17 de jun de 2013

Legends of Andor

Mago, anão, arqueiro ou guerreiro? Escolha um personagem, responda ao chamado do rei e viva uma aventura medieval enfrentando todos os tipos de monstros, até mesmo um dragão, em nome da segurança do seu reino!

Objetivo
Variáveis, de acordo com a Lenda que está sendo jogada.



 

Sobre o autor 

Michael Menzel é ilustrador de mais de 150 jogos, incluindo os renomados Catan, Cuba, Thurn & Táxis, Stone Age e Cable Car. Andor é sua estréia como autor, projeto no qual trabalhou por cinco anos.


Componentes
1 tabuleiro dupla-face, 4 tabuleiros de personagem dupla-face, 1 tabuleiro de mercador/batalha, 72 cartas de lendas,  66 cartas de evento, 41 suportes plásticos, 8 heróis, 28 monstros,  7 personagens adicionais, 1 torre, 142 tiles & tokens, 9 discos de madeira, 5 cubos de madeira, 1 peão de madeira (narrador), 20 dados (D6), Livro de regras, Livro de referências



A caixa pesada e recheada de componentes, todos em ótimo papelão com base plástica, bons dados e peças de madeira. Os dois únicos pontos negativos são em relação a rigidez da caixa que não comporta muito bem o peso dos componentes. O segundo ponto é a falta de berço que precisa ser compensada com muitos saquinhos “ziplock”.

O tabuleiro apresenta dois lados, com cenários diferentes para as lendas. O básico mostra a superfície, e o avançado o subterrâneo. Um detalhe muito interessante são os tokens de personagens, todos eles desenhados frente e verso, uma boa alternativa para se substituir as miniaturas de forma econômica, mas mantendo a ludicidade. Destaque para a torre e o dragão, que possuem artifícios tridimensionais.

Outro destaque é a existência de heróis masculinos e femininos, permitindo ao jogador escolher não apenas a classe, mas também o gênero do personagem.

Tudo com uma arte caprichadíssima do mestre alemão, que usou a experiência adquirida nos jogos alheios para fazer uma grande estréia.

O jogo

Andor é um jogo de tabuleiro que bebe muito da influência dos RPGs medievais e com ótimos resultados. Cada jogador assume um personagem: guerreiro, arqueiro, anão ou mago. Para todos eles existe a versão masculina e feminina (como dito anteriormente), para escolha do jogador. E cada tipo de personagem tem sua especificação e poder especial, a famosa ficha de atributos, mas simplificada.



Cada partida é única e os jogadores devem escolher uma dentre as cinco lendas que acompanham o jogo (que vem com cartas em branco para que os jogadores criem suas próprias histórias). Essas lendas contam a história do reino de Andor e ditam as regras da partida, conforme o peão do Narrador avança na linha narrativa, que vai de A a N. Além dos pergaminhos, existem as cartas de eventos que acrescentam elementos, vantagens e desvantagens ao longo do jogo.

Para não estragar a surpresa, o famoso “spoiler”, vou me ater apenas a Lenda 1: A Chegada dos Heróis (partida introdutória), que além de contar história também explica as regras do jogo, afinal, jogar “Legends of Andor” é como ler e viver um livro, e se contarmos mais do que devemos, podemos estragar as próximas partidas.

“O Rei Brandur está preocupado, pois os períodos de paz no reino de Andor duram pouco tempo. O Príncipe Thorald acaba de retornar ao castelo de Riet e convoca os heróis mais valentes de todo o reino. Eles chegam numa manhã nublada, quando começa nossa aventura.”

Esses heróis são o GUERREIRO, que possui mais dados para combate e ganha mais pontos de vontade ao esvaziar o poço. O ANÃO pode barganhar o preço praticado pelo mercador ao adquirir itens e pontos de força. O ARQUEIRO pode combater à distância, e o MAGO pode alterar o valor de seu único dado (ou dos companheiros) virando-o do lado oposto (1 vira 6). O setup da partida já está incluída nas regras, assim, a história se inicia ao mesmo tempo em que o “cenário” é construído e os jogadores aprendem a se movimentar, pegar itens e duelar.



Embora cada lenda possua um objetivo particular, conforme a história nos é contada, existe uma condição básica primordial que precisa ser respeitada: impeça que os monstros invadam o castelo! De acordo com a quantidade de jogadores, existe um limite suportável de invasores. Ultrapassado esse limite, os heróis são derrotados. Assim, os heróis devem manter o castelo seguro matando os monstros que se aproximam da fortaleza. Mas (sempre existe um, não?) quanto mais monstros são mortos, mais rápida a história é contada, e menos tempo os heróis terão para cumprir o objetivo da lenda. Logo, os jogadores tem dois fatores atuando contra: a invasão ao castelo e o tempo.

Para tornar mais difícil, o objetivo do lenda não é revelada no início, mas durante a partida, e os heróis precisarão estar prontos para se separar e trabalhar em conjunto. Parece difícil, não? Por isso é um jogo cooperativo, cada jogador precisará representar seu papel muito bem, para que todos consigam a vitória.

Após jogar algumas partidas da Lenda 1 ela pode parecer simples, mas no início é bem desafiadora e muito útil. É fundamental essa introdução, passando por situações desfavoráveis, com tão poucos recursos e com tantos monstros a serem enfrentados, pois ensina aos jogadores o valor do cooperativismo e que só com ele se pode vencer.

Evita dar mais detalhes para não estragar a história, mas aqui vai uma dica muito importante: divida a ação entre os heróis. Lembre-se que eles podem trocar itens e/ou equipamentos quando estão na mesma casa, e cuidado: o mensageiro deverá evitar os monstros no seu caminho!

Conclusões:


Andor faz o jogador entrar mesmo no universo medieval, numa forma simplificada de um RPG. A surpresa da história que é contada a cada novo pergaminho, o avanço incondicional dos monstros, a meta a ser cumprida, tudo soma pra um excelente jogo de estratégia e aventura.

Conforme as lendas avançam, novos elementos são incorporados, desde personagens e itens especiais à cenários. A rejogabilidade é garantida pelas escolhas dos jogadores, pelas cartas de evento, pela combinação de heróis e pelas lendas diferentes.
O autor propicia a oportunidade de que os jogadores criem suas próprias lendas, e algumas já se encontram no BGG, além de uma lenda extra oficial.

As regras e mecânicas são simples para que o jogador possa se concentrar nas táticas do jogo. Mais um ponto ao Menzel, focando o jogo na ação e não nas inúmeras minúncias de regras.

A todos uma ótima aventura, e nos encontramos na próxima lenda!



[Resenha publicada originalmente na Ludo Brasil Magazine nº 26]

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá, Gian. Ainda não. Mas vários países já o publicaram, então vc encontra em Inglês, espanhol, alemão, polonês e russo.

      Eu comecei o processo de tradução pra português, mas não posso garantir ainda quando ficará pronto. Mas avisarei ;)

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    2. Olá Renata Palheiros,
      Tudo bom?
      Teria como passar a tradução do jogo?

      Grato,

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    3. oi, Bruno. infelizmente o projeto teve que ficar de lado por conta da correria do trabalho. :(

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