31 de ago de 2012

3º Arariboard com Village

Acometido por uma secura lúdica, Edu convocou uma edição extraordinária da Liga da Justiça Lúdica Niteroiense na última terça-feira. E como bons justiceiros, eu, Carlos e Fabrício respondemos ao chamado indo ao Jambeiro. Nossa frequência garantiu até uma mesa cativa reservada O.o" [deveria considerar isso como uma mau sinal, mas vou ignorar XD]

Enquanto Edu e Fabrício tinham um surto febril da "Miniaturis Agudis Precisus", eu era salva pelo Carlos com o jogo eleito o melhor de 2012 pela Spiel des Jahres: Village!


VILLAGE
2 a 4 jogadores /+12 / 75 min

"A vida na aldeia é difícil - mas aqui também se permite que os habitantes cresçam e prosperem como bem entenderem. Um morador pode querer se tornar um frade. Outro pode se sentir ambicioso e lutar por uma carreira em cargos públicos. Mas todos lutam por crescer até que chegue a morte."



A premissa pode parecer fúnebre, mas ele está longe disso. Village é um jogo sobre a vida, do nascimento à morte. Talvez a sua versão francesa resuma melhor: "Descendance" (Descendência). Somos uma família de trabalhadores rurais na idade média, tentando garantir uma condição de vida melhor para nossos filhos. Ao contrário do que a história nos conta, no jogo a ascensão social é possível, e nossos filhos, além de trabalhar em nossa fazenda, tem as seguintes opções de escolha: entrar para o seminário, tornar-se político, aprender ofícios de artesão, viajar, comercializar e claro, casar. 

Tabuleiro da vila com todas as ações descritas em cada locação.
Village é um jogo composto de vários mini-jogos, que são nossas opções de carreira. Cada uma delas dá pequenos benefícios que podem ser imediatos ou acumularem para se usar em outro local, resumindo o jogo a workplacement e set colection. Embora possa parecer simples, conseguir engendrar tantas opções e ficar antenado à jogada do adversário é que se torna complicado.

O medidor de tempo do jogo é a vida, ou melhor dizendo, a falta dela. O cemitério é pequeno, e conforme ele vai enchendo, o fim do jogo se aproxima. Existe um cemitério para os notáveis que ficaram escritos no livro da cidade, e um simples de valas comuns. Quando qualquer um dos dois lota, o jogo termina.

Jogamos em quatro, sendo 3 novatos, e o jogo transcorreu em 1h 30min, o que achei um tempo muito bom.
Cada um recorreu a um tipo de estratégia. Algumas se cruzaram no caminho, outras não. Eu confesso que me perdi do meio do jogo pra frente. Fabrício e eu começamos a investir no comércio, que demanda uma quantidade de produtos do artesanato. Mas meu olho cresceu para a política e o seminário, e fiquei para trás. Fabricio tratou exclusivamente deste item, conseguindo uma coleção invejável de pontos de vitória. 

Eduardo resolveu viajar e conseguiu conhecer bem o mundo. Além dos benefícios imediatos que cada cidade dá, existe uma pontuação final para cada cidade visitada e ele conseguiu a pontuação máxima. Carlos também foi muito bem nessa área. Eu fiz apenas figuração.

Tabuleiro Fazenda do jogador (produz farinha e conta o tempo de vida)
A política contaram com a presença do Carlos e minha. Chegar ao terceiro nível é fundamental para fugir do preço do artesanato, mas aproveitei pouco, confesso que estava sem foco, e isso é um problema. Com tantas opções de ação, é preciso ter foco, e vocês vão ver isso pela pontuação final.

Carlos ficou em primeiro, merecidamente. Ele conseguiu fazer o que eu talvez tenha vislumbrado tentar, conseguiu otimizar o máximo de pontos de cada área da vila e Fabrício ficou com o segundo lugar que comemorou como o primeiro (parabéns ^-^) usando basicamente o comércio. Edu ficou mais na fase da viagem e quase chegou perto. Eu... nem comento o desastre XD   Excelente jogo mesmo.

Colocação:
Carlos 59 pontos
Fabricio 58 pontos
           Eduardo 51 pontos
           Renata 47 pontos

30 de ago de 2012

Atlantis

Quem já acompanha nossas resenhas desbussoladas sabe que tenho uma queda grande por jogos de arqueologia, exploração, e pelo designer Michael Menzel. Reza a lenda de Platão, que a mitológica ilha de Atlântida era repleta de tesouros e uma cultura evoluída. Seguindo essa premissa, a ilha berço de inúmeras fantasias, livros e filmes, também inspirou jogos, e é o tema de hoje.

Objetivo do jogo:
Acumular o maior número de pontos de vitória com tiles de tesouros e cartas.



Componentes:
84 tiles de tesouros
24 tiles de água
4 pontes
12 meeples
1 tile Atlantis
1 tile terra firme
105 cartas
1 manual de regras

A caixa vem muito bem organizado, com o berço dividido em quatro partes, e cada uma delas com a impressão dos itens que devem ser guardados. 

