21 de fev de 2013

Drako


Neste duelo medieval, três valentes anões devem manter preso um terrível dragão cuspidor de fogo para provar sua honra e lealdade. Mas a grande besta vermelha tem suas artimanhas para escapar.

Objetivo do jogo:
Para os anões: devem matar o dragão antes que suas cartas acabem. Para o dragão: matar os anões ou acabar com as cartas deles.




Componentes:
- tabuleiro central
- 38 cartas de dragão
- 38 cartas de anões
- tabuleiro do dragão
- tabuleiro dos anões
- 1 miniatura de dragão
- 3 miniaturas de anões
- 1 token de rede
- 1 token de fúria
- tokens de danos
- livro de regras

Componentes de ótima qualidade, com papelão bem rígido e boa impressão. Miniaturas bem detalhadas de cada personagem (4 diferentes). A arte é muito boa e bastante fiel em relação às miniaturas.



O Jogo:
Drako é um jogo polonês do designer Adam Kałuża, autor de The Cave e K2, já especialista em jogos para dois jogadores. Drako não é diferente, e traz o diferencial de ser um jogo assimétrico para dois jogadores, sendo que um deles lidera uma equipe de três anões, que são experientes caçadores de dragões, e o outro jogador joga como um dragão vermelho, que vem espalhando terror entre os camponeses locais. Os anões conseguiram prender o dragão num vale sombrio ao pé da montanha onde ele vive – aparentemente, dragões não resistem ao cheiro de ovelhas recém abatidas – mas apesar de estar acorrentado, o dragão ainda é jovem e feroz, tornando difícil a tarefa para os anões, que têm que matá-lo, sem que sejam eles próprios mortos.



A mecânica do jogo é bem simples. Cada jogador tem um baralho exclusivo de cartas com símbolos que indicam que tipo de ação pode fazer. E em cada turno, os jogadores podem comprar cartas e usá-las (numa proporção específica), sendo que seu uso determina movimento, ataque ou defesa.



O dragão, a partir do centro do tabuleiro principal, deve matar os três anões a sua volta, ou fazer com que o jogador gaste todas as suas cartas. Enquanto isso, os três anões, com habilidades específicas, tentam cercá-lo e atingí-lo mortalmente. Cada jogador possui um tabuleiro próprio onde controla os danos sofridos. O dragão possui três poderes especiais: voar, cuspir fogo e se movimentar. Quando os espaços de dano estiverem preenchidos em um desses poderes, o dragão perde sua capacidade de executá-lo. 

Já o tabuleiro dos anões, mede a vitalidade de cada um. Tendo todos os espaços preenchidos, o anão morre e sua miniatura é retirada do jogo. Assim como o dragão, os anões também tem poderes especiais, lançar rede, atirar flechas e ataque de fúria. Caso o anão morra, o jogador não poderá mais usar esses recursos. Além disso, alguns deles são limitados, o que exige que o jogador saiba o melhor momento de usá-los.



Muito simples, certo? O único porém fica por conta da aleatoriedade das cartas, da qual não se tem como fugir, e dependerá muito da capacidade estratégica do jogador de usá-las da melhor forma possível. Cada jogador pode ter até seis cartas na mão e escolher essas cartas e manobrar seus personagens são a chave para a vitória. Saber ler o movimento do adversário e saber quando ele tem cartas de defesa ou não pode fazer toda a diferença.

Embora possa parecer bastante desequilibrado a favor do dragão numa primeira partida, uma boa estratégia de mobilização do dragão pode permitir uma vitória emocionante aos anões.

Considerações:

Um bom jogo para dois jogadores, com um visual e componentes caprichado! Ideal para jogadores que gostam de regras extremamente simples, mas com bastante emoção, afinal, é quase uma caçada medieval. O diferencial de cada jogador ter um personagem único com habilidades tão distintas, permite que cada partida possa ter um rumo completamente novo e vários pedidos de revanche. Além da configuração inicial básica, o jogo permite aos mais experientes, um posicionamento tático inicial particular.

Informações adicionais:
2 jogadores
Acima de 8 anos
Tempo médio: 30 min
Valor médio: U$35
Publisher: Rebel




[Resenha publicada originalmente na Ludo Brasil Magazine nº 22]

Nenhum comentário:

Postar um comentário