira de escavação. Se você for o primeiro a entrar nela, imediatamente ganha pontos de vitória. Mas, conforme for descobrindo mais salas da mesma cor, começa a ganhar pontos cumulativos por elas. Os santuários dão, além de pontos, bônus especiais como tesouros e cartas de ação. E no lado de fora do templo também é possível escavar pequenos nichos secretos. É muito importante ter os tokens de passagem secreta para entrar nesses nichos e para quando alguma sala ou santuário não tiver passagem.

Conforme se vai conhecendo melhor o jogo, você verá que existem pequenas estratégias que lhe permitirão disputar a vitória, pois apenas explorar o templo não é suficiente. Tenha em mente que esses são pontos básicos que todos farão. O seu diferencial será investir nos tesouros e nas cartas especiais, saber como e quando usar as passagens secretas, e tirar o máximo de aproveitamento das salas iluminadas. Existe ainda uma possibilidade de se juntar chaves no seu acampamento para ganhar pontos no final, mas, apesar de dar muitos pontos, não é uma estratégia muito fácil de se fazer, pois será preciso abrir mão de outros recursos ao longo do jogo, o que pode não ser tão vantajoso.

São jogados dois rounds, que terminam quando acabam os tiles de ação ao redor do tabuleiro. Ao final de cada round é feita uma contagem de pontos que considera a coleção de chaves no acampamento e as bandeiras nos santuários. Somente ao término do último round são contados os pontos das cartas especiais e de tesouros não vendidos. 

Quem tiver mais pontos ao final será o grande vencedor!

Considerações

Tikal II é um jogo que me atrai muito, tanto pela beleza e o tema quanto pela competitividade que ele gera ao longo da partida, na disputa por cada tile de ação, cada sala descoberta, quem dominará primeiro os santuários, quem encontrará mais tesouros, etc. É um jogo que te faz imergir no tema com facilidade, se colocando no papel do explorador.

O tabuleiro modular, o sorteio dos tiles de ação para as duas fases, e a aleatoriedade dos tesouros conferem uma boa rejogabilidade, permitindo um setup novo a cada partida.

É um jogo fácil de explicar para quem está começando, e apesar de ter bastante estratégia, ela aparece camuflada não assustando aqueles que não estão acostumados com jogos mais exigentes.

Apesar do tema e do tabuleiro modular, sua mecânica é distinta de seu antecessor. Tikal II é um pouco mais leve e jovial, mas isso não descaracteriza sua qualidade e entretimento que são ótimos.

Sobre os autores
Wolfgang Kramer (à esquerda) é um renomado gamedesigner alemão. É considerado o primeiro a usar pontos de vitória ao redor do tabuleiro.
Michael Kiesling é alemão, nascido em 1957 na cidade de Bremen. Além de colaborar com Kramer em seus jogos, é gerente numa empresa de software.

A dupla é responsável pois vários jogos como Asara, Artus, Cavum, enquanto Kramer ainda assina sozinho de 6 Nimmt a El Grande.
Site: http://kramer-spiele.privat.t-online.de/ 

Vincent Dutraité  ilustrador francês, responsável por belíssimas artes além de Tikal II, que incluem Shitenno, Mundus Novus e Diplomacy. http://www.vincentdutrait.com

Confira a regra completa antes de jogar. Disponibilizamos a regra ilustrada em português. Download via BGG.

Informações adicionais:
2 a 4 jogadores
Acima de 12 anos
Tempo médio: 90 min
Valor médio: U$40
Publisher: GameWorks
Lançado em 2010

[publicada na Ludo Brasil Magazine nº14. Este artigo foi modificado e teve seu conteúdo ampliado para o blog.]

4 de mai. de 2012

Ludo Brasil Maganize nº 15




Abril foi o mês da ABRIN, que movimentou o mercado brasileiro de brinquedos e jogos de tabuleiros. A Ludo deste mês traz o lançamento da COPAG: Pirâmide Matemágica e ainda Amazonas, O Último Grande Campeão, 1st and Goal. .

A revista está disponível tanto para leitura online, quanto para download, basta possuir o Adode Acrobat (PDF).


Para ler:



Para baixar:
DOWNLOAD PDF (4Shared)