Os tiles tem excelente espessura e rigidez. Meeples e pontes de madeira como todo bom euro. Cartas com boa impressão. Manual de regras colorido e bem ilustrado, rico em exemplos de jogadas.

O Jogo:
Todos os jogadores encontram-se na ilha de Atlantis, e devem tentar levar todas as pessoas do seu clã (3 meeples) para a terra firme, recolhendo a maior quantidade de tesouros pelo caminho, quanto mais valiosos, melhor.

Depois de montar o “tabuleiro”, que são os tiles de tesouro e água conectando Atlantis à terra firme, os jogadores devem usar suas cartas para se movimentar. O jogo é bem simples. Cada carta equivale a um tipo de tesouro, distintos pela cor e desenho. Jogando uma carta branca, deve mover seu meeple para o próximo tile de tesouro branco, e imediatamente recolher o tile que estiver atrás. Quando um espaço vazio é aberto, coloca-se um tile de água. E assim, nessa luta contra a inundação, você deve seguir direto para a terra firme.

A estratégia entra em alguns momentos:
1) Quando avançar os meeples? Leve em consideração que quem chega primeiro à terra firme passa a ter a vantagem de possuir mais cartas que os outros. Segundo, para atravessar os trechos inundados é preciso pagar um preço em tesouros, sendo assim, evite deixar retardatários.
2) Áreas inundadas. Crie espaços inundados para atrasar seus inimigos. Cada jogador terá uma ponte que pode usar em qualquer momento do jogo, ela permite travessia gratuita. Aproveite as pontes dos adversários, e use a sua no melhor momento possível.

Tendo atenção a esses dois pontos, esmere-se em coletar muitos tesouros e ganhar o jogo.  

Considerações:

O jogo do italiano Leo Colovini é bastante simples, mas que rende uma boa diversão em família. Ideal para se jogar com faixas etárias distintas e iniciar as crianças. As belas ilustrações de Menzel lhe encherão os olhos e a imaginação.

Funciona muito bem com dois jogadores, e torna-se bem competitivo com 4.

Para quem quer conhecer, existem uma versão online para jogar em tempo real. 

REGRAS EM PORTUGUÊS! Traduzimos as regras e você pode baixá-la no site do BGG.

Informações adicionais:
2 a 4 jogadores
Acima de 10 anos
Tempo médio: 45 min
Valor médio: U$24
Publisher: Amigo, Mayfair e outros

Online:

BGG

Ilha

[Publicada na Ludo Brasil Magazine nº 18]

28 de ago de 2012

2º Arariboard

É isso aí, conseguimos cumprir nosso juramento, e retornamos firmes e fortes nessa semana, com o grupo crescendo e acolhendo mais e mais jogadores!

Domingo, estiveram presentes, além de mim, Fabrício, Cláudia, Carlos, Graça e Michael, recém chegado de São Paulo, seja bem-vindo! Como a mesa estava cheia, mudamos um pouco nossa programação e embarcamos em dois jogos trazidos pelo Carlos (salvando a noite!).

SHADOWS OVER CAMELOT
3 a 7 jogadores /+10 / 90 min

"As forças do mal estão se reunindo em torno de Camelot. O Cavaleiro Negro foi avistado sobre um cume desolado, Morgana tramando sua vingança, as tropas saxãs estão em movimento...A armadura de Lancelot desapareceu, e Excalibur ainda não foi recuperada. Estes são tempos negros​​, de fato. Você, jovem escudeiro, venha e jure lealdade a seus colegas cavaleiros da Távola Redonda "Em seu coração de intenção pura e prontos a sacrificar para o bem de todos"."

Com um grupo grande, aproveitamos para jogar Shadows over Camelot. Metade do grupo era a favor do cooperativo, a outra metade, mais ou menos. Mas, como um grupo de camaradas que somos, sempre abertos a conhecer, logo começamos o jogo. De cara, Fabrício começou a apresentar os já famosos sintomas de "Miniaturis Agudis Precisus" e, para desespero de sua carteira, incluindo mais um item a sua wishlist. Realmente o jogo tem um cuidado e preparo visual muito bom, característica da Days of Wonder (thanks Jesse!).

iniciando os trabalhos
Fabrício e Cláudia
A primeira discussão do jogo era saber se usaríamos o traidor ou não. A esperta aqui, que tinha se esquecido de quanto o jogo pode ser sacana por si só, ficou botando pilha "não, vamos com traidor, senão não tem graça!". Dez minutos depois, eu já dizia o contrário: "tirem o traidor!!! Jogo maldito!", e coisas do gênero. (>.<") Mas quem realmente não gostou nada de ter um traidor no jogo foi a Cláudia. Não demorou muito a se revelar. Seu personagem era o Rei Arthur que tem o poder de trocar cartas com os jogadores. Como ela estava na quest do Graal, e eu tinha cartas que podiam ajudá-la, várias vezes ofereci para trocar. Mas ela estava um pouco relutante. Até que num momento de desespero geral dos cavaleiros, estávamos para ganhar a quest, ela recusou a carta e foi para outro lugar. A máscara caiu em definitivo, mas optamos por não acusá-la para não nos prejudicarmos ainda mais.
Carlos e Michael



