26 de set de 2012

6º e 7º Arariboard

Hoje o post é duplo pra cobrir a joga do domingo retrasado (16) e deste último (23), sem deixar furos com a nova tradição niteroiense.

  6º Arariboard: enquanto existirem dois jogadores, a lenda continuará!

Pode parecer enredo de jogo épico, mas foi a joga da última semana, com os dois desbravadores das galáxias: Fabrício e Carlos.

RACE FOR THE GALAXY
2 a 4 jogadores / +12 / 60 min

"Os jogadores competem para explorar a galáxia pela resolução de novos mundos e desenvolvimento de novas tecnologias. Cada vez um jogador escolhe uma ação, mas os outros irão partilhar nas ações escolhidas. Ao final, o jogador com mais pontos é o vencedor!"

Este jogo tem um grande fã-clube, principalmente masculino, mas confesso que não curto muito. Mas, já é figura fácil pra dupla Fabrício e Carlos. Foram duas corridas inter-espaciais em busca de planetas, poderio militar, produção e venda de recursos. E Carlos levou a melhor nas 2 partidas.

cartas, cartas e mais cartas... (foto BGG)



  7º Arariboard: se sua nave explodir, tudo bem, peça uma pizza!

E se estamos no país da pizza, ops, não? Mas dos escândalos com pizza, pode ser? Estão tá valendo. No último domingo, o grupo estava mais presente, éramos eu, Michael, Fabrício, Graça e Carlos.

KING OF TOKYO
2 a 6 jogadores / +8 / 30 min


Como "aperitivo", descrito pelo Fab, começamos com uma destruiçãozinha básica de Tóquio, no melhor estilo Jaspion da vida. Mas aqui, não é a cidade que importa, mas a soberania dos mosntros! Afinal, a capitão do sol poente está infestada, e eles não admitem concorrência, descem porrada mesmo uns nos outros!

 Cada jogador assume o papel de um monstro, grotesco ou cibernético, e deve tentar sobreviver aos ataques alheios e machucar o máximo que puder os oponentes. As regras são extremamente simples. Quem está em Tóquio, bate em geral. E geral bate em quem está em Tóquio. No seu turno, cada jogador rola um conjunto de dados que poderão lhe atribuir pontos de vitória, vida, energia e claro, permissão para bater. Além disso, cartas com poderes especiais (muiiito cruéis) podem ser compradas para incrementar suas ações.

componentes (BGG)
Eu, Renata "Alienoid", resolvi dar a cara a tapa e me instalei por um longo período no centro da capital japonesa. Permanecer na cidade tem suas vantagens, e rapidamente ganhei 12 pontos de vitória! Mas também tem seus riscos... deixei a ganância falar mais alto e arrisquei permanecer com apenas 3 pontos de vida. Não deu outra, Michael "Kraken" me trucidou, espalhando meus olhos alienígenas para todo o lado. Mas o fim dele estava próximo, pois Fabrício "MekaDragon" não tardou a lhe arrancar as algas do estômago, e o Kraken veio fazer companhia ao Alienoid no cemitério de monstros.

Os monstros! (BGG)
A luta agora parecia acirrada, pois Graça "CyberBunny" e Carlos "GigaZaur"estavam com uma saúde de ferro! Mas MekaDragon queria mudar isso! Não teve nem chance, foi dizimado também. O nosso casal campeão foi para uma batalha sangrenta e depois de muitas farpas trocadas (eles são duros na queda), o Coelho Cibernético levou a melhor!


Campeã: Graça "Cyber Bunny"

GALAXY TRUCKER 
2 a 4 jogadores /+10 / 60 min

"Seja um comerciante nesta emocionante disputa espacial! Em Galaxy Trucker, os jogadores devem preparar suas naves e enfrentar os perigos do espaço encontrados por naves de comércio de mercadorias diversas."

 Ok, a premissa que eu tinha era de ódio, trauma e naves explodidas no vácuo espacial (Gian, essa é pra você!). Mas tudo bem, estamos aí pra nos divertir, vamos ver qual é. Os olhos do Carlos até brilhavam de cruel satisfação ao explicar as regras, que são relativamente simples. E é na simplicidade que a complexidade se esconde.. confuso? Você não viu nada...