Isso mesmo, já estávamos a meio passo da derrota! Perdemos Excalibur, perdemos a Armadura de Lancelot, o castelo já estava quase todo cercado por catapultas, nossa brava guerreira Graça foi perdida em bravo combate. Carlos tentava destruir, até com sucesso, o avanço das catapultas. Mas mesmo assim, fracassamos. 
Graça e Carlos
 A Távola Redonda já estava quase com a metade de espadas pretas, e apenas 2 brancas quando a última catapulta entrou em nosso território, e do alto da torre ouvimos a gargalhada vitoriosa de nossa algoz.  Era o fim dos cavaleiros e de Camelot. O que fazer quando o próprio Rei Arthur é o traidor de seu reino? Mudar de jogo! :)


CATAPULTAS: nossa derrota vergonhosa

A Traidora! Nossa "carrasca" de bom coração.


7 WONDERS
2 a 7 jogadores /+10 / 30 min

Cada jogador é responsável pela construção de uma das sete maravilhas do mundo. Ao longo de três eras, os jogadores precisam acumular matérias primas e produtos manufaturados, construir um exército, desenvolver-se cientificamente, comercializar produtos, e claro, acumular pontos de vitória para ganhar o jogo.

Distribuídas as maravilhas (que são os tabuleiros) para cada jogador e uma breve explicação das regras, começamos o jogo. A minha era o Mausoléu de Halicarnasso. Optamos por jogar com o lado (A), pois haviam 3 iniciantes. Essa foi minha segunda partida, então, podemos considerar 4 iniciantes. Graça e Carlos já são experts. Pelo mesmo motivo, não usamos as expansões Leaders e Citys. Mas acho que já podem entrar numa próxima partida.


7 Wonders é um jogo de cartas bem rápido, e as cartas passam de jogador a jogador, tornando as decisões estratégicas e bem difíceis, pois, o jogador precisa pensar o que é bom para ele naquele momento, o que virá a ser bom no futuro, e o que também é muito importante, o que é interessante para o adversário. 

Graça logo começou a se destacar com a estratégia científica (cartas verdes), e Carlos suou para marcá-la. Eu, timidamente, tentei impedir que cartas muito boas passassem adiante, e quando não podia usá-las, optei por construir os estágios da minha maravilha (devia ter mais de 15 pontos de vitória perdidos ali embaixo).

Mausoléu: meu tabuleiro-maravilha ao final do jogo
 Acabei investindo bastante em poderio militar para me proteger dos meus vizinhos Michael e Fabrício. Cláudia já tinha uma verdadeira fortuna a sua frente. E Michael, várias cartas de ponto de vitória. Como disse Carlos, é muito difícil você saber quem está ganhando e a contagem de pontos foi acompanhada com grande expectativa. Graça estraçalhou com as cartas de ciências: 43 pontos!  Mas, como ela mesma disse, não teve como investir nas outras atividades. Ganhou aquele que conseguiu diversificar mais: Michael!


pontuação final detalhada e colocação:
[da esq - dir: Michael (1º), Renata (2º), Fabrício (6º), Cláudia (5º), Graça (3º), Carlos (4º)]

Semana que vem tem mais!

26 de ago de 2012

Agosto no Spaghetti

Na última quinta dei um pulo no Spaguetti das Peças pra encontrar a amiga Tati Laai. Como sempre, já fazia um tempinho que não ia ao Spoleto, esses hiatos tem ficado mais constantes. Cheguei e encontrei Cláudio e Bouzada conversando animados e já juntamos para montar mesa. Bernando, que estava circulando por ali, se juntou a nós também, e fomos armando a mesa enquanto a Tati não chegava. O jogo combinado era Last Will, um dos campeões de citações aqui no blog, mas ainda era novidade para Tati e Bernardo.

LAST WILL
2 a 5 jogadores /+12 / 75 min

“Como seu último desejo, seu tio rico afirmou que todos os seus milhões iriam para o sobrinho que melhor puder desfrutar de seu dinheiro. Como saber  quem será o sobrinho que ficará rico? Será dado, a cada um, uma grande quantia de dinheiro e quem  gastá-lo primeiro será o herdeiro legítimo.”
 Depois de ensinadas as regras, sorteamos a quantia inicial. Eu e Bouzada não queríamos começar apenas com 70 dinheiros, queríamos um desafio maior, e o valor sorteado foi de 100 pounds.
Não sei porque estava meio desorientada, e já na segunda rodada senti que estava fazendo a pior partida da vida, não consegui traçar nenhuma estratégia, e "acompanhar o vento" não estava funcionando. Bouzada e Bernardo partiram para uma estrátégia que considero arriscadíssima, com mais de uma propriedade. Enquanto Bouzada parou na segunda, Bernardo, o destemido investidor imobiliário, já estava querendo a quarta! Tati fazia um jogo bastante modesto, com pouquíssimas cartas no tabuleiro. Cláudio investiu pesado nos eventos e acompanhantes, estratégia que costumo usar e tende a funcionar bem.
Bernardo: "Humm... uma fazendinha ia bem aqui, não?" O.O"

Minha mesa infrutífera :(

Tati tentando gastar dinheiro e não se atrapalhar na conta, com a ajuda do Bouzada.
O jogo correu sem muita marcação, com cada um mais concentrado em seu próprio tabuleiro. As cartas especiais de Ação Bônus eram realmente as mais disputadas, e Bouzada não se conformou em ser o único a não conseguir uma. Mas não se iluda se acha que isso o atrapalhou. Em plena sexta rodada, com todo mundo nadando em dinheiro ainda, ele de repente diz, com uma tranquilidade de matar, "Acho que vou zerar...". E eu, na minha inocência, achando que se referia ao próximo turno, afinal, com a quantidade de dinheiro que todos tínhamos, não tinha como zerar antes. Então olho para o lado e vejo APENAS 3 MÍSEROS dinheiros na mesa. Ele conseguiu manter uma boa média de gastos por rodada, passando de 20 dinheiros e ainda vendeu as propriedades conseguindo ir à falência com zero cravado (e me lembrei do Fel)! Belíssima vitória! Dentre os outros jogadores, fui a única que também vendeu a propriedade, dando condição à falência, mas ainda com muito dinheiro.

Resultado:
Bouzada 0 dinheiro 
*Cláudio 15 dinheiros
           *Tatiana 21 dinheiros
           *Bernardo 30 dinheiros
           Renata 37 dinheiros
          (* ainda com propriedades)

Uma pausa para jantar e botar a fofoca em dia. Até Lu Azevedo, Daniel e Ray passaram para dar um oi e matar as saudades. Como ainda tinha uns 30 minutos antes de fechar o restaurante, fui mostrar o Dragonheart pra Tati.

DRAGONHEART
2 jogadores /+8 / 30 min 

Dragões, cavaleiros, trolls, anões, princesas e personagens de fantasia outros compõem o mundo de Dragonheart (Coração de Dragão). Dragões estão à procura de tesouros, é claro, mas eles estão sendo perseguidos por caçadores de dragão, e esses são os dois lados que se enfrentam neste jogo.

Cardgame para duas pessoas, já resenhado aqui no blog, rápido de ensinar e de jogar. Tati ficou com o deck vermelho e eu com o verde, que em si são iguais, exceto pelas supertições coloridas. Aos poucos ela foi pegando o jeito do jogo, que possui várias pequenas táticas para otimizar a quantidade de cartas. 

infelizmente a loja já estava fechando e não pudemos jogar uma segunda partida. Então, fico devendo uma chance de revanche pra ela.

Resultado:
Renata 95 pontos
Tatiana 46 pontos

Enquanto isso, nas outras mesas:

Lock 'n Load

Stone Age

Egizia

Glen More (com o movimento épico de auto trancamento)

El Grande

23 de ago de 2012

Arariboard 1.0 em Waterdeep

E finalmente, eis que chega às terras niteroienses a nau lúdica!
Depois de muitas confabulações, tentativas vãs, desencontros, desalojamentos, um grupo de fiéis e destemidos jogadores (Eduardo, Carlos, Fabrício e Renata) se reuniram no velho Jambeiro para celebrar a maior manifestação lúdica dos gamers, a jogatina!

Era um encontro inicial, sem compromisso, mas o grupo já foi batizado de Arariboard, junção do nome do fundador indígena da cidade de Niterói, Araribóia, com "board" (tabuleiro). Agora é oficial e teremos que manter nossos juramentos de retornar à jogatina de modo fiel, na saúde e na doença, com lançamento ou clássicos, com sorte ou estratégia, até que os pontos de vitória acabem!

Depois de um bom bate papo sobre jogos, claro, resolvemos por conhecer Lords of Waterdeep, trazido pelo Carlos, mas que nenhum dos quatro ainda tinha jogado.

LORDS OF WATERDEEP
(2 a 5 jogadores / +12 / 60 min)

"Waterdeep, a Cidade dos Esplendores - a jóia mais resplandecente de Forgotten Realms, e um covil de intriga política e negócios obscuros nos becos.  Os jogadores são senhores poderosos que disputam o controle desta grande cidade. Seus tesouros e recursos estão prontos para serem pegos, e o que não pode ser adquirido através de trapaças e negociações, devem ser tomados pela força!"