O jogo se desenvolve em três rodadas, cada uma referente a uma viagem espacial, sendo que na primeira, temos uma nave simples; na segunda, um pouco maior; e na terceira, uma nave de "responsa".
O charme do jogo é cada um construir a sua própria nave com peças que estão viradas para baixo no centro da mesa, num misto de dominó com quebra-cabeças. Parece simples, MAS NÃO É! >.<" Você precisa montar a melhor nave possível, antes que o tempo acabe, sem se esquecer dos canhões de laser, das baterias, do compartimento de cargas, da tripulação, e claro, dos motores. DOS MOTORES, RENATA! Afinal, o que é uma nave sem motores?... lixo flutuante espacial ¬¬"

componentes da nave (BGG)
Depois das naves construídas, uma série de cartas (que vão ficando mais malígnas a cada rodada) é virada e resolvida. Podem ser cartas de planetas ou ataques piratas. Mas até a mais simples delas pode ser a mais cruel: Open Space... no coments...

Enfim, já começo dizendo que não consegui concluir minha nave! Os meninos viraram a ampulheta de tempo e minha nave, adivinhem, ainda não tinha MOTORES! #morre Eu tinha uma chance mínima de sobreviver à corrida espacial, era só não sair Open Space, momento em que as naves usam de seus... motores... para avançar. Como a minha não tinha... vagou indefinidamente no espaço. Mas esse é um jogo cruel para muitos, e poucos conseguem chegar ao final da viagem de cada rodada.

Na montagem da segunda nave, achei que estava abafando, fiz uma nave compacta, toda fechadinha, a prova de pequenos meteoros, com escudos, recarregador de bateria e tudo mais... mas... meu carma! Errei uma conexão e perdi três motores! Fiquei ao menos com um motor simples. Mas isso foi o de menos, as cartas estavam terríveis, e sofremos ataques direto! A nave da Graça foi destruída ao meio, para desespero de seus tripulantes. A minha teve o centro de comando atingido também, e perdi a segunda nave.

Cartas terríveis que deviam se chamar: "Aqui terminam suas esperanças..." (BGG)
Já estava no "play for fun" vendo o Michael e o Carlos acumulando Cosmic Credits e eu no negativo do negativo, incapaz de pagar pelas peças de minha nave. Mas queria me superar na terceira rodada. Juro que caprichei (ou pensei que tivesse caprichado). Corrigi os erros que tinha cometido até então. Enchi de canhões e motores, e tudo o mais... mas me preocupei de novo em fazer uma nave herméticamente  fechada e dancei. A nave do Carlos era um escândalo! Com canhões de ponta a ponta, laterais e traseiros. Se não me engano, só não utilizou 4 dos espaços de construção.

Se eu achava que a segunda rodada tinha sido cruel, a terceira conseguiu ser pior! Piratas e chuvas de meteoros arrasadoras não nos perdoavam! E que dados malditos que nos abatiam da pior forma! Desta vez perdi toda  a tripulação, mas consegui que a nave fantasma ao menos chegasse com os produtos. Graça e Fabrício também tiveram problemas, mas também entregaram seus produtos.
Minha 3ª nave, ou o que sobrou dela...
3 viagens, 3 vezes sem terminar, com a nave destruída, a primeira sem motor, a segunda sem o centro de controle, e a terceira sem tripulação. Um marco, mas tenho certeza que não sou a única :P O jogo é tão cruel, que você quer revanche, não contra os jogadores, mas contra o jogo!

hum.. o que existirá em comum além da camisa verde? Muitos pontos!
Colocação:
Carlos 65 pontos
Michael 53 pontos
           Fabrício 15 pontos
           Graça 0 ponto
           Renata 0 ponto

E depois desse chororô todo, só com uma pizza deliciosa do Jambeiro pra melhorar os ânimos =^-^=

2 comentários:

  1. Ótimo post! Muitos momentos de diversão.
    Você só esqueceu (?) de mencionar a mais interessante escolha de design da sua primeira nave: canhões laser apontando para a cabine de passageiros. Uma "nave abatedouro".

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