Mais um jogo da franquia D&D, mas com uma pegada totalmente euro. Cada jogador é um Lord dessa grande cidade, com influências em determinados tipos de ações. Cada jogador deve realizar várias quests ao longo do jogo, que combinada com as influências de seu Lord, podem gerar muitos pontos no fnal.


As mecânicas são, basicamente, alocação de trabalhadores e set colection. Existem alguns prédios iniciais na cidade que fornecem benefícios, outros prédios podem e devem ser construídos ao longo do jogo, onde seus trabalhadores devem ser alojados. Esses benefícios auxiliarão na resolução das quests que gerarão pontos de vitória.

mapa da cidade de Waterdeep
Com essa premissa simples, o jogo transforma-se numa batalha por pontos, com intrigas e acusações sendo trocadas por todos os lados. O score é disputado a cada uma das 9 rodadas, ficar para trás não é uma opção, tem que lutar o tempo todo, marcar pontos sempre. 
  
detalhe do tabuleiro do jogador
A liderança da partida foi alternada durante boa parte do jogo pelos meninos, enquanto eu ficava desesperadamente para trás. Somente a partir da quinta rodada, minhas melhores quests começaram a sair (auxiliado pela chegada do 3º trabalhador) e consegui me manter próxima a eles. 

"Guerreiros, preciso de mais guerreiros!"
Carlos e Eduardo começaram a travar uma batalha de alternância de liderança, seguidos de perto por Fabrício. Mas o jogo foi definido na pontuação final, quando computamos os pontos extras dos benefícios dos Lords. Concentrei todas as minhas quests nos dois tipos que me dariam bônus ao final do jogo, e com isso, consegui ultrapassar a pontuação dos meninos. Fabrício foi o único a não usar esse benefício, pois realizou quests de outros tipos, e isso se refletiu no placar final dele, mostrando que esse não pode ser um fator de escolha e faz toda a diferença para o jogo.

Colocação:
Renata 126 pontos
Eduardo 121 pontos
           Carlos 120 pontos
           Fabrício 97 pontos

Carlos, Fabrício e Eduardo
Todos gostaram muito do jogo, pode-se dizer que é um euro médio leve, com interação proporcionada pelas cartas de intriga e os aluguéis dos prédios. Rola uma negociaçãozinha e um leve joguinho de poder. Mas, o mais importante é que foi divertido, uma ótima maneira de inaugurarmos o grupo, e que venham os próximos encontros!

22 de ago de 2012

Essen'12


Ainda estamos em agosto, mas o mercado gamer já está agitado com a aproximação da maior feira mundial de jogos de tabuleiro: Internationale Spieltage SPIEL, para os íntimos: Essen, o nome da cidade sede. Este ano a festa acontecerá dos dias 18 a 21 de outubro.


A lista oficial de jogos e expositores só é oficialmente liberada em outubro, mas, pra esquentarmos os burburinhos dos bastidores, preparamos uma relação de alguns dos destaques deste anos. Além dos jogos listados aqui, também temos uma GeekList no BGG para acompanhar e comentarmos jogo a jogo.

A impressão que tenho é que a edição deste ano está inferior a de 2011, sem tantos lançamentos bombásticos e super aguardados, e com temáticas repetitivas. Prevalecem o lançamento de expansões de jogos de sucesso e muitas iniciativas de financiamento coletivo. Mas vamos aos destaques!

TOKAIDO
(2 a 5 jogadores / +8 / 45 min) 

Autor: Antoine Bauza
Ilustrador: Xavier Gueniffey Durin

"Em Tokaido, cada jogador é um viajante que cruza a "East Sea Road", uma das estradas mais belas do Japão. Ao viajar, você vai conhecer pessoas, saborear pratos finos, coletar belos itens, descobrir grandes paisagens, e visitar templos e lugares selvagens, mas no final do dia, quando todos chegaram ao final da estrada, você vai ter que ser um viajante único, que tenha descoberto as coisas mais interessantes e variadas. Através de um humor original zen, Tokaido é um jogo estratégico ao ser extraordinariamente tranqüilo e fácil de aprender."

Antoine Bauza é autor do sucesso 7 Wonders Xavier Gueniffey Durin conferiu ao jogo um dos visuais mais elegantes possíveis, captando a essência da arte japonesa, de forma vívida e delicada.



Para a exposição, a empresa do jogo, Funforge, promete algumas cartas promo além de desconto para pré-venda:




SEASONS
(2 a 4 jogadores / +14 / 60 min) 

Autor: Régis Bonnessée
Ilustrador: Xavier Gueniffey Durin



"Os maiores magos do reino se reuniram no coração da floresta  Argos, onde o lendário torneio das 12 temporadas está ocorrendo. No final da competição de três anos, o novo Arquimago do reino de Xidit será escolhido dentre os concorrentes."

Aproveitando o embalo, outro jogo com destaque deste ano, também leva a assinatura de Durin na arte. Bonnessée é autor de Fábula, também da Asmodee / Libellud.  


Seasons usa mecânicas básicas de deck de cartas e dados, usados em dois turnos distintos. O jogo ainda está em pré-venda, mas há uma versão beta no Boardgame Arena para jogar em tempo real.


 ARCHIPELAGO
 (2 a 5 jogadores / +14 / 90 min) 

Autor: Christophe Boelinger
Ilustradores: Vincent Boulanger, Ismaël, Chris Quilliams

"Os jogadores são potências renascentistas européias explorando um arquipélago do Caribe. Eles vão explorar territórios, recursos, usar esses recursos, tanto no mercado interno quanto externo (vendendo para a Europa), construir mercados, portos, cidades e templos, e negociar entre si (e talvez trair um ao outro) - tudo isso para completar seus objetivos secretos. Eles também terão que adivinhar o objetivo secreto dos outros jogadores para poderem se beneficiar deles."

Archipelago é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes arrasa-quarteirões deste ano. Um grande jogo de aventura, economia e civilização, com a caixa repleta de componentes que tanto adoramos e uma arte coletiva de encher os olhos.



As regras do jogo já estão disponíveis no site da Ludically, e um dos detalhes que chamam a atenção é o sistema de controle de nivel do jogo através das cartas de objetivo, divididas em jogo curto, médio e longo, permitindo que os jogadores aproveitem o jogo quando não dispuserem de uma tarde inteira livre.



CLASH OF CULTURES
 (2 a 4 jogadores / +12 / 240 min) 

Autor: Christian Marcussen
Ilustrador: Chris Quilliams

"Cada jogador conduz uma civilização para um poderoso império. Devem explorar os arredores, construir grandes cidades, fazer avanços tecnológicos e conquistar aqueles que estiverem no caminho. O jogo apresenta uma placa modular para os jogadores explorarem, 48 progressos distintos, sete poderosas maravilhas, miniaturas e cartões. O vencedor irá criar uma cultura que será lembrado e admirado por milênios."

 Marcussen é autor de Merchants & Marauders, grande sucesso de 2010, também lançado pela Z-Man Games. As imagens ainda são de protótipos, e o autor prometeu as regras para o próximo mês. Mas o pouco que temos já prediz um grande jogo de civilização.


DIE LEGENDEN VON ANDOR
                           (2 a 4 jogadores / +10 / 60 min) 

Autor: Michael Menzel
Ilustrador: Michael Menzel

"Andor é um mundo em perigo. Os inimigos estão perto de nossos muros, saido de florestas e montanhas. Felizmente, um pequeno grupo de heróis nos representará contra os atacantes. Mas eles são poucos, mesmo com habilidades únicas. É o inimigo insidioso e sempre pronto, temos de lutar e resistir."

 "As Lendas de Andor" é o jogo de estréia de Michael Menzel, um dos maiores ilustradores de boardgames do mundo (pra mim o maior *_*), que ele começou a criar quando o filho nasceu há 5 anos atrás. Com lançamento previsto para setembro, pouco se sabe ainda sobre as mecânicas, apenas que é um jogo cooperativo. Mas, como diferencial, estão lançando um jogo paralelo online, como um rpg, e o primeiro capítulo do livro já está online. Estarei de olho nele a todo tempo, e preparando uma resenha especial com mais cuidado. 
 


CO2
                              (1 a 5 jogadores / +12 / 120 min) 

Autor: Vital Lacerda
Ilustradores: Paula Simonetti, Giacomo Tappainer

"Nos anos 70, os governos do mundo enfrentaram uma demanda sem precedentes de energia, e usinas poluentes foram construídas em todos os lugares. Se a poluição não for interrompida, será o fim do jogo para todos nós. Em CO₂, cada jogador é o CEO de uma empresa de energia respondendo a pedidos do governo para novos projetos de energia verde. O objetivo é impedir o aumento da poluição, enquanto atende a crescente demanda por energia sustentável - e, claro, lucrando com isso."



Vital Lacerda estreiou em 2010 com o excelente jogo Vinhos, e já na feira do ano passado apresentou seu protótipo do CO² que agora vemos se tornar realidade. Como seu jogo anterior, este é um complexo jogo econômico, mas com mecânicas de controle de área, cartas e workplacement. As regras já estão disponíveis para download.

Para quem fizer a pré-order com a Giochix.it, ganhará a expansão bônus Arctic.

THE DOCTOR WHO CARD GAME
 (3 a 4 jogadores / +13 / 60 min)  

Autor: Martin Wallace


Para um cardgame de franquia televisiva, ele chegou fazendo muito barulho! Isso porque aliaram o sucesso da série britânica Dr. Who com o sucesso dos boardgames Martin Wallace (Discword, Automobile, Age of Steam). Espera-se que este jogo supere em qualidade as dezenas de jogos menores com a marca do Mestre do Tempo que já lançaram. 
A mecânica é muito simples, cada jogador deve tentar controlar um local que lhe dará pontos de vitória. Doctor e seus companions tem seus valores somados contra as cartas dos inimigos, e quem tiver valor maior ganha (muito resumidamente é isso). 


A grande nostalgia para os fãs da série é poder jogar com seus personagens favoritos, lutar contra os maléficos Daleks e Cybermen, etc. A arte é feita com stills da 6ª temporada da série, com o 11º Doctor.
Pegue sua chave de fenda sônica, entre na Tardis e grite "Allons-y" (team 10º Doctor)!


MYRMES
                               (2 a 4 jogadores / +? / 75 min) 

Autor: Yoann Levet
Ilustrador: Arnaud Demaegd

"Os jogadores controlam colônias de formigas e as usam para explorar a terra (deixando em seu rastro os feromônios); juntam pedra, terra e pulgões; lutam com outras formigas; atendem pedidos da Rainha; produzem novas formigas, e tentam dominar o seu pequeno pedaço de terra para marcar pontos e provar que eles pertencem ao topo da pilha, ops, formigueiro. Depois de três temporadas de escavação e alimentação, cada colônia de formigas enfrenta um inverno rigoroso que vai testar sua força colonial."



Em termos de jogo, cada jogador tem um tabuleiro individual para acompanhar o que está acontecendo dentro de sua colônia - isto é, se os enfermeiros estão cuidando das larvas ou fazendo outras coisas, onde as larvas estão em seu processo de crescimento, os recursos que a colônia tem, quais ações estão disponíveis para os trabalhadores quando eles saem da colônia, e assim por diante. O tabuleiro central mostra a paisagem do lado de fora do túnel de saída que todos as colônias compartilham; depois de sair do túnel, formigas trabalhadoras podem se mover sobre o terreno e colocar feromônios (que lhes dá acesso a cubos de recursos), caçar presas ou colocar tiles especiais.


1969
 (2 a 5 jogadores / +13 / 60 min)  

Autores: Aureliano Buonfino, Andrea Crespi, Lorenzo Silva, Lorenzo Tucci Sorrentino
Ilustrador: Giulia Ghigini


"Em 1969, este concurso prestígio vai decidir quem é o líder mundial - quem vai ganhar? Os E.U.A.? A U.R.S.S.? Ou uma nação da velha Europa, talvez? Quem será capaz de construir o foguete mais avançado tecnologicamente e levar o homem à Lua sem bater? Você será capaz de defender o seu programa espacial dos sabotadores enviados pelos outros poderes mundiais?"


Essa é a premissa desse jogo espacial que tem como mecânicas apenas cartas e dados. Cada jogador deve realizar pequenas missões para conseguir pontos de prestígio. Para os aficcionados por ficção científica, o charme fica por conta do planjemanto científico, contratando cientistas, desenvolvendo projetos e traçando a rota dos foguetes, mas nada muito complexo.


OH NO... INVASION
                                     (3 a 5 jogadores / +12 / 30 min)  

Autor: Joost Das
Ilustrador: Joost Das

um jogo cooperativo sobre uma pequena comunidade de estações espaciais em algum canto estranho da galáxia. Um dos jogadores começa como capitão destas estações, que vêem sua paz e tranquilidade rudemente interrompida quando um Spawnmonster Classe-A aparece de repente no meio deles."

Cardgame com setcolection e cooperativo bem legalzinho. Cada alien ataca um tipo de equipamento e acopla-se às estações espaciais. Os jogadores precisam ir eliminando essas pragas enquanto equipam melhor suas estações. Enquanto isso, há um grande monstro que ganha escudos de proteção, e para vencer o jogo, é preciso remover todos esses escudos para poder matar o monstrão.

 

O autor já disponibilizou um video no youtube bem dinâmico e explicativo. E na feira, para os mil primeiros compradores, terão cinco cartas que brilham no escuro!





Tzolkin: The Mayan Calendar
  (2 a 4 jogadores / +12 / 90 min)  
 
Autores: Simone Luciani, Daniele Tascini
Ilustrador: Milan Vavroň


"Os jogadores representam diferentes tribos maias e devem colocar os seus trabalhadores em gigantes engrenagens conectadas, e como as engrenagens giram eles levam os trabalhadores para pontos de ação diferentes. O jogo termina após uma volta completa da roda dentada central. Há muitos caminhos para a vitória. Agradar os deuses, colocando crânios de cristal em cavernas profundas ou a construção de muitos templos são apenas alguns dos muitos caminhos ..."


O sistema de engrenagens motoras nos jogos, que chamou a atenção no 011 ano passado, retorna agora em Tzolkin, acomplando a engrenagem com o workplacement. É preciso um bom planejamento inicial que durará ao longo do jogo, sem muitas chances de improviso, o que pode não agradar a alguns jogadores, mas o fará com aqueles que gostam de um nivel elevado de estratégia. 




AFRICANA
                              (2 a 4 jogadores / +8 / 60 min)  
 

Autor: Michael Schacht
Ilustrador: Milan Vavroň

"Em Africana, os jogadores viajam pela África, participando de expedições e tentando ser o primeiro a chegar a vários destinos. Com o dinheiro que ganham, eles podem comprar cartões de aventura quando ganham antigüidades preciosas. Africana apresenta o "Livro de Aventuras" sistema de jogo de Valdora Schacht, no qual os jogadores podem adquirir cartões que são usados como livros, com os jogadores "virar as páginas" para encontrar os cartões de aventura que eles mais querem."



 O que mais se destaca mesmo em Africana, a principio e esse livro de aventuras, onde os jogadores vão colocando seus objetivos para construir uma história. Autor de jogos simples, Schacht parece não ter fugido muito a regra com este.


STEAM PARK
                               (2 a 6 jogadores / +10 / 45 min)  
 

Autores: Aureliano Buonfino, Lorenzo Silva, Lorenzo Tucci Sorrentino
Ilustradora: Marie Cardouat

"Você vai construir as atrações do parque mais surpreendentes - mas você também vai precisar gerenciar os funcionários e investir em publicidade para atrair e agradar os diferentes tipos de clientes que o visitam e se tornar o gerente de parques de diversão mais rico de todos os tempos!"

(c) Marie Cardouat
Infelizmente a empresa informou que o jogo não estará mais disponível para Essen, mas achei que valia a pena manter na lista para observações futuras (ou na esperança de que mudem de idéia até outubro). Sou fã confessa da francesa Marie Cardouat, a quem responsabilizo por 80% do sucesso da série Dixit.
Já o trio de autores é o mesmo de 1969, listado anteriormente, que são responsáveis pelo Horse Fever, publicado no Brasil pela Galápagos.


TERRA MYSTICA
                                  (2 a 5 jogadores / +12 / 100 min)  
 

Autores: Jens Drögemüller, Helge Ostertag
Ilustrador: Dennis Lohausen

"Em Terra Mystica habitam 14 diferentes povos em sete paisagens, e cada grupo é ligado a seu ambiente de maneira própria. De modo a desenvolver e crescer, eles devem transformar paisagens vizinhas em seus próprios ambientes competindo com os outros grupos."


Terra Mystica é um jogo com muito pouca sorte que premia planejamento estratégico. Além dos dois autores, o desenvolvimento da mecânica do jogo foi apoiado por Uwe Rosenberg (Agricola).  Drögemüller é autor de The Scepter of Zavandor, o que tem trazido grandes expectativas para este jogo.
 
 
BRIEFCASE
                                     (2 a 4 jogadores / +10 / 45 min)  
 

Autores: Nikolas Sakaloglou, Sotirios Tsantilas
Ilustrador: Antonis Papantoniou

"O mundo dos negócios é um mundo de situações difíceis, que exigem decisões difíceis. Você, como um jovem empreendedor e ambicioso, vai lutar por riqueza. Quais as empresas que você irá adquirir e ativar primeiro? Que tipo de empresa é mais adequada para os primeiros anos do impulso econômico?"

Briefcase é um jogo de deck-building de gestão de recursos. Os jogadores constroem seus próprios impérios por meio da aquisição e ativação de várias empresas. Cada empresa, uma vez activada, proporciona o jogador alguns benefícios. As cartas possuem diversas combinações de ações tornando o jogo cheio de possíveis estratégias.


Artipia é a empresa que lançou o excelente Drum Roll ano passado, e vale meu voto de confiança nesse novo trabalho.  Para Essen, a empresa disponibiliza a carta bônus Factory, e o jogo ainda tem mais 2 expansões bônus.



Como ainda podem sair outros títulos e mais informações sobre os jogos, essa lista pode e deve aumentar.

Outra vedete são as expansões, que este ano ficaram a cargo de Bohnanza (Bohn To Be Wild!), Drum Roll: Mini Expansion, Dungeon Lords: Festival Season, Bang! 10th Anniversary, Peloponnes: Goat Expansion, Vanuatu: The Rising Waters, Alcatraz: The Scapegoat - Maximum Security, Dixit 3, Le Havre: Der Binnenhafen, Yggdrasil: Asgard, Les Dames de Troyes7 Wonders: Cities , Race for the Galaxy: Alien Artifacts, entre outras.

E pra quem curte conseguir aquela promo bacana do jogo, os brindes deste ano são (alguns são gratuitos, outros ofertas especiais) para 7 Wonders: Cities (Louis Armstrong promo card), Cyclades (peças de madeira para substituir as de plástico e uma bolsa para dados coloridos), Cyclades: Hades (expansão The Hecate), Dice Town (estrela de xerife), Drum Roll (carta Dragon Dancers), Gladiatori (set de cartas e a miniatura Garota com a Espada Longa) entre outros.

Façam suas apostas, segurem suas carteiras e divirtam-se! :)
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